Ela

Cerca de 50967 frases e pensamentos: Ela

Não é que ela não tem medo:
Ela treme por dentro;
Chora calada,
Sofre por quem ama.
A diferença é que ela não se entrega à derrota,
Nem se curva à afronta.
Quando cai, levanta; quando erra, corrige; quando perde, tenta de novo.
Por isso é vencedora e merece cada conquista.

Inserida por marinarotty

⁠A realidade que vivemos é aquela na qual acreditamos, seja ela real ou não.

Inserida por marinarotty

⁠Sombra.
Onde vou ela vai
O que eu faço ela faz
Às vezes maior, às vezes melhor,
às vezes menor e insignificante
Está sempre comigo, é minha
Sou eu.

Inserida por marinarotty

Passamos a vida procurando pela liberdade e quando encontramos, percebemos que ela sempre esteve dentro de nós; a gente é que tinha medo de soltá-la.⁠

Inserida por marinarotty

A beleza não perece com o tempo, ela se protege na alma...

Inserida por tadeumemoria

DRAGÂO
Ela chega à noite, vendada e apreensiva,
Traz uma gaiola cheia de borboletas...
Pássaros pousam na sua cabeça...
Ela se deita e se entrega...
Eu sou um dragão de meio milênio
Soltando fogo pelas narinas,
Numa caverna úmida, fria e escura
Prestes a desabar...
Isso não pode dar certo... isso não pode dar certo...
Não respiro para não queimá-la
Não falo para não assustá-la
Não acaricio para não arranhá-la
Não abraço para não esmagá-la
Tenho a ternura de Lúcifer antes da queda,
Tenho a beleza de Lúcifer antes da vaidade
A caverna se enche de luz com gotas de diamantes,
As borboletas se soltam, os pássaros cantam...
Ela está possuida, ela está possessa...
flutua sobre asas de cardeais e cacatuas,
Delira num sétimo céu, mas continua vendada...
Isso me arranha, isso me queima, isso me esmaga...
Mas eu suporto, eu sou o dragão...

Inserida por tadeumemoria

LOBOS

Na única doce visão que eu trago na lembrança, ela caminha numa manhã ensolarada, entre rosas, acácias e gardênias, aquela ingenuidade e castidade me seduzira, todavia, isso, foi algo que ficou bem distante, muito longe, quase inalcançável como o horizonte. Caminho hoje sob neblinas frias, ou chuvas torrenciais, sentindo a fúria desta natureza implacável e insaciável, neste inverno que habita em mim; mas só essa lembrança, essa única lembrança, acalma os lobos. Procuro ainda entender o que eu sou nessa alcatéia, o que não se perde nessa vereda, nesse labirinto, o que pode persistir em mim depois das trevas; uivar é próprio dos lobos, dos solitários, mas isso não faz de mim um lupino. Eu sei que a lua me fascina, e lá no meu intimo, lá no côncavo do meu ego, eu sou um predador, nos meus delírios crescem dentes caninos proeminentes, pelos em abundancia e um pântano com árvores altas de copas espessas, mas é um delírio ou um pesadelo, aquele adolescente ainda procura no jardim, aquela candura, a castidade entre as flores; isso é um raio de luz num horizonte cinzento, espantando esta alcatéia, este lobo; o meu temor pelo desconhecido. A luz persiste á escuridão, aliás, há um elo entre ambas, um equilíbrio, e, este equilíbrio traz o alvorecer, trazendo as luzes e campos imensos, deixando o pântano pra trás, então percebo um rio caudaloso com águas cristalinas, ali está ela, à margem do rio, agora uma mulher feita, curvas generosas, adorno à uma natureza profícua e cheia de luz. Sabemos o que queremos, caminhamos juntos, sei que nos conhecemos de outros tempos... muito antes das tranças e das flores. O silencio é cúmplice de algum enigma. Na tarde , afora o barulho da correnteza das águas e seus movimentos graciosos na praia, tudo é muito silente. Ela caminha à margem do rio, altiva como uma princesa, soberana como uma diva, depois de uma manhã cheia de êxtases e prazeres quando ela se entregou como uma loba, na casinha de palha entre os coqueirais, nas proximidades do rio... mas, agora o silencio... e, o silencio é cúmplice de algum enigma. Ela caminha soberba pela praia, imagino um rastro de sangue a cada passada sua; ela não explicou aquela cova cheia de ossos no quintal da cabana. Vejo uma alcatéia ao seu redor; acho que deveria pegar a canoa e descer o rio, aproveitar o crepúsculo e fugir; mas, longe os lobos uivam, a lua se insinua com os primeiros raios, denunciando uma lua cheia; espero, impassível, lembrando momentos de prazer durante a tarde, esqueço fêmures e crânios que eu vi na cova, esqueço evidências incontestáveis; a lua cheia desponta no horizonte com promessas de sangue e muito prazer...



L

Inserida por tadeumemoria

MAIS DE MIL ANOS
Quando ela se nivela ao horizonte,
Como se o seu corpo
fosse uma gangorra, sob as luzes solar
eu penso que as cores do crepúsculo,
são adornos divinos,
para momentos bem íntimos
quando ela se espreguiçou
como se o mundo dormisse mil séculos
meu latim perdeu o sentido
meus músculos dormentes
meus ósculos dementes
pediam seus cálidos lábios
usei de meios espúrios
fiz promessas lhe ofereci a penha
com o templo lá em cima
e todos os sacramentos,
seus cálices de ouro e pedras preciosas
transbordando de um amor sublime
então ela se inclinou
e tingiu tons de pink e lilases
nos travesseiros de nuvens
e nos balançamos por mais de mil anos...

Inserida por tadeumemoria

DE NINGUÉM
Porque a lua era bela,
porque a flor era rosa,
porque o céu era azul,
ela se entregava...
porque a noite chegava,
porque a noite se ia,
porque chegava a manhã,
ela se entregava...
porque o mar era imenso,
porque o mundo era penso,
porque o dia era tenso,
ela se entregava...
porque o vento soprava,
porque o sol aquecia,
porque a chuva molhava,
ela se entregava...
porque o coração batia,
porque o pulso pulsava,
porque a alma gemia,
ela se entregava...
e por se entregar a todos,
todos lhe possuiam,
mas não era de ninguém,
porque a todos se entregava,
mas não se dava a ninguém...

Inserida por tadeumemoria

Antes que o sol se pusesse,
Ela se despiu e luziu
Mais que novecentas
e noventa e nove auroras,
Fascinou mais que o crepúsculo,
E meus nervos e músculos
Se contraíram...

Aprendi a ser super herói e fazer poesia,
Porque ela fascinava quando sorria
E eu tinha que lutar pra conquistar o território,
Porque todo poeta tem que ter a sua caneta
E todo herói tem que ter seu arco e flexa...

Antes que o sol se pusesse...
ela galopou pelos horizontes
catando os sonhos
e escondendo os medos,
ela espantou os espectros
e compartilhou segredos...

Inserida por tadeumemoria

Ela o-olhou pasma, não sei se pelo tamanho; pedi que o beijasse para fomentar intimidade entre sua boca e ele; relutou, havia um certo receio, mas era inegável que havia um magnetismo entre ambos...

Inserida por tadeumemoria

Ela olhava a lua e as estrelas como suas únicas impossibilidades; comprara as terras do seu Joaquim, já que ele não conseguira quitar suas dívidas por conta de empréstimos que fizera para combater a praga na lavoura; comprara as de Mirna; notara como Nelson a olhava e como mencionava seu nome; ela também não queria desfazer-se de suas terras; mas os constantes roubos de gado fizera ela mudar de ideia; casara com Nelson, advogado da família, com quem tivera Leandra, que morava com uma tia por parte de pai na capital; e assim a solidão, já que Nelson inventara uma viagem e nunca mais regressara, e, notícias nenhuma; perdera as esperanças. Passados dois anos, mandara alguém investigar o seu paradeiro, mas, nada de concreto.
Ela olhava a lua e as estrelas, ela olhava o firmamento suas únicas impossibilidades... seu mundo não tinha cerca, sua cerca era o horizonte, o que não era montanha era pasto, o que não era pasto, era cafezal, o resto era imensidão; mas antes uma corda acolheu o seu corpo num acalanto macabro, num beijo eterno para a eternidade; galhos e cipós a lhe envolver ao tronco de um carvalho com muitos bugalhos. Era uma paixão tão grande, que o pântano acolheu sua alma e lhe fez vagar palmo a palmo sua imensidão...

Inserida por tadeumemoria

COMO ÍNDIO
O que acontece de repente
Quando ela se pinta diante do espelho,
Batom, sobrancelhas e cílios...
Tomara que caia justinho,
Cambraia estampada,
Nem lembra dos filhos
O que fantasia, tão bela diante do espelho
Com poses e closes pra postar no face,
O marido disfarça, fingindo reler um jornal antigo,
Mas instiga, seus risos e bicos,
Meu amigo malandro metido a filósofo
Dizia que mulher é como índio
Quando se pinta quer guerra
E a vejo tão bela com a escova
E um decote generoso
Falando em lift e massagem
E uma taruagem na coxa,
Poxa ninguém é de ferro e parece provocação,
Mas tem a tal “maria da penha”
O que fazer com o ciúme
Se trejeitos e excesso de perfume
Me fizerem perder a cabeça?
Meu amigo dizia por experiencia própria
Que mulher é como índio
Quando se pinta quer guerra...

Inserida por tadeumemoria

LUÍZA LUIZ E LUZIA
Ela sabia que era homem quando vinha a noite
Ela sabia que era homem quando vinha o dia
Ela só não queria ter essa certeza quando via Luzia
Sonhava ser mulher para estar em seu braços,
Luzia também pensava que era homem
Quando vinha a manhã
Quando vinha o cheiro de hortelã
Que a horta expandia
Luzia e Luíza se conheceria
Ambas sabiam que eram homem
E o que consome a alma consome o que é proibido
Ambas se desejavam mas quem seria o marido
Luzia cuidaria ainda muito tempo da horta
Luiza ainda assaria muitas tortas
Mas até que o primo Luiz de uma das duas entrou na história
E a marra de macho das duas desabaria,
Mas, más línguas juraria que a mais fêmea da história era Luiz
E do trio era ele o mais feliz...

Inserida por tadeumemoria

Ela bebe na boca da garrafa
dá um show na praça
pula amarelinha como se pulasse a lua
faz paródia com Maysa
diz que a brisa é sua
“NE me quitte pás”
diz que não se embriaga a toa,
mas com meia garrafa voa
e canta como a sabiá...
ela bebe na boca da garrafa
talvez por pirraça
sabe que eu detesto
as vezes tropeça nos seus tornozelos
pra cair nos meus braços
olhar nos meus olhos e dizer que eu não presto


Ela bebe na boca da garrafa
pra armar barraco e me ver apreensivo
sabe do meu zelo pela sua conduta
mas diz que é adulta e que tem juízo...

Inserida por tadeumemoria

Ela pensava que era passarinho
E sonhava com as manhãs,
Ela pensava que era passarinho
E sonhava com as nuvens...
O amor lhe dava segurança
Como qualquer gaiola,
Mas ela pensava que era passarinho...
E sonhava ver a tarde morrendo
Na parte mais alta do bambuzal
Um dia o amor lhe abriu as portas
E ela se perdeu na imensidão de seus delírios,
Sentiu falta da segurança que lhe dava o amor,
Mas sem o calor de sua presença
O amor pereceu no frio da noite...

Inserida por tadeumemoria

O amor lhe dava segurança como qualquer gaiola,
mas ela pensava que era passarinho...

Inserida por tadeumemoria

AÇUCENA

Um dia eles se casariam,
Mas o rio levou seu corpo
E das rosas que ela colhia
Às margens do rio
Germinou açucena...
Ele ficou tão triste,
Que virou poeta
E quando morreu
Transformou-se em beija-flor
E sai as margens do rio
Beijando as flores,
Procurando Açucena.

Inserida por tadeumemoria

ELA GOSTA
A dúvida é um rinoceronte dentro do guarda roupa,
Um hipopótamo na geladeira
Um elefante no armário
Paquidermes pisando minha desconfiança
Ontem ela descascava chuchu na pia
O baby doll intimamente nas suas partes
O decote com seus seios na maior alegria,
E a mobília bramia...
Anteontem eu filmei seu andado,
Seu banho, o sabonete desliza demais...
Sua calcinha salmão é muito atrevida,
O que caberia debaixo dessa cama?
Perfuro o colchão com espetos
E o negão vira lama...
Ela reclama e se faz de ofendida
Mas no fundo ela gosta,
Infla o seu ego o meu ciúme,
Reclamo do perfume,
Investigo o celular e o facebook,
Imagino o que vai na sua cabeça,
Ela fica indignada, mas no fundo ela gosta,
Este é o meu maior medo, no fundo ela gosta...

Inserida por tadeumemoria

O CÉU DE MACAPÁ
Ela era tão bela quanto o mar
E tinha os olhos tão azuis
Como o céu de Macapá
Solitária como Piripirí,
Pobre como o Piauí
E tinha o rosto de anjos
Como quando os anjos tinham rosto,
E falava manso
Como quando os anjos falavam com o Senhor
E fazia-nos pensar no amor
Como quando conseguíamos pensar
E era triste como a Aldeota
Como uma jangada sem rota
Na imensidão do mar,
Só tendo o norte como referência,
Como quando tínhamos norte...
Agora na imensidão do tempo
Ela não é mais bela,
Não temos mais céu como o de Macapá
Não temos mais janela pra Piripiri,
Não temos a nobreza do Piauí,
Não temos mais rosto...
Ela era tão bela...

Inserida por tadeumemoria