Elogios Nao me Elevam
Não aproveitou
Enquanto pôde
O tempo acabou
Cuidado
A culpa é sua José
Não tem mais segredo
Só medo e furor
Não tem mais amigo
Empatia e amor
Cuidado
A culpa é sua José
O vento passou
A edificação ruiu
A noite solitária
O café esfriou
O deja vu- vu uao
Voou
O e-mail chegou
O cético viu
Refletiu questionou
A guerra surgiu
Cuidado
A culpa é sua José
A senha expirou
O mouse fugiu
Na fita está mal
Eh o gás acabou
Cuidado
A culpa é sua José
O povo chegou
Torneira pifou
O ar adentrou
A água acabou
Cuidado
A culpa é sua José
A boca secou
O cuspe engoliu
A sede não cede
Cuidado
A culpa é sua José
O eco ecoou
O poder emergiu
Busca água José
José submisso
Sem pestanejar partiu
Tentares tentou
O descuido
Existiu
Tudo acabou
Cuidado
A culpa é sua José
A mensagem você viu
Avisar não avisou
A rena saiu
Noel atrasou
Cuidado
A culpa é sua
Somente sua José
151225
SERÁ
Os poemas mais apreciados
são os enredos do amor
Mas as pessoas não amam
O que faz jus a este fato
são os índices de criminalidade
Oriundos do ciúme
Da possessividade
Da avareza
E da antítese do amor
201225
Quando se amas, e és correspondido na mesma sintonia, a metamorfose acontece. Mitigar não é mais preciso. Não há mais sofrimento e os percalços inerentes, que noutro tempo atormentara a vida. Logo as feridas cicatrizam- se, o corpo regenera, mente e alma se acalantam e o coração envaidece!
251225
Não há dúvida. A coação atrelada à dependência financeira, é a mais cruel de todas as violências praticadas desde o pretérito ao contemporâneo.
120126
Ser adepto ao ceticismo não é o mesmo que enamorar o exterminador do romantismo. A agradabilidade de modo exarcebada é superficial e a nenhum sábio comove. A este, só as ações extremamente genuínas encantam!
150126
Quem protesta não luta por justiça, nem almeja fazer diferente.
O protestante( político, ideológico) quer ocupar o lugar do outro para fazer igual, com aliados diferentes!
180126
Você não precisa buscar validação o tempo todo, pedir desculpas intempestivamente. A tua ação é singular, as consequências idem. Contudo é necessário antever, ouvir e refletir as ponderações impostas pela ingrenagem social.
080326
**O Momento que Não Foi**
Guardei em silêncio
um instante que ainda não existia,
mas já tinha forma dentro de mim.
Não era pressa,
nem era urgência —
era cuidado com o sentir.
Eu sabia exatamente
como seria o primeiro toque,
o primeiro olhar,
o primeiro respirar daquele espaço.
Mas o tempo…
ah, o tempo não pediu licença.
Quando eu cheguei,
o momento já tinha passado por ali,
já tinha sido vivido,
já não era mais começo.
E o mais estranho é que, por fora,
nada faltava.
Mas por dentro,
ficou um vazio manso,
daqueles que não gritam,
só permanecem.
Não é sobre quem esteve,
nunca foi.
É sobre o significado
que morava ali antes de tudo.
Sobre o que eu esperei sentir
e não coube mais naquele instante.
Ainda assim, eu sigo.
Com o que restou,
com o que é,
com o que ficou em mim.
Porque nem todo começo
a gente consegue viver…
mas todo sentimento verdadeiro
a gente aprende a carregar.
Eu necessito, eu necessito…
como quem já não distingue desejo de falta,
como quem arde por dentro
sem saber onde termina o fogo.
Necessito sentir você
não só na pele,
mas no intervalo das coisas,
no silêncio entre uma palavra e outra,
no espaço onde o mundo desacelera.
Necessito estar perto…
perto o suficiente
pra que tua respiração bagunce a minha,
pra que tua presença dissolva
o excesso que me transborda.
E, ainda assim,
no meio de toda essa fome,
há uma pausa em você
que me salva do excesso
que, contraditoriamente,
é tudo o que eu mais necessito.
Somos herança… mas também ruptura.
Carregamos no sangue histórias que não escolhemos: medos antigos, crenças silenciosas, padrões repetidos como ecos de quem veio antes. A hereditariedade nos molda, nos inclina, nos sussurra caminhos mas não nos aprisiona. Porque há algo além.
Somos também o resultado das experiências que nos atravessam. Cada dor, cada escolha, cada queda… tudo esculpe camadas sobre o que já existia. Mas ainda assim, isso não nos define por completo.
Há uma centelha mais profunda: a consciência que observa tudo isso. Aquele ponto interno que percebe os padrões, questiona as origens e decide se vai repetir… ou transcender.
Não somos apenas reflexo. Somos também o espelho que pode se quebrar.
Existe em nós a capacidade de negar o destino imposto, de desafiar a própria natureza herdada. Onde muitos veem identidade fixa, há, na verdade, potencial de reinvenção.
Ser humano não é só carregar o passado.
É ter a ousadia de recriar a si mesmo, mesmo sabendo de onde veio.
E talvez a pergunta mais honesta não seja “quem somos?”
Mas sim: até onde estamos dispostos a ir para deixar de ser apenas o que fomos programados para ser?
No meu coração só havia dor e solidão, magoas que eu não encontrava solução. Mas agora você é a dona do meu coração. Me deu felicidade e alegria, me ajudou a reconstruir a minha vida, me mostrou o que é a vida, o que é viver, me ensinou a viver,se tornou a minha vida. -ÁG-
Sinto falta de você
Você é a pessoa que eu mais amei.
O que eu fiz de errado? Até hoje não sei,
Me deixou, disse que não me ama mais.
E falou que não vai olhar para tas.
Por quê? Aonde eu errei?
Se foi apenas por você que me apaixonei?
Se foi apenas você que eu amei?
Meu coração ainda grita por você,
eu ainda amo você
ainda sinto sua falta, falta de você
Por favor me explique o porque?
Me diz aonde eu errei?
(ÁG)
Para refletir:
Existe uma versão sua
que não precisa se esforçar tanto
para ser amada.
Ela não implora atenção,
não se explica o tempo todo,
não se abandona para caber.
Ela apenas é…
e, por isso, transborda.
Luciene Souza
Hoje eu acordei chorando.
Lágrimas de felicidade, não tristeza.
Pois num momento sem direção,
você veio por poucos segundos me acalentar.
Não te vi dormindo, pouco antes de acordar,
Mas quando percebi, na sua frente me ajoelhei e desatei.
Não soluçava, como agora, mas já chorava lagos e rios.
Tentei sua testa beijar, enquanto dormia serena, mas antes você acordou e me olhou.
Aquela cara de quem acaba de acordar, mas já ostentava seu zelo, tentando tirar da minha camiseta um pelo.
Parando para refletir, sua voz eu não me lembro de ter ouvido, mas as palavras eu entendi e as respondi com um riso baixo.
Antes que pudéssemos falar qualquer outra coisa, infelizmente virei para o lado, acordei e me afoguei.
Foram poucos segundos, não nego,
um curto infinito, aceito.
Mas nesse momento de dor,
Foi muito mais do que eu podia querer.
Meu e seu.
Sem plateia, sem testemunha, sem tradução.
O que escrevemos aqui não pertence ao tempo,
nem ao olhar de ninguém —
é só a marca do que foi sentido na carne,
na calma dele e na minha intensidade.
Eternizei porque doeu bonito,
porque curou devagar,
porque amou sem pedir licença.
Este registro não é público:
é relicário.
Se um dia o mundo for barulho,
que estas páginas sejam refúgio.
Meu e seu.
Para sempre no que não precisa ser dito,
mas só reconhecido.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Na distância, teu nome arde em mim,
como chama que não se apaga.
Tentei vestir a razão, mas ela se rasgou
diante do toque invisível da tua ausência.
A saudade não pede licença,
ela invade, domina, me consome.
E cada lembrança tua é um beijo suspenso,
um abraço que nunca se desfaz.
Se o tempo insiste em separar,
meu coração insiste em te buscar.
Pois amar é este eterno retorno,
mesmo quando o corpo não pode estar.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Ser à prova de balas não é vestir ferro, é carregar no peito um coração que sangra e ainda pulsa. É chorar em silêncio e, mesmo assim, amanhecer. É ser ferido pelo mundo, mas não se deixar despedaçar.
A solidão pode ser um deserto, mas até no deserto há estrelas que brilham. E cada lágrima que cai é um rio secreto, que escava dentro de nós a coragem de continuar.
À prova de balas é ser humano em sua forma mais pura: errar, perder, sentir, e ainda assim resistir. Não para salvar o mundo inteiro, mas para salvar o próprio fogo que insiste em arder.
Porque vencer o mundo não é derrotá-lo, é aprender a dançar com suas tempestades, e transformar cada cicatriz em poesia.
Tatianne Ernesto S. Passaes
A dor é um idioma secreto, falado apenas dentro de nós. Não há tradução perfeita, não há ponte que permita ao outro atravessar e sentir exatamente o que sentimos. Ela é chama e sombra, é ferida e revelação. Surge como um sussurro no corpo, mas logo se torna grito na alma.
A ciência nos diz que a dor é um sinal, um circuito elétrico que percorre nervos e chega ao cérebro. Mas o que ela não explica é o silêncio que se instala depois, o vazio que se abre quando o sofrimento nos obriga a olhar para dentro. A dor não é apenas descarga neural: é memória, é emoção, é história.
E a filosofia nos lembra que a dor é inevitável, que ela nos acompanha como sombra fiel. Schopenhauer a via como essência da vida, Nietzsche como força que nos molda, Frankl como oportunidade de sentido. A dor é o peso que nos curva, mas também a pedra que afia nossa resistência.
No íntimo, a dor é paradoxal: ela nos isola, porque ninguém pode senti-la por nós, mas também nos aproxima, porque todos, em algum momento, conhecem sua presença. É universal e singular ao mesmo tempo.
E talvez seja justamente aí que reside sua intensidade: na impossibilidade de ser medida, comparada ou negada. A dor é verdade absoluta, uma chama que arde em cada ser humano de forma única. E, ao atravessá-la, descobrimos que não somos apenas frágeis — somos também capazes de transformar sofrimento em força, ausência em busca, ferida em poesia.
Tatianne Ernesto S. Passaes
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