Ela

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Se existe um deus, ela terá de admitir: ninguém na história a caçou com tanta obstinação quanto o senhor Bob Kowalski.

Se deus existe, ela é mulher, e sua grandeza está acima do ódio que certos cristãos insistem em pregar.

Reclame da vida o quanto puder. Talvez um dia ela se toque pelo serviço ruim prestado e decida melhorar.

Mulher é raiz que sustenta, é asa que liberta, é horizonte que não se alcança.
Ela aprende a dançar com as tempestades para depois florescer nos dias de sol.

As pessoas não odeiam a verdade; odeiam o esforço psicológico que ela exige.

Muitos defendem a verdade, poucos toleram o que ela faz com eles.

A salvação não está no além, ela está no peso de cada escolha que você evita.

A moralidade humana nunca foi revelada, ela só reinventada em cada crise de consciência.

Se a moral fosse filha do medo, ela desapareceria na ausência de vigilância; mas o amor a mantém mesmo no silêncio.

A consciência não grita; ela sussurra, e por isso é tão fácil ignorá-la.

Conservadores defendem a vida com fervor, desde que ela ainda esteja no útero e não pertença a imigrantes, pobres ou minorias.

A moral não desce das nuvens; ela surge do barro da vida cotidiana, suja e real.

Deus é aquela avó que nunca está satisfeita. Ela ignora o resto do buffet e vai direto nas almas mais espiritualizadas, porque, depois de bilhões de anos, o paladar divino ficou exigente demais para qualquer coisa que não tenha gosto de nirvana.

A consciência não contradiz a matéria; ela é o que a matéria faz quando aprende a se relacionar consigo mesma.

A religião não teme o diabo, ela teme o pensamento livre.

Quando a fé precisa de censura, violência e medo para sobreviver, ela já morreu por dentro.

A verdade não liberta; ela apenas redefine os limites da sua cela para que você saiba exatamente onde vai bater a cabeça.

A coragem intelectual não consiste em abandonar a moralidade, mas em mantê-la sabendo que ela é um castelo de cartas construído sobre um abismo.

A religião é o maior crime contra a inteligência humana: ela sequestra a nossa capacidade de assombro e a vende de volta em prestações de culpa.

Se a sua moralidade só se mantém quando há câmeras, registros ou risco de exposição, ela não é virtude, mas conformismo social bem disfarçado. A ética genuína não depende de vigilância total nem de anonimato: ela se sustenta porque pode ser racionalmente defendida em público, mesmo quando ninguém está olhando.