Ela

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Desastre


Venha, Deus à terra
deite sobre ela a sua gentileza.
Venha, Senhor depressa
mas Venha de escudo e espada,
de colete e de armas,
pois o tempo é outro
mas a sua criação permanece
contra o tempo e a ordem
contra paz e o amor
sem o próximo e o dever.
Venha, meu Rei à terra
mas prepare-se bem
que mares de novo se erguendo
e a terra vão varrer.
Venha, Omnipotente com cuidado
que a doutrina foi esquecida,
o pão está escasso
e o peixe corre.
O vinho ainda o há
e se acaba
nas veias de outro se escava
a tiro e à facada.
Haver bebida é sobreviver
haver luta é poder.
Venha, Omnipresente venha
proteja-se da melhor forma,
que todo o canto é buraco
e debaixo os ossos,
que antes eram carne viva,
de tão pontiagudos de partidos
usados como armas
nos ferem o pensamento.
Venha, ó Grandioso
e veja a sua arte derreter,
a tinta azul a corromper
e o verde em escassez,
onde a tela é escorregadia
e o brilho não vem do sol
mas dos olhos furtivos.
O cego aprendeu com os olhos enganar,
a criança para a guerra foi brincar,
as mães, porque outro lhes nasceu,
sempre a chorar
e os pais a morrer sem parar.
Líderes se inventam
ninguém os quer comprar.
Só porque numa cadeira se sentam
acham que o Seu mundo podem comandar.
Maldito seja o fruto,
tantos anjos e nenhum impediu,
tantas feras que grandes
dentes tinham
e que tamanhas forças possuíam
a árvore não quiseram derrubar.


Tixa Gomes

A leitura não somente apenas te mantém distraído e entretido, ela faz muito mais que isso, transforma o ser ignorante em um ser mais sábio. Tem transformação mais mágica do que isso?

Se ouvir de alguém que não esteja preparado para tal coisa, apenas olhe para ela, sorria e finja que é realmente como ela pensa, mas por você, faça tudo que desejar para ser o melhor do que ela.

“A saudade é uma das manifestações do desejo. E assim como este, ela não é falta, é produção.”
(Aparecido Galindo)

“A fotografia não captura o instante; ela preserva o sentido que o olhar soube reconhecer antes que o tempo o dissolvesse.” - Leonardo Azevedo.

“Quando a arte ousa unir sonoridade, mito e destino, ela deixa de entreter e passa a inaugurar novas concepções. É o ápice da ressignificação.” – Leonardo Azevedo.

“Quando uma nação redefine suas leis, ela não apenas organiza o poder, mas reorganiza o próprio horizonte de sua consciência.” - Leonardo Azevedo.

⁠“Embora a percepção do medo seja moldada por fatores naturais e culturais, ela converge em um mesmo ponto: a resposta instintiva de lutar ou recuar.”

FIBROMIALGIA


Ela acorda antes do despertador.
Não porque queira — mas porque o corpo chama.


A fibromialgia não grita, ela sussurra em forma de peso.
É como se a noite tivesse deixado pedras espalhadas pelos músculos. Levantar não é apenas sair da cama. É negociar com o próprio corpo. É dizer: “Vamos, mais um dia.”


Ela aprende a se erguer devagar, como quem respeita uma maré.
Há dias gelados em que o frio parece morar dentro dos ossos. Há dias cinzentos em que o mundo olha para ela e diz: “Mas você nem parece doente.”
E ela sorri — aquele sorriso treinado, que esconde tempestades.


A fibromiálgica luta contra algo invisível.
E lutar contra o invisível exige uma coragem que ninguém aplaude.


No espelho, às vezes vê cansaço.
Mas também vê força.
Vê uma mulher que, mesmo com o corpo pedindo repouso, escolhe colocar cor no vestido. Um batom mais vivo. Um brinco que dança com a luz. Se o mundo insiste em cinza, ela responde com amarelo. Se o clima fecha, ela procura o sol — nem que seja o sol da própria fé.


Ela aprende sobre tolerância — não apenas a dos outros, mas a dela consigo mesma.
Aprende que produtividade não define valor.
Aprende que descansar não é fracassar.
Aprende que sentir dor não é ser fraca.


E quanto aos outros…
Ah, como seria bonito se todos entendessem que a dor invisível também dói. Que a fadiga não é preguiça. Que a sensibilidade não é drama. A pessoa com fibromialgia não quer pena — quer compreensão. Quer que respeitem seus limites sem que precise justificar cada passo mais lento.


Ainda assim, ela segue.
Com resiliência de quem já enfrentou invernos longos.
Com a esperança de quem sabe que o clima muda.
Com a firmeza de quem transforma dor em delicadeza.


Porque viver com fibromialgia é, todos os dias, escolher florescer em meio ao próprio inverno.

Se existe uma divindade, ela é o Cérebro de Boltzmann perfeito: uma consciência feita de matéria imortal, regida pela mesma lógica que sustenta os átomos. Ele não criou as leis; ele é a manifestação suprema delas.

A matemática não nasce da mente, mas passa por ela.

A religião não ilumina: ela interrompe o amadurecimento espiritual, intelectual e moral da humanidade.

Se existe uma divindade, então ela é a única consciência real e todas as outras são apenas simulações menores, como se sente sabendo que você não é real?

Mesmo que existisse uma divindade, não segue logicamente que ela precise criar um paraíso; essa ideia é apenas um desejo humano egoísta de autopreservação.

Se a vida é uma simulação, então ela é uma simulação que sente. E tudo que sente, importa.

O mestre abraça a desordem porque ela é a única fonte de informação verdadeira.

Se a fé for movida apenas pelo desejo de salvação, ela não passa de um desejo egoísta, revelando que, no fundo, ninguém ama deus de verdade.

A religião a transforma culpa em virtude e depois cobra para aliviar a culpa que ela mesma inventou.

Só a verdade de fato ofende, pois ela é o espelho do ser, e ninguém gosta de ver sua feiura refletida.

Nada mata mais a ciência do que um cientista convencido de que ela já terminou.