Eis a Razao da minha Vida

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Eu vivia na minha estúpida decepção.
A poesia era um leigo monólogo que amarelecia na estante.
As nuvens passavam e levavam consigo o brilho dos meus olhos.
Toda canção de amor fazia de mim um estraçalhar de sonhos...

Meu inquebrantável subterfúgio era a tristeza.

Até que um dia viestes ver-me.
Ao longe percebi teu reflexo no vidro – “Altivo!”.
E então, com um só toque, mudaste todo o crepúsculo!
Com estas tuas mãos macias,
Com teu olhar de quem se perde no canto dos pássaros,
Com este teu perfume de madrugada
E teus cabelos que dançavam ao vento...

Fizeste acordar meu coração latente!

E agora sou toda as pétalas das flores,
Respiro o inócuo aroma da vida que rejuvenesce...

Sou eu novamente...
Eu, com esta visão além e aquém do horizonte,
Que aspira quase às mesmas quimeras irreais
– só que agora teu nome está em todas elas!
Agora sou eu... e sou você.

Preciso esquecer você...

Não consigo dormir,
A minha paz você levou consigo
Quando veio me falar daquela maneira,
Daquele jeito!

Você sabia do que eu sempre sentia por você,
E por sua causa, e por muito tempo, sufoquei meus sentimentos
E quando eu estava curando essa cicatriz
Você me aparece do nada;
Falando coisas sem nexo,
Me provoca e depois some de novo da minha vida...

Uma coisa eu digo: não sei se vou suportar essa ferida novamente...
Minha tristeza voltou,
Minhas angústias me cercam,
Minhas lembranças me torturam!
Meu coração dói...

Agora não consigo dormir...
Como eu gostaria de fechar meus olhos e nunca mais abri-los;
Como eu gostaria de esquecer o dia em que te vi pela primeira vez...
Como eu gostaria de pôr fim a tudo isso...
Não quero passar por isso novamente...

Essa dor é tão grande e forte,
Que eu não quero mais amar ninguém...
Não quero mais sofrer dessa forma.
Quero que meu coração volte a ser a pedra que era antes!
Quando me fechei por sua causa...

Não vou suportar novamente, se um dia conhecer outro idiota como você:
Que me fez acreditar nesse amor infantil,
Que me fez sentir viva
E que ao mesmo tempo me deu esse vazio e medo.

Obrigado...
Obrigado mais uma vez por destruir minha paz
E por rasgar meu coração novamente...
Obrigado por me deixar infeliz outra vez...

Mas teimo em dizer que eu acredito no amor que tenho por você...

Dê-me flores enquanto posso apreciá-las. Depois servirão apenas para cobrir minha sepultura! (Apocalipse 16)

Aquietei-me, não por que a morte levou o que tinha guardado dentro da minha alma, mas para que o intervalo sirva de tempo suficiente para mostrar que tudo continua vivo dentro de mim.

Me vejo agora no término de minha viagem; meus dias de trabalho concluíram. Vou agora ver Aquela cabeça que por mim foi coroada de espinhos, e Aquele rosto que por mim foi cuspido. Até agora a fé tem me dirigido, porém em diante será Aquele cuja companhia constitui minhas delicias. Tem-me agradado ouvir falar de meu Senhor, e onde quer que tenho visto na terra o rastro de seus pés, ali ansiei pôr também meu pé. Seu nome tem-me sido mais aromático que os mais deliciosos perfumes, e sua voz docíssima, e mais desejei eu contemplar seu rosto do que o homem pode ansiar pela luz do sol. Sua palavra tem-me servido de alimento escolhido e de antídoto contra meus desmaios. "Me susteve e guardou de minhas iniqüidades; sim, meus passos fortaleceu em seu caminho"

John Bunyan
O Peregrino

Você é a minha melhor amiga e também o meu amor. Eu não sei qual dos dois lados eu prefiro. Eu amo cada um deles, assim como amo a nossa vida juntos.

E quando o mundo tentou me botar pra baixo, eu sorri e mostrei que minha fé era mais forte que todos eles juntos.

Sou um pouco dos meus amigos,
um pouco da minha casa,
Sou parte do que me faz feliz,
uma parcela de sonhos.
Sou de tudo um pouco, um pouco de tudo.
Sou parcialmente um ser bizarro,
logo, sou um ser humano.
Sou uma saudade ambulante de um passado,
e uma expectativa insistente de um futuro melhor.
Sou o ódio e a simpatia,
o sorriso e a cara amarrada.
Sou os erros que cometi,
e os passos certos que dei.
Simplificadamente; sou uma vida que já viveu,
e ao mesmo, tempo uma vida que ainda está para viver.

Sei que olhei a face dele. E de certa forma a sua face era a minha face...

Nem todos são iguais, e por isto não quero perder a minha inocência de ainda acreditar nas pessoas, mas quero me reservar e não sair por ai entregando a qualquer um aquilo que tenho de muito valor "a confiança".

Prefiro sofrer com uma verdade do que ver que minha felicidade é baseada na mentira!

Se tua felicidade dependesse do meu sorriso, seria capaz de sorrir na minha maior tristeza para te ver feliz!

Ele tem um jeito de me tocar, de caminhar com as mãos no espaço entre minha pele e a roupa, sem parar de me analisar o corpo, cheio de fome e ternura e calor. Eu sei que foi por isso que voltei, que volto, toda vez. É quando eu fico por baixo que a verdade se esfrega nos meus olhos e se infiltra pelos meus poros. Com o mapa do meu corpo, ele me prende nos meus becos e dança nas minhas avenidas. Eu não tenho saídas.

Despedida

Se minha presenca nao mais satisfaz,
entao desfaça dela sem me satisfazer,
todo orgulho eu deixo pra ti,
nao preciso disso para viver...

Arrepio é forma que meu corpo escreve em braile "continue", quando beijas a minha nuca ou quando passas levemente os dedos na minha pele, após me fazer amor.

Minha frieza comprime meus sentimentos, controla meus atos e expande o meu afeto.

A minha insegurança destrói meus caminhos.
(do livro: “Livrai-nos de todo mal”)

Da minha consciência ancestral:

Ontem, sentada frente ao espelho
Ia cuidar dos meus cabelos
Com o creme de alisamento

Abri o pote e o forte cheiro
Adentrou­‐me as narinas tão violento
Fazendo‐me fechar os olhos
Por um momento

Abri­‐os novamente e ela estava lá
Sentada ao pé da cama a me mirar
Pés e mãos acorrentados
A lágrima no rosto a brilhar

De onde vem, sussurrei
Do outro lado do mar
O fedor aqui é tão forte
Já não posso respirar

Ontem, sentada frente ao espelho
Ia cuidar dos meus cabelos
Esperava a chapinha esquentar

Estiquei a primeira mecha
Mas, descuidada queimei a testa
Senti a pele a latejar

Fechei os olhos, contendo a dor e o ódio
E quando os abri, ela já estava lá
Na bochecha uma cicatriz
Quem lhe fez isso? Saber eu quis

Ela levantou‐se e tocou minha queimadura
Depois falou­‐me com ternura:
Agora a qualquer lugar onde eu for
Saberão sempre quem é meu senhor

Ontem sentada frente ao espelho
Resolvi amar os meus cabelos
Sussurrei seu nome com zelo
Esperei ela se sentar

Ela se achegou sem receio
Recostou minha cabeça em seu seio
Começou a pentear

A cada mecha, a cada trança
Uma memória, uma lembrança
Que o medo não pode apagar

Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
"Ele é uma criança, não entende nada"
Por dentro eu ria, satisfeito e mudo
Eu era um homem e entendia tudo.

Hoje só com meus problemas,
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
"Ele é um homem e entende tudo"
Por dentro com a alma atarantada
Sou uma criança, não entendo nada.

Erasmo Carlos
Erasmo Carlos e Roberto Carlos, "Sou Uma Criança, Não Entendo Nada

Nota: Música do álbum "Projeto Salva Terra" (1974)

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Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação.