Ele
O valor de um ser humano se mede pela forma como ele trata quem está lutando para subir, e não pela quantidade de golpes que consegue desferir contra os humildes.
Às vezes, sinto que o mundo deixou de ser meu lugar. Caminho por ele, vejo tudo acontecendo, mas existe em mim a sensação de estar apenas de passagem, como se todos tivessem encontrado seu lugar no mundo, menos eu.
Dizem que o tempo cura, mas ele também serve para esconder aquilo que nos recusamos a perder. Eu aceitei a nossa distância, mas nunca aceitei o nosso adeus. Caminhei por lugares onde você não estava e vivi em silêncio, mas você continua presente em cada esquina da minha memória.A minha vida se tornou cheia de dúvidas e incertezas. Guardei o seu nome em um lugar protegido, onde a rotina não consegue apagar. O meu amor por você não precisa da sua presença física para existir, mas ele precisa de um sinal para não se sentir completamente sozinho.A verdade é que:Meus passos mudaram de direção, mas o meu olhar ainda busca o horizonte por onde você foi embora.A minha esperança é teimosa e continua viva se alimentando das nossas lembranças antigas.Viver sem você foi a escolha que a vida fez, mas amar você foi a promessa que a minha alma nunca quebrou.Se o destino for justo, ele vai entender que caminhos diferentes podem se cruzar novamente no futuro. Se um dia você me perguntar, a minha resposta será a mesma de sempre: eu nunca, nem por um segundo, esqueci você.
Siga em frente, Deus vai te guiar,Em cada batalha Ele vai te sustentar.O impossível se rende ao poder da fé,E a vitória pertence a quem permanece de pé.
Helaine machado
A linha entre a liberdade e a libertinagem é o respeito; quando ele desaparece para dar lugar a atos vergonhosos e imorais, o que reina não é a escolha, mas a ruína completa da consciência.
Se ele tenta ser um navio? Sonhador, você está concretado. Se ele tenta ser uma onda? você não tem força para isso farol volte a me orientar
O sábio não reage aos estímulos imediatos, como faz o animal primitivo. Ele filtra toda boa intenção, seja de amor ou de ódio, de repulsa ou elogio.
O estúpido também é capaz de amar,
o que ele não consegue é conter
seu instinto agressivo e até violento.
Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.
A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.
Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.
Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.
Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.
Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.
O AMOR, QUANDO ELE CHEGA
I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.
Geralmente, o último gole de vinho não é meu.
Ele pertence aos que suportaram pensar até o fim.
A Oscar Wilde, pela inteligência como arma contra a hipocrisia.
A Hemingway, pela ética seca diante do absurdo.
A Rimbaud, pela violência precoce do gênio e pelo abandono.
A Flaubert, pela disciplina quase cruel da forma.
A Voltaire, pela lucidez ferina,
por ter combatido a estupidez com ironia
quando a coragem ainda era possível.
E o último dos últimos,
quando o vinho já não promete nada,
vai para Baudelaire.
Porque ele soube que a beleza não nasce da pureza,
mas do atrito entre o tédio e o abismo.
Depois disso,
o copo vazio.
O silêncio.
E a noite continua,
como sempre.
Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.
O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.
A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.
O desejo é um romancista genial.
Ele recebe duas ou três informações incompletas e constrói
um universo inteiro.
Orar é mais do que falar com Deus; é estar em comunhão com Ele e permitir que, pelo Espírito Santo, nossa vida seja conformada à Sua vontade revelada.
Toda promessa de Deus repousa sobre seu poder e sua fidelidade; aquilo que Ele declara, Ele é poderoso para cumprir.
"Cuidado você que prática o mal... uma hora ele volta e te derruba, ande segundo a justiça de Deus, que é reta, fiel, e que não da espaço ao mal"
- Pr. Raoney Amorim
