Eis a Razao da minha Vida
Em alguns dias de inverno, principalmente os com vento, deixo minha musculatura rígida para manter o calor no corpo e a mente em juízo, o excesso de tempo que fico nessa condição me deixa emocionalmente triste. Permaneço triste até passar 100% aquela sensação térmica antes do calor intenso chegar novamente ao corpo.
Na realidade da minha consciência, me vejo apenas como a forma física, mental e emocional do homem que construi nos últimos 15 anos, concluindo essa percepção do meu ser no fim do ciclo dos 30 anos. Não sou e nem nunca fui o que sonhei, sou apenas o homem que construí, e desse posso me orgulhar por ter escolhido o caminho da busca da paz e do amor. Cada escolha que fizermos nesse exato momento conduzirá nosso caminho a recompensa que nosso destino guarda dentro de um baú.
Minha cabeça fica destrinchando idéias, caçando modelos, formas e padrões em tudo. É a sensação de ser nativamente workaholic e hiper focado.
Você me faz voar leve sem medo entre seus dedos no silêncio da minha solidão. Mas não tenha pena desse simples mortal que sucumbe diante da sua face e se desintegra em desejo e inspiração. E mesmo que isso me faça voar através do silêncio inesgotável de suas maravilhas que norteiam meu coração, mesmo que por acaso perca o sentido da palavra ou mesmo a respiração diante de seu rosto, seus lábios delicados podem ser minha salvação.
A chama que acalma a alma chama-se Ātman
Ela arde queimando na minha alma e acalma o meu Ser...
Leve com calma tudo que transborda minha alma e na chama do Ser, queime com calma e acalma minha vida esta intensa alma neste mundo em que eu só sei viver.
Minha alma caminha tão distante de estrelas em estrelas vagamente a cada milissegundo sob o fluxo de um pêndulo atômico em um espaço repletos de vidas.
Minha alma navega em meu corpo no Gnóstico, conscientemente e incondicionado pelas frequências transcendentais em que minha alma Psiconáutica busca novas formas de pensar diferentemente.
Eu sou o completo estranho em minha loucura, querendo fingir ser normal. Mas quem é normal em sua completa loucura?
Jequitinhonha
Berço fresco da minha existência
trago em meu sangue toda a sua veemência
Que no esplendor da tua nascente
Vem mostrar - nos sua beleza corrente
Desaguando em mar plácido e vasto
Que águas mansas e doces irrigam
Seu leito álveo e casto
Insanos humanos, surgem, castigam.
Oh! Rio de águas doces e abençoadas
Sua vida é nossa história
Nas lembranças, mal lembradas
Sem carinho? Não sozinho.
Sua história na memoria.
Vida iluminada de lua
Não lhe podemos mal amar
Nossa vida também é tua!
Impossível desamar.
Minha existência, independe da sua permanência.
Sou eu mesma!
Cheia de defeitos imperfeitos.
Sou eu mesma!
De cara limpa, lavada.
Sou eu mesma!
Entre meus devaneios,
Entre minhas escolhas,
Entre meus desejos,
É entre mim e ti.
E mesmo assim,
Sou eu mesma!
Ao longo da minha jornada, percebi que uma planta não desabrocha imediatamente após ser semeada. Assim, a capacidade de aguardar o momento adequado é tão essencial quanto o ato de plantar.
No ponto ao ponto
Parada na esquina, esquecida, hipotérmica e febril está minha linda amiga fé. Ela está lá no ponto, solitária e aguando olhos passados e transeuntes cílios cíclicos que sempre voltam ao mesmo lugar e nunca chegam a ponto algum.
Mares que vem à bem
Só o sol é capaz de testemunhar minha dor. A noite calada trouxe consigo o silêncio. E o sono roubou-me a lucidez. Os sonhos se tornaram meu ser. Não sentia enquanto via. Não consegui me achar frente ao espelho. Tudo que meu consciente falho reservoou durante o dia, os sonhos embaralharam, e , sem fim e começo me encontro todos os dias ao despertar-me com pequenas faíscas da manhã que se anuncia. O silêncio fica cada vez mais longe. Ouço minha própria respiração. Os pássaros começam a voar para tirar de suas penas o orvalho da noite. E eu à duras penas tento aliviar o orvalho desses meus olhos chorosos cerrando-os em meio à escuridão e meia luz.
Entre o erro e o acerto, construí meu ego. Ego de banana, foi bacana porque todos a minha volta sambavam alá brasileirinha. E eu inquieto, obsoleto, zombei da sorte, achei graça na trapaça, aliás, só pode ser trapaça se couber nos meus conceitos (quebrados e falidos). Bom, agora vou seguir minha vida, não pode descrever minha dor, exceto eu, consegui vislumbrar minha bela imagem no espelho e, cá entre nós, não gostei nada do que vi. Eu que sempre sonhava com moinhos de ventos e dragões, agora vejo a lua e a luz que ela reflete na rua. Fui deus, de mim mesmo, fui parasita de outrem, fui rebelde de hoje e espetáculo de ontem. Mas, e daí? A vida é minha, eu faço o que quero e não pago nada, se você tem um pedaço de mão eu lhe estendo a mão, se não fique a nau, uma hora, um dia, um mês, depois de 84 dias, talvez você encontre o peixe de ouro que tanto procura, afinal; o sol também se levanta no reino da Dinamarca.
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