Ele
O futuro é uma ilusão para tolos, eu sei… mas ainda assim me agarro a ele, enquanto as cicatrizes do passado me lembram, com crueldade, quem sou e quem nunca deixarei de ser.
Pensamento não é dono da sua cabeça, é inquilino folgado. Se ele tá incomodando, mete despejo. Bota pra correr. Porque se você continuar alugando espaço pro passado, vai perder os corres que tão na sua frente.
A Pedagogia do Mito
O mito não mente,
ele ensina em silêncio,
na dança da palavra
que atravessa o tempo.
É raiz que fala,
voz que ecoa no tambor,
sabedoria que veste o corpo
com memórias de cor.
No mito, não há distância,
há presença que guia,
é lição que não se fecha
na página fria.
É saber do fogo,
da água, do vento, do chão,
um livro aberto no céu,
um aprendizado em canção.
Pedagogia do mito
é roda que nunca se encerra,
é criança aprendendo com a lua,
é ancião dialogando com a terra.
Na boca que conta,
na escuta que floresce,
a vida se torna escola,
e o mito, mestre que tece.
Queria meu pai!
De todas as formas;
De qualquer jeito.
Queria meu pai!
Ele me deu momentos
Ouviu minhas dores e meus lamentos;
Me carregou no colo,
Quando era difícil andar.
Queria meu pai!
Eu sei que em alguma dimensão
estaremos juntos.
Até breve
"PAI"
"O inverno” chegou, ele sempre chega. A noite chega mais cedo,Traz chuva, traz fuga, traz frutos , traz paz… A ausência de calor vem…E eu que sempre tive as extremidades frias , busco minhas meias, e com elas tenho não só os pés , mas a alma aquecida… Os lençóis e as meias coloridas são companheiros inseparáveis , cobrem meu corpo, minha alma, diminuem toda a entropia…Eu , animal homeotérmico, ou não seria tanto assim? Às vezes fujo de mim, fujo de quem é fugaz, mordaz… Prefiro os sonhos, prefiro a Pasárgada de Manuel… Não , não sou aquela que sou, nem sou quem eu fui, nem o que serei… Em verdade, em verdade te digo, já não sei mais! E tudo segue na mais completa “paz”... Nunca é tarde demais….
Um verdadeiro líder não precisa se impor, ele simplesmente se faz respeitar pelo que é, pelo que transmite e pela forma que age.
O relógio é justo: ele dá 24 horas a todos, mas só os sábios transformam cada segundo em coisas importantes.
O que fazer sobre o veneno alheio? bem..como a própria indagação já delimita definição a qual ele o veneno não é seu mas do alheio,você o contrai só se for um idiota,pois trata-se de uma energia ruim que irá destruir o próprio venenoso e o destino lhe dará vida eterna para que beba de seu próprio veneno ao ponto de não o querer mais para que possa se tornar uma pessoa boa ,mas você não deva obrigar-se à isto por que como toda pessoa venenosa ela leva muitas décadas até estabilizar e mudar sua energia para uma boa. O que dá pra fazer é limitar o convívio ou cesar por completo ,salvo que queira por em prática a doutrina do bem maior sob o risco de perder o controle e se contaminar se não souber bem como o que fazer sobre o veneno alheio.
Se você se deparar com o demônio, apenas ofereça o bem a ele, por vários motivos, dentre eles é a única forma de o vencer sem se comprometer com o mal, mas salvo-conduto a resguardar a vida vale o exercício de força maior como último recurso.
Você em Mim
Eu tento fugir do seu nome,
mas ele sussurra no vento,
desliza nas frestas do tempo
e se deita no meu pensamento.
Acordo com você nos meus olhos,
dorme comigo seu cheiro no ar,
meus dias se tornam delírios
viver é só forma de esperar.
Você invade cada silêncio,
cada gesto distraído,
como se amar fosse vício,
e você... o meu mais lindo perigo.
E tento, juro que tento,
calar esse amor sem freio.
Mas seu rosto me vem como brisa,
e sua ausência... me corta no meio.
Não sei onde você termina,
nem onde começa o que sou.
Só sei que amar você
é um incêndio que não queimou
mas acendeu
e nunca mais apagou.
O Judas moderno não sente nem remorso. Ele é tão trapaceiro que, se você permitir, ele se sentará novamente na sua mesa e irá procurar outra maneira de te destruir.
Às vezes sou só silêncio tentando respirar entre lembranças. O pôr do sol me entende — ele também se despede bonito, mesmo doendo.
Eu acredito em Deus, mas me pergunto se Ele crê em mim,
assim como cremos na Sua chuva, e no seu Sol.
O que é real? As paredes sólidas e frias de concreto,
concreto, a realidade concreta. Ou a memória fugaz
de um abraço quente e terno, terno, visto o terno,
chego ao trabalho, olho-me no espelho, e não vejo nada.
Cego, vejo além do espelho e enxergo através da realidade sensível,
sensível, atravesso as aparências em busca de algo que transcenda o tangível.
Mas então o espelho despedaça-se diante dos meus olhos,
como coisa real, um mosaico de sentimentos e lembranças,
desfaz-se e reconstrói-se a cada instante. Cada caco reflete uma versão minha,
mas, entre tantos, quem realmente sou eu?
Há tantos de mim que não podem tantos estarem certos, e entre tantos, perdi-me.
