Egoísmo
É necessário fortalecer a mente e o coração para superar egoísmo, ingratidão e abandono. O caminho é continuar amando mesmo com o rompimento dos laços porque os verdadeiros sentimentos não acabam com a ausência mas se fortalecem no querer bem de quem sempre te esnobou. Vida que segue!
" Desapegar do egoísmo
Praticar a tolerância
Mente sã e corpo sadio
Leveza nas atitudes
Calmaria,tranquilidade e paz
Recarregue as energias, não as esgote por intransigência
Observe os sinais ".
Márcos Frèitas
Quando me sinto triste, estou apenas me iludindo com meu egoísmo em achar que sou o único que inventa tristezas na minha mente no planeta.
Primeiro: Eu
Segundo: Eu
Terceiro: Eu
Egoísmo? Não! É amor-próprio.
Ninguém vai fazer por mim o que eu mesmo preciso fazer!
É fascinante observar a encenação teatral de dezembro: 364 dias de egoísmo e indiferença devidamente mascarados por uma ceia forçada, onde o "espírito natalino" serve apenas como lubrificante social para que hipócritas consigam suportar a própria presença mútua sem se matarem antes da sobremesa.
O niilismo é essencialmente apenas uma mistura venenosa de pessimismo, egoísmo, apatia, cinismo, ressentimento e hedonismo
O câncer é a expressão biológica do egoísmo: células que só sabem crescer, mesmo destruindo o todo. O egoísta faz o mesmo na vida social.
Toda injustiça social que há é fruto do egoismo humano, tolos governantes e povo alienado, ambos só se interessam pelo que a política pode lhes oferecer como poder e vaidade individual, ninguém se importa com o coletivo, nem políticos nem quem os elegem.
A visão pode enganar: Amar o que se vê é fácil, mas é uma forma de egoísmo estético. O desafio (e a beleza) do amor está em amar o que não se vê de imediato.
Antes eu achava que fazer o que eu sinto vontade era egoísmo; hoje percebo que egoísmo é quem dita o que eu deva fazer.
Há um tipo de egoísmo que não é barulhento, mas é cruel. Ele usa o outro como depósito de suas dores não elaboradas. Faz do afeto um campo de batalha e da intimidade um tribunal. E quando o outro reage, a resposta vem rápida: “você não me ouve”, “você me enxerga”, “cala a boca”. Como se calar resolvesse. Como se silenciar o sintoma curasse a causa.
Mandar o outro silenciar é, muitas vezes, uma tentativa desesperada de não ouvir a própria ferida. Porque a fala do outro toca onde ainda dói. E é mais fácil interditar a voz alheia do que sustentar o eco que ela provoca. O incômodo não vem do que foi dito. Vem do que foi despertado.
A projeção é um truque antigo do ego: eu coloco em você aquilo que não suporto reconhecer em mim. Se me sinto pequeno, acuso você de diminuir. Se me sinto culpado, transformo você em réu. Se estou confuso, digo que você é caótico. É uma transferência silenciosa de responsabilidade emocional. Um despejo psíquico feito sem contrato.
Ninguém se cura jogando peso nas costas de quem está por perto. Dor não trabalhada vira arma. Trauma não tratado vira acusação. Gente que não desapega das mágoas, transforma ferida em violência.
Curar-se é parar de usar as pessoas como espelho distorcido. É devolver a cada um o que é seu. É aprender a dizer “isso é meu” com a mesma firmeza com que antes se dizia “a culpa é sua”.
É olhar para o próprio desconforto antes de apontar o dedo. É perguntar “por que isso me atingiu tanto?” antes de decretar que o outro está errado. É suportar reconhecer as próprias sombras sem precisar terceirizá-las.
Quem manda calar a boca quase sempre tem medo de escutar ou só suporta escutar o que convém. Quem aprende a escutar a si mesmo, sem projeções, já não precisa silenciar ninguém.
O egoísmo é a sombra que se ergue quando o "eu" se coloca acima de tudo, acima de todos, acima até de Deus. Ele se infiltra silencioso, disfarçado de cuidado próprio, mas na verdade é prisão que nos afasta do outro. É o gelo que congela relações, o silêncio que exclui, a exigência de que o mundo inteiro gire em torno de um único centro: o próprio ego.
Ele veste máscaras de amizade possessiva, onde o vínculo só existe se for exclusivo. Ele se revela na inveja, quando o brilho do outro incomoda, quando a felicidade alheia parece injusta, como se apenas nós fôssemos dignos de sorrir. O egoísmo é a recusa de celebrar o outro, é a incapacidade de reconhecer que a vida é feita de partilha.
Na sua essência, o egoísmo é solidão disfarçada de poder. É um coração fechado, incapaz de se abrir para o coletivo, incapaz de enxergar que o verdadeiro sentido da existência está no encontro, no abraço, na comunhão. Ele nos faz acreditar que somos donos de tudo, mas na verdade nos rouba o essencial: a capacidade de amar.
E quando o "eu" se torna absoluto, o mundo perde cor. A humanidade se torna cega, incapaz de ver além do próprio reflexo. O egoísmo é um espelho que só mostra a própria imagem, enquanto a empatia é uma janela que revela horizontes infinitos.
Superar o egoísmo é aprender a se doar sem esperar retorno. É reconhecer que o outro também merece, também sente, também sonha. É abrir mão da posse e abraçar a liberdade do amor. É lembrar que não somos o centro do universo, mas parte de uma grande teia onde cada vida importa.
O egoísmo é sombra, mas a empatia é luz. E só quando escolhemos a luz, o "eu" se transforma em "nós", e a humanidade reencontra o caminho da esperança.
Tatianne Ernesto S. Passaes
