Ela

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⁠Em 42 anos, meu coração só soube de amor uma única vez. Não há passado onde ela existe, pois o tempo, diante desse sentimento, perde o sentido. A lembrança de seu sorriso se confunde com o presente, como se estivesse aqui, ainda agora, acendendo em mim algo que o mundo não apaga.

Você foi, e ainda é, o que define o raro. Em meio a tantas vidas que cruzei, foi no seu olhar que encontrei o infinito. E por mais que os anos tenham desenhado sua ausência, meu amor não conhece o esquecimento. Amar você foi como encontrar a essência de todas as minhas buscas — e mesmo que o destino tenha seguido seu curso, você sempre será minha verdade mais profunda.

O que é raro nunca se desfaz, apenas se eterniza em silêncio.

Ela é a força que me mantém de pé quando o mundo tenta me derrubar, mas também é a fraqueza que me faz tremer só de ouvir seu nome. Ela é o calor que aquece minhas madrugadas frias e o abismo para onde me lanço sem medo, mesmo sabendo que posso não voltar. Nos seus olhos encontro a paz que procuro e o caos que temo, e em seu abraço descubro que não há fuga possível, porque eu não quero fugir. Ela é minha vitória e minha derrota, minha cura e minha ferida, o paraíso e o exílio em que escolhi viver. E, apesar de tudo... ou por causa de tudo... ela é, e sempre será, o meu amor.

O que é a saudade, se não o amor que perdura?


Ela nasce quando o corpo se afasta, mas o coração permanece. É a chama que não se apaga mesmo diante da distância, o eco de um abraço que ainda vibra na memória, o perfume que insiste em morar na pele mesmo depois da ausência.


Saudade é o amor vestido de silêncio, é o olhar que procura no vazio um reflexo que já não está ali. É o diálogo que continua dentro de nós, ainda que os lábios do outro não respondam. É a eternidade escondida em pequenos instantes que nunca se repetem, mas que insistem em viver dentro da alma.


Se o tempo tenta levar, a saudade guarda. Se a ausência tenta apagar, a saudade escreve em letras de fogo. Porque, no fundo, ela é apenas a prova de que o amor é maior do que a presença... é a sobrevivência daquilo que o coração não permite que morra.


E talvez seja isso: a saudade não é dor apenas. É também o privilégio de ter amado tanto, a ponto de sentir falta. É a lembrança que acaricia por dentro e nos faz entender que amar é, inevitavelmente, também saber esperar.

Ela é meu delírio, a fronteira tênue entre a lucidez e a loucura. Quando penso nela, minha mente tenta ser racional, mas meu coração sempre escolhe se perder nesse abismo doce que só o amor é capaz de criar. Ela é o caos que dá sentido à minha ordem, o risco que colore minha rotina, o sopro que me arranca da monotonia e me devolve à vertigem de sentir. Entre a sanidade que me prende e a loucura que me liberta, é nela que encontro o lugar onde realmente existo.

No fundo, compreendo que ela sempre será o meu contraponto e o meu paradoxo: ausência que me dói e, ao mesmo tempo, me fortalece; distância que me fere, mas que me reinventa. Cada passo que dou carrega a marca de sua falta, transformada em impulso para ser maior do que a dor e mais forte do que a saudade. E é por isso que, no íntimo da minha existência, ela permanece como um espelho invertido: não está, mas me mostra quem sou; não volta, mas me faz seguir adiante.

A morte está na próxima batida do coração. Silenciosa, paciente, invisível, ela se esconde entre os intervalos do sangue, entre o suspiro que não percebemos e o instante que chamamos de agora.


Cada pulsar é um aviso, uma lembrança de que somos passageiros, fragmentos de luz que dançam por tempo incerto, que respiram, amam e sofrem, sem garantias.


E, ainda assim, é nesse compasso efêmero que a vida floresce. É no saber que a morte nos observa de perto que cada gesto ganha intensidade, cada olhar, profundidade, cada abraço, a eternidade contida em segundos.


Porque viver é isso: sentir o frio da presença do fim enquanto o coração, teimoso, insiste em bater. E na próxima batida… talvez sejamos eternos, talvez sejamos nada, mas, até lá, somos tudo aquilo que ousamos ser.

Talvez o amor seja isso: enxergar alguém para além do que ela acredita ser. Eu vi em você uma mulher que nem o espelho lhe mostrava. E, se por um instante você pudesse se ver pelos meus olhos, entenderia por que foi tão impossível deixar de te amar. Talvez... você também se apaixonasse por você.

A fé raramente nasce da abundância. Ela é filha da falência de todas as certezas. Só procuramos o invisível quando o visível já não consegue sustentar o peso da nossa existência. Enquanto tudo funciona, chamamos isso de mérito; quando tudo desmorona, damos a esse desmoronamento o nome de destino.


- Tiago Scheimann

A paz nem sempre chega quando tudo se ajeita.

Às vezes, ela chega antes, quando a vida ainda está cheia de coisas para resolver.

É quando o coração desacelera e percebe que não precisa lutar com tudo ao mesmo tempo.

Deus está presente.
E lembrar disso já traz uma calma diferente.

Edna de Andrade

É mentira, A fome não traz Pensadores nem refutadores, ela traz guerras a serem travadas, e a memória da guerra, é a mãe dos futuros inimigos

O impacto que uma alma faz pode ser tão grande quanto ela se conhece, não só o fazer.

O maior facto que a vida trás é ela mesma, ignorar isso é a prova de que os viventes não têm noção das qualidades que possuem ✍️🙏🐜.

A deusa da fotografia

Ela e a contradição entre a inocência e a malícia,
o olhar que cativa e a presença que parece uma obra de arte,

Tem na sua essência
os elementos clássicos da poesia romântica
e da literatura poética,
que explora o magnetismo de uma musa,

Esse teu dualismo
que mescla o angelical misturado ao provocante,
é o que muitas vezes constrói a figura de uma personagem enigmática e fascinante, feito você mulher semideusa!

A mulher do retrato

Como uma tela inacabada que ganha vida,
ela dança entre o sagrado e o profano,

O fotógrafo tenta capturar o instante,
mas sua essência
foge de qualquer plano, e me fascina a cada fotografia tua!

Quando ela sorri

Um sorriso discreto que esconde segredos,

Passos leves que desarmam qualquer defesa.

O mero mortal se perde em seus enredos, e permanece rendido à força de sua sutil beleza ímpar!

"Ela e o mar, um encontro de astros. Felizes os afortunados que têm o privilégio de admirar tamanha beleza: ela, dourada de sol; e o mar, azul de felicidade."

"O Alinhamento de dos Astros"


Ela caminha onde a terra padece,
E o mundo, em silêncio, a assiste passar,
No instante sagrado em que o dia adormece,
Como um pacto entre ela e o mar.
Não é mero acaso de vento ou de areia,
É força antiga que o tempo criou,
O cosmos se curva, as suas curvas,
a maré incendeia, com o calor do seu íntimo tocando a água,
No encontro de astros que o chão testemunhou.
Felizes os poucos, os afortunados, que guardam nos olhos o dom de assistir a essa deusa em forma de mulher,
Como dois infinitos que, enamorados decidem no mesmo horizonte se fundir.
Ela, dourada de luz e de sol, carrega o calor que o próprio dia moldou.
O mar, vestido em azul de turquesa, transborda a alegria que ela espalhou ao deixar tocar intimamente,
A praia é o altar desse abraço divino, onde a espuma beija os pés da própria beleza,
quem vê de longe bendiz o destino, por ver tanta paz na mãe natureza, esculpida nessa mulher da fotografia!


Pedreiro Poeta Rústico

⁠Exclua a pessoa da sua vida em silêncio, pois ela sabe exatamente o que fizeram.

Sem Bíblia, o crente vira vento.
Com Bíblia, o crente vira rocha.
Ela é espada, pão, fogo e martelo.
Ela tira o osso fraco e põe tutano no lugar.
Ela te treina para a batalha,
Te firma pra não negociar com o pecado,
Te fortalece pra não cair com qualquer vento.

Aqueles que estão vivendo no pecado, sem arrependimento, muitas vezes fogem da Palavra, porque ela é luz, e a luz expõe as trevas.


"E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más."
(João 3:19)