Ela é...

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Ela dorme depois da dipirona,
sua muito e seu rosto se abateu,
este ateu quase reza ou se flagela
numa zona sombria e conflitante...
Gostaria de achar essa fé pop
que saltita nos templos destes tempos,
nos entope do clima entorpecente
de alegria dormente ou convulsiva...
Meu amor se derrama sobre ela
em desvelos, silêncios, atenções,
na capela das minhas esperanças...
Peço ao caos, ao silêncio, à solidão,
palavras de condão pra sussurrar
e fazer com que a febre "vá de retro"...

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Não critique tão duramente a mulher vitima de maus tratos. Ela muitas vezes tem,antes de covardia,medo.E será que todos sabem o que faz o medo?.Não é somente o medo do agressor, mas, medo do que pensam ou pensarão a seu respeito.Ela tambem tem uma história que desenvolveu esse medo.A crítica é fácil.o dificil é compreender e ajudar. Não ter pena, mas desenvolver nesta mulher, condição para deixar de ser vítima.

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A preguiça é uma praga. Ela devora o que há de melhor na sociedade: A vergonha de ser miserável, parasita ou bandido.

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BRINQUEDO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ela zomba em silêncio; respeitosamente;
faz de mim um menino esperançoso e vago;
minha mente sucumbe ao coração entregue,
desarmado e sem forças para ter noção...
Sou alheio à verdade, pra viver melhor;
se não tenho presença posso ter saudade,
pois me faço de bobo como já sou feito
por seu jeito inconstante de me conduzir...
Poupo suas promessas num banco de sonho
e me ponho bem fundo na fila dos dias,
iludido e feliz por gostar da mentira...
Eis o grande segredo que abrigo e me apraz;
ela faz esse jogo de brincar comigo,
mas não sabe que brinco de ser seu brinquedo....

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CÓDIGO SEM BARRA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ela sempre me apronta
uma triste surpresa,
e não fujo; sou presa;
dou espaço; dou asa...
Coração nem aponta
para quanto mereço;
meu amor é sem preço;
é por conta da casa.

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MÁGOA SOBRE MÁGOA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ele andou com ímpetos de ligar para ela e perguntar se fez algo que a magoou. De repente, resolveu perguntar a si mesmo. Para tanto, mergulhou profundo nas lembranças recentes e viu que não. Não fez. Pelo menos não foi a sua intenção se algum gesto, alguma palavra ou até silêncio a magoou.
Se não fez intencionalmente seja lá o que for para magoá-la, mas o que fez magoou, foi algo bobo e com margem tanto para fazer pensar que sim, quanto para concluir que não. Algo incerto. Sendo assim, se ambos são tão amigos e confiam tanto um no outro, como sempre juraram, ela deveria tirar as dúvidas. Perguntar para ele. Não o fez, e isso ele não perdoa, pelo menos por enquanto não perdoar, como sempre fizeram ambos, em diferentes ocasiões.
Dentro em pouco, ela também desejará saber se ele está magoado. Se ela fez algo que o magoou. Fez. Depois das arestas aparadas, ela saberá que ele estava magoado por ela estar. Da mesma forma, deixará bem claro que além da mágoa original, teve mágoa da mágoa de sua mágoa por sabe-se lá o quê.

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CASTELO REFEITO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ela tem a ilusão de me achar noutra casca,
tira lasca e suor desse corpo escolhido,
mas não pode colher minha essência em tal fonte
nem achar o cupido que me recomponha...
Sempre finge que sente o prazer que não tem
no prazer emprestado pela fantasia,
vai aquém do que tenta revestir de céu
e tem olhos perdidos nessa busca insana...
Quer minh´alma num corpo que procura em vão
e meu corpo na mão que nunca teve alma
entre a palma do sonho insubstituível...
Recompus meu castelo e não a quis de volta,
porém ela não solta o cordão de saudades
que desenha o passado em papel de presente...

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POR ELA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Definição muito estranha,
mas não achei senão esta:
por ela morro e montanha;
por ela mato e floresta.

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SENTIMENTO MÁGICO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ele nunca foi exatamente apaixonado por ela. Pelo menos no que tange o contexto comum das paixões seculares e massificadas pela sociedade, não. Também nunca teve o desejo comum de possui-la. Consumar o que chamam de fazer amor ou até classificam de formas chulas que se confundem com gastronomia.
O que sempre o ligou a ela foi ou é uma espécie de amizade encantada. Um sentimento inusitado, especial e profundo que não o deixava tomar distância. Impelia seus passos ao encontro da musa, mesmo que fosse apenas para saber como estava, olhar seu rosto e trocar algumas palavras e silêncios. Beber nas águas da magia fora do alcance de seu entendimento.
Como foi dito, ele nunca teve o desejo comum de possui-la... no entanto, havia nele um desejo incomum de de senti-la não sabia como. Queria ser íntimo, sem segredos e cuidados. Alguém que não precisasse ocultar quase nada, nem a nudez de corpo e alma, e nem por isso transformasse a relação em simples caso amoroso.
Durante alguns anos, aquele homem foi levemente correspondido. Silenciosa e sutilmente; delicada e displicentemente correspondido, como devia ser. Sem trato nem proposta. Só a resposta natural, desnecessária na voz. De contexto sem texto. Sem discurso de qualquer natureza previsível.
Os olhos da musa mudaram, com o tempo. Assumiram ares e sombras; trejeitos e jeitos com o peso comum ao mundo normal. Aos meios engessados por severidades forjadas. Imagens impostas. Formalidades, liturgias e definições que proíbem o ser humano a si mesmo e o engaiolam na própria estampa.
Tudo foi um delírio, que ele julgou emocionalmente sustentável. Não foi. De sua parte, sim. Dela, não. Mesmo assim, ele decidiu manter a esperança de um dia saber quem é para ela... quem ela é para si mesma. Talvez até reassumir o sonho e retomar o delírio de um laço tão fora de órbita e razão... apenas mágico.

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PAPINHO BAIANO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Mana;
cadê mainha?
Ela saiu
com seu Jão.
Foi na feirinha
comprar coco,
mó de fazer
cocadas
de mamão.

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PRENÚNCIO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ela vem passo a passo, estou indo ao encontro
do seu tempo, seu ponto e de sua estação;
meu outono faz contas, as folhas restantes
dão ao meu coração a surpresa da calma...
Hoje a vida me toma nos braços das horas,
minhas horas me levam nas asas da brisa,
meu olhar suaviza o que o mundo revela
e descansa os meus medos do que tem que ser...
Já me rendo ao seu cheiro, sua sensação,
minha mão sente a pele de sua verdade
cujo toque abstrato se pré-anuncia...
Sei amar a bagagem que trago no peito;
o que fiz e foi feito de minha viagem;
tudo vale a certeza do que não sei quando...

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MINHA CASA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Uma casa não tem, seja ela qual for,
a beleza do arbusto e da flor no quintal;
a riqueza das sombras que as árvores dão;
o valor da nascente ou do poço de anéis...
Toda casa precisa do chão ao redor,
passarinhos, lagartas, depois borboletas,
vira-latas, besouros e camaleões;
emoções delicadas e restauradoras...
Meu quintal só tem cerca por identidade,
minha casa modesta pode ver a rua,
da janela sem grade; a porta sempre aberta...
Uma casa tem vida se tiver lá fora
uma rede, um lá fora que nos dê prazer,
umas horas pra ler, pra sonhar e dormir...

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PRESENTE DO FUTURO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Minha idade não mente pro meu corpo;
ela toma o seu tempo, seu espaço,
tem o passo maior que minhas pernas
e me deixa perdido na jornada...
O meu corpo aprendeu a não tentar
ser mais forte que os dias do presente;
sente o peso da pressa e se acomoda
para dar de beber ao meu deserto...
É assim que me acho e ganho tempo,
perco medo e me aceito como estou,
com as perdas e os danos que sofri...
Mas vivi meus estágios de viver;
fecho a conta, me sinto ganhador;
ter futuro é presente do meu fim...

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CONSTATAÇÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Durante muitos anos, ela o aceitou exatamente como ele dizia ou confessava ser, sem qualquer disfarce ou rodeio. Só passou a rejeitá-lo, com todas as forças do seu íntimo, quando constatou que, de fato, ele era exatamente como dizia ou confessava ser.

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SEM ECO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Nem saudade resiste ao menosprezo;
ela morre por falta de respostas;
quem a nutre sozinho sente o peso
do silêncio de cruz em suas costas...

As lembranças despencam das encostas,
quando escalam com sonhos indefesos,
onde havia esperanças restam crostas
de sentidos que agora estão obesos...

O que houve de bom fica sem chão,
feito bicho de brejo no sertão,
como rio que um dia ficou seco...

Foi assim que murchou meu sentimento;
minha massa incruou sem seu fermento,
pois a minha emoção ficou sem eco...

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HORA AGÁ

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ela me aceitava surpreendentemente, sem nenhum preconceito nem reserva, como eu sempre lhe dizia que sou. Só não estava preparada para constatar que realmente sou como dizia.

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O AMOR NÃO TEM PREÇO

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Ela pode somar dez mil defeitos;
tenho tantos, que devem ser o dobro;
sou salobro, ranzinza, trago espinhos
que me tornam difícil de abraçar...
Pode ser até fã do presidente,
não achar que o “juiz” foi desonesto,
ser ardente, fiel, cantar louvores
pros heróis da carência nacional...
A paixão me cegou pra tudo isso,
é ouriço-cacheiro a porco-espinho,
deve haver uma bula pra dar certo...
Ela pode fazer sinais de arminhas;
tenho minhas loucuras; reconheço,
e amar não tem preço nem padrão...

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QUADRILHA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Não condeno a quadrilha que ocupa o poder;
ela foi concebida no ventre do povo;
foi um ovo chocado por milhões de mentes
diluídas, dementes, mas corporativas...
Ninguém há de negar que as loucuras do bando
têm aval popular de maioria plena,
cada hiena que mata e sitia o país
é bichinho estimado por esses milhões...
Elegeu-se a tragédia, legitimamente;
aclamou-se a miséria por ato legal;
todo mal que sofremos é bem merecido...
Democrática fome que rói cidadãos;
democráticas mãos da multidão insana
debulharam, felizes, a própria ruína...

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IMPOTÊNCIA

Demétrio Sena - Magé

A soberba está brocha nesses dias;
ela bem que procura se manter,
se conter dos temores em comum
no teatro das redes sociais...
É a vez dessa vista horizontal
entre os olhos sombrios que se baixam,
sem portal, profecia nem certeza
ou aquela esperança equilibrada...
Não há brio firmado em tons exatos
nem há fatos guardados pras manhãs
que ninguém antevê depois das noites...
Nossa rocha está frágil como bolhas,
somos folhas que seguem qualquer brisa,
porque toda soberba ficou brocha...

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⁠PELA RAIZ

Demétrio Sena - Magé

Se ele ou ela,
mal começou,
já lhe assevera
em alta voz:
"Se afaste dele
ou dela,
por mim, por nós,
por nosso amor"...
Chegou a hora
de ir lá dentro,
se recompor,
impor su'alma,
sem aquarela...
Sem meio passo,
se afaste dele
ou dela...
não daquele
ou daquela
de quem ele
ou de quem ela
quer lhe privar...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

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