Elogios Nao me Elevam

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⁠Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)

Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.

Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.

Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.

Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.

Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.

Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.

Não fazer o que é correto, por não saber é fruto de uma consciência amoral, mas influenciar sem saber é ser amoralista.

“A alma que concebeu uma maldade não pode nutrir nada de bom depois disso.” 

É tolice se transformar em cacos por quem não te quis inteiro.

"Quando eu salgava a nossa relação, seu fígado não suportava.
Quando adoçava, você sentia repugnância.
Hoje, eu aprendi que, sempre errava a medida de dar,
e você, nunca acertava a medida de receber..."

Antes eu sonhava, agora já não durmo...

Renato Russo
Musica Sereníssima

As aparências não são pra mim
Agradeço o dia em que te conheci
Tenho certeza que te farei feliz
Com um beijo te farei sorrir

Você não pode se deixar levar por um ideal de indiferença.

O fato de eu não concordar com você em tudo, não quer dizer que eu sou chata, quer dizer que tenho opinião própria.

Por que eu não deveria fazer o que meu coração manda, e tornar nós dois felizes?

Se ...

Se eu pudesse parar a minha vida
e dar eternidade a um só momento,
se eu não tivesse o meu destino preso
ao destino das coisas nos espaços...
Se eu pudesse destruir todas as leis
e dentro do Universo que se move
parar o meu mundo:

havia de escolher esse segundo
em que Você estivesse nos meus braços!

J. G. de Araújo Jorge

Nota: Do livro - Antologia Poética - 1978

Cuidado com o intelecto, ele sabe tanto que não sabe nada, ele te deixa pendurado de cabeça para baixo, declamando conhecimento enquanto o seu coração pula para fora da sua boca.

Algumas pessoas demonstram tanto respeito por seus superiores que não sobra nenhum para elas mesmas.

Para mim, ser destemida não é a ausência do medo. Não é ser completamente sem medo. Para mim, ser destemida é ter medo. Ser destemida é ter dúvidas. Muitas delas. Para mim, ser destemida é viver apesar das coisas das quais você morre de medo.



Dê-me mil rosas roubadas
Mas não vai me conquistar
Eu prefiro girassóis
Eles me farão amar.

Quando quer me agradar
Dê-me chocolate quente
Vou saber recompensar
E tratar-te diferente.

Contei-te os meus segredos
Mais profundos e profanos
Tropecei em uns brinquedos
Perdi-me entre meus planos

Agir de forma contrária, muitas vezes é solitário, mas não há solidão maior do que abandonar-se ou renegar- se em seus próprios atos.

⁠"⁠Bonedog"

Voltar pra casa é terrível, quer os cães lambam o seu rosto ou não.
Se você tem uma esposa ou apenas solidão em forma de esposa esperando você, voltar para casa é terrivelmente solitário.
De tal modo que você pensará na opressora pressão barométrica lá de onde acabou de voltar com afeição, pois tudo é pior após chegar em casa.
Você pensa nas pragas grudadas nos talos da grama, longas horas na estrada, assistência rodoviária e sorvetes e as formas peculiares de certas nuvens e silêncios com nostalgia, porque você nem queria voltar.
Voltar para casa é... simplesmente horrível.
E os silêncios caseiros e nuvens não ajudam em nada, além do mal-estar geral.
Nuvens, do jeito que elas são, são de fato suspeitas e feitas de um material diferente, do que daquelas que você deixou para trás.
Você mesmo foi cortado de um outro pano nublado, devolvido, remanescente, malfadado pelo luar, infeliz por estar de volta, esgarçado em todos os pontos errados, um terno desfiado, maltrapilho, surrado.
Volta pra casa, aterrissado da lua, forasteiro. A força gravitacional da terra, um esforço agora redobrado, desamarrando seus cadarços e os seus ombros, entalhando mais fundo a estrofe de suas preocupações em sua testa.
Você volta para casa afundado, um poço ressecado ligado ao amanhã por um frágil fio de... Enfim.
Você suspira no massacre de dias idênticos, que é melhor aceitar, de uma vez.
Bem... enfim, você voltou.
O sol sobe e desce como uma puta cansada. O clima imóvel como um membro quebrado, enquanto você não para de envelhecer.
Nada se move, além das marés de sal no seu corpo. Sua visão embaça, você carrega o seu clima com você, a grande baleia azul, uma escuridão esquelética.
Você retorna, com uma visão de raio x, seus olhos se tornaram famintos. Você volta pra casa, com seus dons mutantes, para uma casa óssea.
Tudo o que você vê agora, é tudo... osso.

(Poema Bonedog, de Eva H.D.)

Eu já não sou mais a mesma. A vida me ensinou muitas lições. E por obrigação eu tive que aprender.

⁠Amor de irmão é estranho, né?
Eu não pegaria um copo de água para ele,
mas daria pra ele um rim.

- Ela não veio?
- Ah, a gente terminou.
- É? E aquele amor todo?
- Acabou.
- E amor acaba?
- Não sei, esse acabou.
- Talvez não tenha acabado.
- Talvez não fosse amor.