Elogios dos Olhos
A rosa se oferece ao tempo dos olhos.
Quem colhe, interrompe o que já era dádiva.
No gesto de não tocar, floresce o entendimento.
Somente aos olhos de quem tocou a realidade espiritual é que a igreja é espiritual, sem qualquer dúvida.
Riem os deuses do ouro e do poder,
Enquanto a esperança se deixa morrer.
Lacram os olhos dos pobres que ficam no escuro.
Mas na rima da vida, há um verso de revolta,
Que desafia os dogmas, e a todos os cultos.
Assim, com humor, eu brinco e satirizo,
As correntes da fé que o mundo precisa.
Que a liberdade venha, que a mente se abra,
E que o amor verdadeiro seja a nossa caminhada.
Lá em São Paulo ele nasceu,
Com olhos claros de céu e de mar,
Enquanto o pai em Belo Horizonte
Sonhava em chegar pra poder abraçar.
Os avós atentos, o tempo parou,
Fotos e risos pra acompanhar,
Os irmãozinhos em festa esperavam
O doce menino pra vida adoçar.
Daniel, doce como o açúcar,
Veio ao mundo pra iluminar,
Nosso amor feito mel e ternura,
Nosso tempo de paz pra cantar.
Dos bisavós herdou esse olhar,
Brilho de estrela, cor de luar,
Veio com o vento trazendo esperança,
Pequeno encanto, promessa de dança.
E a sua luz nunca vai se apagar,
Que seus caminhos sejam de sol,
Que a vida cante pra você dançar
Nosso doce menino, um farol
Daniel, doce como o açúcar,
Veio ao mundo pra iluminar,
Nosso amor feito mel e ternura,
Nosso tempo de paz pra cantar
Chegou com o sol da manhã
Nos olhos um brilho, promessa de flor
Pequena rainha do amor
Na casa vazia, fez festa e cor
Primeiro sorriso encantou
O tempo parou só pra ver seu olhar
E a gente aprendeu devagar
O que é ternura sem precisar falar
E no balanço do tempo,
Ela trouxe a canção
A doçura dos ventos
E um novo coração
Carolina chegou pro samba da vida
Com passos pequenos, com alma querida
É a alegria dos pais e dos avós
Um mundo inteiro cantando por nós
Carolina chegou, flor de mel e de luz
E cada gesto dela é o amor que conduz
Carolina, doce estrela a brilhar
Veio ao mundo pra nos encantar
Tão leve no colo da mãe
No riso do pai, já tem melodia
É verso bordado de dia
Nos olhos da vó, pura poesia
Com cheiro de sonho e jasmim
Ela dança entre a calma e o luar
É canto que veio pra ficar
O nome dela o tempo vai eternizar
E no compasso do peito
Bate firme a razão
Carolina é o enredo
Do mais lindo refrão
Carolina chegou pro samba da vida
Com passos pequenos, com alma querida
É a alegria dos pais e dos avós
Um mundo inteiro cantando por nós
Carolina chegou, flor de mel e de luz
E cada gesto dela é o amor que conduz
Carolina, doce açucar a brilhar
Veio ao mundo pra nos encantar Mesmo a distância és açucarada a nos encantar.
Carrega no nome a História familiar açucarada para amar...
A sua beleza desfaz as sete maravilhas do mundo, porque enquanto elas impressionam os olhos, você com um só olhar conquista a alma
Pergunto-me pra onde fitam estes olhos que às vezes podem parecer tão distantes.
Parecem sempre estarem à procura de algo tão fascinante. Parecem enxergar o que nem todo mundo consegue ver.
Não houve momentos suficientes para poder aprecia-la. Mas foi o suficiente bastante para que pudesse notar uma boca desenhada com tanta perfeição, que o seu autor, jamais fara igual.
Um par de estrelas castanhas, que alguns preferem chama-las de olhos. E cada fio de cabelo teu, te deixa mais autentica.
Mas essas são apenas observações exteriores, pois nem o mais observador, é capaz de decodificar tudo aquilo que acontece por de trás das tuas estrelas castanhas, ou devo dizer, dos teus olhos.
Nem por de trás do teu rico sorriso. E é exatamente esta incompreensão que me deixa cada vez mais cativado em teus propósitos.
Caminhas com firmeza.
Os ventos uivam em teus cabelos
Com olhos semicerrados
Escravizam meus pensamentos
Incitando meus breves versos
Tornando você meu único
E puro romance.
Dias de sol
De humor nublado
Com palavras silenciosas
De olhos cerrados
A psique suplica
Pelo tardio amparo
O mundo tá triste
O mundo tá estranho
Não o permita corromper
Do tipo que faz de um sorriso, nascer choro.
Teus olhos brilham mais
Contra a luz que mergulha
No horizonte desfocado
Prefiro não quere saber
Se no final da estrada
Sua mão ainda entrelaça a minha
Prefiro cegar me diante
As cores que se desbotam
No fim da estrada
Prefiro que a noite não acabe
Pra não descobrir
Que você não mais caminha
Os mesmos passos que eu.
Me perco em você
Em teu cheiro
Em tua boca
Em teus olhos
Em teu gosto
Em teu corpo
Mas se tratar em me perder em você
Ah... eu me perderia sempre
Sem pensar duas vezes.
