Efemeridade do Tempo
Os dias parecem não ter fim, a tristeza toma conta do pouco de felicidade que me restou. Sinto-me prisioneira do que na verdade deveria ser meu impulso para alcançar a liberdade. Pra que viver quando só te é permitido existir? Como seguir em frente, quando amarram bolas de ferro à seus tornozelos?
Sinto que a cada dia me levanto para viver os sonhos de outro alguém enquanto os meus aguardam, trancados dentro do peito, por uma oportunidade de serem livres para se realizar.
Que vida é essa onde não se tem o seu próprio espaço, e até seus pensamentos são proibidos de se manterem apenas dentro da sua cabeça? Como alguém pode se encontrar sendo obrigado a assumir outra identidade? Eu quero ser eu mesma, mas não me é permitido; quero ter meus sonhos, mas me impõem os sonhos de outra pessoa e me forçam a acreditar que são meus, ou que são o melhor para minha vida.
Como ser feliz sem poder viver de verdade? As pessoas falam sobre pensar no quanto outras pessoas estão sofrendo de verdade, com fome e sede, dores e doenças, porém, eu ainda consigo olhá-las e ver que estão vivendo, sonhando e buscando um sentido em suas vidas, eu por outro lado, estou em perfeita condição física, porém, acorrentada à minha matriz e impedida de viver por mim mesma, sendo obrigada a viver os sonhos frustrados de outro.
Me pergunto todos os dias, quando chegará a minha vez de aprender a viver por mim e me sentir feliz por estar em busca dos meus sonhos e quando penso sobre isso me vem um aperto no coração, uma dor que muitas vezes emudece minha alma, pois eu sei que no dia em que receber a liberdade que almejo, eu serei o maior motivo de decepção. Que vida é essa? Eu me pergunto todos os dias, que ao invés de se orgulhar pela sua independência e maturidade, sofre e se ira por pensar na possibilidade de você crescer.
Pra que existir assim?
Vivo dias repetidos
se não há ninguem pra ler
nem tão pouco responder
meu olhar nem meus versos perdidos
Sabes, nunca os quis esconder
mas sozinhos mantem-se escondidos.
Em um daqueles dias que tão pouco sei sobre o futuro, mas que estou pensando nas possibilidades do que poderá acontecer.
Existem dias que você não está afim de dizer nada, apenas olhar para o céu e pensar um pouco no seu futuro e avaliar como está sendo o seu presente..
Oscilação comportamental.
Pouco a pouco, mudamos nosso comportamento.
Um pouquinho todos os dias. E quase não percebemos.
Somos pobres e outro dia nos tornamos ricos, somos ricos e nos tornamos pobres.todos dias acordamos diferentes.
Hoje nossos melhores amigos são os pobres; amanhã serão os ricos.Um dia precisamos muito de um pobre; outro dia nem queremos vê-lo.Há momentos que adoramos quase tudo; outras vezes detestamos um monte delas.Somos vulneráveis ao tempo e as ocasiões.Oscilamos o tempo todo, de acordo com aquilo que nos convém!Não esqueçamos de nossos atos, para que outras pessoas não nos julguem por esses mesmos atos.
Não sou
assim tão bela
todos os dias ...
Mas...
Hoje,
eu me valorizei
um pouco mais ...
Resolvi me amar.
Confesso que sinto um pouco de inveja de quem pode ver seu sorriso todos os dias, de pessoas que podem te consolar, e ter a certeza de que você é real.
Quando os dias são cinza e a noite não tem lua, pouco importa ser a lágrima ou ser a chuva; Melhor mesmo é ser a rua.
"ASSIM OU ASSADO"
Há dias que acordo cedo
em outros um pouco tarde
há dias que o sol não brilha
em outros o sol me invade
Há dias em que trabalho
em outros estou cansado
há dias que penso em ti
em outros muito ocupado
Há dias que estou "assim"
em outros estou "assado"
(publicada no livro: Antologia V - CAPOCAM Casa do Poeta Camaquense - 2019)
Há dias em que em ti talvez não pense
a morte mata um pouco a memória dos vivos
é todavia claro e fotográfico o teu rosto
caído não na terra mas no fogo
e se houver dia em que não pense em ti
estarei contigo dentro do vazio
ANNE FRANK E O COVID 19
Estou confinada na minha casa há apenas dois dias e já entendo um pouco do que sentia Anne Frank em seu esconderijo na Holanda. Em 1942 teve que se esconder dos nazistas, juntamente com sua família e mais quatro amigos, em um anexo da fábrica onde seu pai, Otto Frank, trabalhava. Mesmo tendo nascido na Alemanha, sua família era vista como inimiga dos nazistas, pelo simples fato de serem judeus.
Ontem me peguei pensando em Anne quando iniciei meu diário da quarentena. Não posso comparar meus sentimentos ao dela por várias razões - ela tinha 13 anos, cheia de sonhos a realizar e muitas aventuras a viver - eu tenho 56 anos, já realizei muitos sonhos, constitui família e vivi muitas aventuras (apesar de ter alguns sonhos que ainda gostaria de realizar...). Anne não tinha TV, celular, nem internet que a conectasse com o mundo exterior. As noticias chegavam por intermédio de quatro funcionários da fábrica, que eram da confiança de seu pai. Uma delas era Miep Gies que também trazia comida.
Eu tenho à minha disposição todos os meios de comunicação que a tecnologia pode dispor. Além disso minha despensa está abastecida e posso ir ao mercado quando quiser, tomando os devidos cuidados conforme as orientações que recebemos o tempo todo pelos noticiários. Não estou confinada em um pequeno espaço, precário e sem conforto como Anne. Ao contrário, tenho o privilégio de morar em uma casa confortável, com um belo e amplo quintal, onde posso circular à vontade sem me preocupar em fazer silêncio absoluto para não chamar a atenção das autoridades.
Então, o que me fez lembrar do cativeiro onde a jovem Anne viveu por 03 anos? Acho que foi o sentimento da privação compulsória da liberdade, da impotência diante de uma realidade que impacta nossos relacionamentos e pode nos lançar em uma crise econômica de difícil recuperação. Também o medo que a morte nos encontre, por um tiro, uma bomba ou um vírus.
Só nos resta a fé em Deus. Agora o tempo é nosso aliado e eu rezo todos os dias para que este triste momento de crise tenha curta duração. Que tenhamos um final mais feliz do que Anne e sua família tiveram, juntamente com milhões de pessoas que pereceram no Holocausto. Oremos!
Há dias que pouco me importa essa fisiculturista "verdade" pesando sobre meus ombros, estilhaçando minha emoção, congestionando meus filamentos cerebrais, alimentando a raquítica razão com fragmentos imprecisos desse teu homérico ego. Há dias que só quero estar em harmonia, com a luminescência do universo, e protegida igual criança pela aura da magia.
Todos os dias eu só quis um pouco da sua preciosa atenção, mas você estava ocupada demais para notar.
Nunca se esvazie por completo, guarde em seu coração todos os dias um pouco mais de ti para si mesmo...
- Relacionados
- Frases sobre Efemeridade do Tempo
- Amigo que conheceu há pouco tempo
- Em tão pouco Tempo de Convivência
- O valor das coisas não está no tempo em que elas duram
- Conheço você há pouco tempo mas te amo
- Mensagens para uma pessoa especial que conheci a pouco tempo
- Tudo que é Bom Dura o Tempo Suficiente para ser Inesquecível
