Ela

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Quanto mais as pessoas acreditam em alguma coisa,quanto mais se dedicam à ela, mais podem influenciar o seu acontecimento.

Um dos benefícios de ter filhos é saber que a juventude não morre ou desaparece, ela só é passada para uma nova geração.
Dizem que quando um pai morre, o filho sente sua própria mortalidade, mas quando um filho morre é a imortalidade que os pais perdem.

Melhor amiga é aquela que está sempre lá, mas que também se cairmos ela cai conosco.

O pior tipo de solidão que existe é a solidão de ser incompreendido. Ela pode fazer as pessoas perderem a noção da realidade.

Ela gostava tanto das flores que de tanto olhar, cheirar,
Escolher, colher e acolher acabou ficando com os seus
Odores e cores e assim atraindo amores de beija-flores,
Cheinhos de mil biquinhos de beijos e sabores de desejo!
Guria da Poesia Gaúcha

Se você calar a verdade e enterrá-la, ela ficará por lá. Mas, pode ter certeza que, um dia, ela germinará.

Amor verdadeiro
Ele não é para você. Ela não merece o seu amor. Você é muito para ela. Ele não presta. Ela só faz você sofrer. A gente sabe que nossos amigos dão conselhos porque nos querem bem. Mas quando o assunto é o coração, nem o mais sincero e bom intuito serve. Só nós sabemos o que se passa do nosso lado de dentro. E isso não há pessoa alguma que consiga entender.

Se alguma pessoa não tocou meu coração é porque senti que ela não era de verdade.

Ela só conseguia pensar em como aquele dia tinha sido especial, em como ele era especial, e minutos depois, quando os dois já estavam voltando para casa, ele segurou a mão dela, e por todo o caminho ela sentiu a maneira como o toque dele a aquecia.

Nicholas Sparks
SPARKS, N. The Notebook. London: Hachette UK, 2011.

A morte não costuma agendar a sua chegada. Quando ela vem. Não pede licença. E, nem espera despedir dos entes queridos. Pagar as contas. Não espera ter que enviar e-mail para alguém, nem postar qualquer coisa no status do Facebook, nem mesmo telefonar para alguém e dizer “adeus”. Ela chega. Sem explicação. Então, aproveite que ainda há tempo. Lembre-se das pessoas queridas. Talvez, amanhã. Não. Nunca mais haverá oportunidade de fazê-lo. Talvez, parta você. Talvez, eu. Ou, talvez, quem devesse ser lembrado. Boa sorte!

Se eu fosse a chuva
poderia eu me conectar com o coração de alguém assim como ela pode unir
os eternamente separados, terra e céu?

O anel que tu me deste
Aconteceu em 2005. Eu estava almoçando com uma amiga na cidade onde ela mora, fora do Brasil. Era a segunda vez que nos víamos. Os contatos anteriores haviam sido sempre por e-mail, nos quais tratávamos de assuntos profissionais. De repente, olhei para sua mão e fiz um elogio ao anel lindíssimo que ela usava. Ato contínuo, ela retirou o anel e me deu. "É seu." Fiquei superconstrangida, não era essa minha intenção, queria apenas elogiar, mas ela me convenceu a ficar com ele, dizendo que ela mesma fazia aqueles anéis e que poderia fazer outro igualzinho. De fato, fez. Acabaram virando nossas "alianças": desde então nossa amizade só cresceu.

Meses atrás, Marilia Gabriela entrevistou Ivete Sangalo em seu programa no GNT quando aconteceu uma cena idêntica. Ela elogiou o anel da cantora e esta, na mesma hora, tirou-o do dedo e deu de presente a Gabi, que ficou envergonhada, não estava ali para ganhar presentes e sim para trabalhar. Mas tanto Ivete insistiu, e com tanto carinho, que recusar seria deselegância, e lá se foi o anel da morena para a mão da loira.

Nesta era de acúmulo, egoísmo e posse, gestos de desapego são raros e transformam um dia banal em um dia especial. Não é comum alguém retirar do próprio corpo algo que deve gostar muito - ou não estaria usando - e dar de presente, numa reação espontânea de afeto. Pessoas assim fazem isso por nada, aparentemente, mas, na verdade, fazem por tudo. Por gostarem realmente da pessoa com quem estão. Por generosidade. Para exercitarem seu senso de oportunidade. Pelo prazer de surpreender. Por saberem que certas atitudes falam mais do que palavras. E por terem a exata noção de que um anel, ou qualquer outro bem material, pode ser substituído, mas um momento de extasiar um amigo é coisa que não vale perder.
Estou falando desse assunto não porque eu também seja uma desprendida. Bem pelo contrário. Já me desfiz de muita coisa, mas me desfaço com planejamento, pensando antes. Assim, de supetão, por impulso, raramente. Meu único mérito é reconhecer a grandeza alheia, coisa que também está em desuso, pois sei de muita gente que, ao ver gestos como o de Ivete e o da minha amiga, diria apenas: que trouxas.

Devo estar me transformando numa sentimentalóide, mas o fato é que acredito que esses pequenos instantes de delicadeza merecem um holofote, já que andamos todos muito rudes e autofocados. Desfazer-se dos seus bens para fazer o bem é uma coisa meio franciscana, mas não se pode negar que um pouco de desapego torna qualquer relação mais fácil. E não falo só de bens materiais. Desapego das mágoas, desapego da inveja, desapego das próprias verdades para ouvir atentamente a dos outros. Não seria um mundo melhor?

Bom, o anel que minha amiga me deu seguirá no meu dedo, nem adianta vir elogiá-lo pra ver se o truque funciona. Faz parte da minha história pessoal. Mas posso me desprender de outras coisas das quais gosto, basta que eu saiba que serão mais bem aproveitadas por outras pessoas. É com esse espírito de compartilhamento que encerro essa crônica desejando a todos os leitores um Natal com muitos presentes - mas no sentido de presença. Que na sua lista de chamada afetiva estejam todos ao seu lado, brindando o que lhes for mais importante: seja o nascimento de Jesus, ou a reunião familiar, ou apenas mais uma noite festiva de dezembro, ou um momento de paz entre tanto espanto, ou simplesmente a sensação de que uma inesperada gentileza pode ser o melhor pacotinho embaixo da nossa árvore.

Ela presa no condomínio e ele solto pelo mundo...

Ela é assim mesmo: nasceu com uma cabeça dura, mas com um coração mole. Marrenta e doce ao mesmo tempo. Às vezes princesa, às vezes ogra. Meio sonhadora, muito pé no chão. Uma desajustada e perfeita confusão!

Tem gente que deveria entender duas coisas: Eu não ligo pra opinião dessa pessoa e ela não faz nenhuma diferença na minha vida.

A força do meu querer, em algum lugar eu deixei me perder
Perdi a força que me movia


Mas ela não morreu.
Apenas cansou de empurrar portas fechadas,
de insistir onde o eco não respondia.


Ficou sentada em silêncio,
esperando que eu aprendesse
que vontade também precisa de cuidado,
e que até o querer tem direito ao descanso.


Talvez a força não tenha ido embora —
talvez esteja me esperando
no mesmo lugar onde eu me perdi,
para que eu me reencontre diferente,
mais inteira,
menos dura comigo.

Felicidade bate na porta, mas não gira a maçaneta.
Quem decide se quer que ela entre ou não, é você!

Adoro quando essa moça solta o verbo, solta o cabelo, mas quando ela solta o sorriso: Apaixono!

Entenda: quando uma pessoa te ama de verdade, ela não desiste de você nunca!

Pensei que eu tinha dominado ela, mas
ela tinha me dominado faz tempo.