Efemeridade do Tempo

Cerca de 4076 frases e pensamentos: Efemeridade do Tempo

⁠Esta catástrofe foi a primeira grande tristeza da minha vida (...). Durante muitos anos, todos nós sentimos o peso de perder aquela que tinha sido a alma da nossa casa.

Marie Curie
Pierre Curie. Nova York: The Macmillan Company, 1923.
Inserida por matheus_lima_14

⁠⁠Durante anos clamei ao universo...E entre lágrimas e gemidos inexprimíveis, pedia libertação das minhas dependências emocionais. Agarrada demais, apegada, de amores excessivos, me rasguei e arranquei de mim o que me feria. Doeu? Não! Foi removido com sucesso e me anestesiei por antecedência. Tive que amputar alguns amores de minha alma para sentir paz.

Inserida por g_n_rose_magalhaes

⁠A infância dura 10 anos; a adolescência, 20; a idade adulta, 40; e a velhice pode durar a vida inteira.

Inserida por JAugustoMaiaBaptista

⁠Durante muitos anos, fomos ensinados que, ao nos afastarmos do caminho traçado, éramos apagados do tecido da existência. O som das palavras silenciava-se, e o calor do abraço se tornava uma memória distante, como um eco que se perde na vastidão. Pais e filhos, em um mar de saudade, se viam separados por uma linha invisível, onde os laços de sangue eram desfeitos, como se nunca tivessem existido.
O mundo, outrora repleto de rostos familiares, de risos compartilhados e palavras trocadas, tornou-se um deserto. Os filhos, em sua maioridade, eram lançados ao abismo do esquecimento, e os que já estavam longe, como estrelas perdidas, eram esquecidos no horizonte, sem chance de retorno. O "Oi" simples, o cumprimento despretensioso, era uma utopia proibida, uma relíquia de um tempo que não poderia mais ser.
E na calada da noite, o silêncio se tornava profundo e cortante. Corpos cansados, corações depressivos, vidas à beira da desistência… As lágrimas caíam sem som, como se o universo inteiro tivesse virado um vazio de saudade. Saudade de um simples “Oi” de uma mãe que, um dia, abraçou com amor. De um pai que olhava com carinho, mas agora só restava o eco do abandono. O desejo de ouvir palavras que nunca mais vinham, de sentir um toque que nunca mais aqueceria.
Na silenciosa vigília do abandono, as almas sangravam. Não pela escolha que nos separou, mas pela incompreensão que gerou o abismo, pela névoa que obscureceu o real significado de muitas palavras. No fundo de cada coração, a dúvida florescia: será que essa dor é o caminho para a salvação? Será que esta separação tem algum propósito, ou foi o reflexo das limitações humanas, incapazes de enxergar com clareza o que é verdadeiramente justo e misericordioso?
Diz-se que a associação com aqueles que permanecem afastados da verdade é venenosa, que a pureza deve ser preservada, e eu concordo. Mas, na imensidão dessa purificação, onde restou o amor? Onde se perdeu a misericórdia, que deveria ser o farol? O Criador Amoroso, em Sua infinita bondade, não desejaria que Suas ovelhas fossem tratadas como fantasmas, que Seus filhos fossem deixados na sombra da rejeição. Não seria essa a lição, não seria esse o caminho.
E então, após tanto tempo, o silêncio se tornou um grito abafado. Aqueles que viveram a dor da separação, a agonia do abandono, se perguntam: por que o peso da solidão teve que ser suportado por tantos anos? O corte definitivo não pode ser apagado com uma mudança repentina, um "ajuste" que surge após as feridas estarem tão profundas. Como justificar tantas vidas partidas, tantos corações desfeitos, agora com um simples redirecionamento de entendimento?
Se a luz vem do Criador, por que demorou tanto para brilhar? Como poderia Ele permitir que tantos sofressem mais do que o necessário, em uma dor prolongada e desnecessária, para então, corrigir? Isso faz sentido? Como pode a compaixão divina se manifestar depois de tanta dor?
A mudança, sim, chegou. Mas ela veio tarde demais para apagar as cicatrizes. E, enquanto a luz clareia, a pergunta persiste: onde está o arrependimento? Onde está o pedido de perdão por tantas vidas dilaceradas, por tantos corações quebrados? A "luz" que agora brilha, por mais que se ilumine, não pode apagar o sofrimento daqueles que, por tanto tempo, foram considerados invisíveis, como se jamais tivessem pertencido.
E, enquanto o tempo passa, nossas cicatrizes permanecem, sem um pedido de desculpas da liderança que, por tanto tempo, nos fez invisíveis.

Inserida por GilsonCastilho

Veja a discrepância,você convive durante anos sendo convencida que a sociedade é mau,a pessoa não te permite assistir nem um telejornal, pra criar tal dependência emocional,você vive trancada e encara essa "proteção " como normal,e quando sai,é com medo total. Não permite que você desenvolva,pois já percebeu teu potencial. A maldade instalada dentro de casa,isso é surreal.

Inserida por SilviaMarise

Uma história criada por adultos, e repetida durante anos, com os mesmos atores, “fatos”, vítimas e culpados, pode ser tida como verdade?
Infelizmente sim, até pela própria vítima.
Porém Deus é tão divino e misericordioso, que com um sopro de vento, ele pode soprar a carta certa, e a suposta “culpada” se abre para uma “nova” verdade…
Aquela que de fato pode sim, ser a terceira versão de uma mesma história.
Quando a ambição ultrapassa o limite e a vergonha é maior que a coragem de admitir suas falhas, adultos se escondem em suas mentiras bem contadas atrás de uma jovem vítima.

Inserida por stefanie_1094518

⁠Quando juntamos e jogamos fora os cacos de dores que durante anos fomos acumulando nos cantos do coração temos a falsa sensação de vazio, mas não se confunda, isso não é vazio é a benção do recomeço que nos chega em forma de liberdade, alívio e paz.

Inserida por ednafrigato

⁠Durante todos esses anos
nunca mais me atingiram desse jeito,
eu tentei forçar algumas vezes, mas nunca mais
reconheci esse sentimento

As vezes eu acho isso ótimo
mas a verdade é que isso pode ser péssimo,
de algo que parecia simples e inocente
surgiu algo difícil e complexo

Lembro que durante essa relação eu percebi que era
só mais um homem qualquer,
que se apaixonava, se divertia, se machucava
mas foi transformado e revigorado por uma mulher

Quando acabou, eu achei que era o fim do mundo...
o que me trazia paz e harmonia
virou um vazio grande, cruel e profundo

Por mais que eu tenha me sentido mal na época e
querer logo esquecer tudo isso
hoje eu agradeço por tudo ter acontecido

Aquele amor que eu sentia me fazia vivo
eu me sentia especial...
Espero que algum dia eu sinta isso de novo,
minha alma sendo atingida de uma forma
fora do normal

Inserida por PoeteiroZZZ

⁠"Durante longos anos os meus questionamentos só acumulavam.
Todas as críticas, maus tratos verbais, físicos e emocionais vivenciados me faziam sentir-me cada vez mais desvalorizada"

Inserida por Euimperfeita

⁠Tudo o que é pessoal tem uma duração limitada, em torno de cem anos, mas sob uma perspectiva espiritual, tudo é eterno.

Inserida por evermondo

⁠há tempos...
Há tempos em nossas vidas que contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.
Há amigos que passaram rápido, apesar do calendário mostrar que eles ficaram anos em nossas agendas.
Há trabalhos que nos tomaram décadas, mas que nossa memoria insiste em conta-los como semanas.
Há decepções, mas também o perdão e recomeço.
Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que, passados os dias difíceis guardamos lembranças de horas.

Inserida por AndrieleFreitas

⁠Acerte tudo durante anos, seja respeitado, trate todos bem, mas quando errar, vão lembrar apenas do seu erro, mesmo que ele tenha sido cometido no passado.

Inserida por _Joao_Victor_

⁠Quando o homem renega sua história, construída durante anos de formação técnica, cultural, doméstica, espiritual, ética e moral, para defender uma ideologia política, ele está morto, mesmo que seu sepultamento ainda esteja idefinido no tempo.

⁠Você não pode manter um segredo oculto no coração durante anos. Quanto mais grave for o segredo, maior será o sofrimento do coração.

Inserida por pensador

Não sei se a vida é dura ou eu que sou fraca.
Esperei anos para poder me libertar e, agora que consegui, estou me sentindo solitária, me sentindo sozinha como se tivessem tirado algo de mim.
Confesso que é uma sensação estranha, ainda não sei o que fazer.

Inserida por Lucynha

Durante todos esses anos, somente quando estava só, e mesmo assim muito raramente, ousava dizer algo. Era um tipo de tortura que me impunha de forma consciente.

Itamar Vieira Júnior
Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.
Inserida por pensador

Amor é aquilo que dura 100 anos e você ainda consegue dizer "eu te amo" como se fosse a primeira vez.

Inserida por ridlavschneider

Um reporte pergunta a um casal de idosos: como vcs conseguiram continuar casados durante 65 anos.
Eles responderam: "Nós nascemos num tempo em que quando algo se quebrava, nós o consertávamos, não o jogávamos fora."

Inserida por Elisaoliveira

Precisava de um gole denso de algo que fosse capaz de me trazer a realidade, por longos anos, durante os minutos que se passavam no relógio, o ponteiro era apontado para mim; precisava fazer algo, mas não sabia por onde começar; onde estava o trago doce ou amargo da salvação?!
O relógio ainda vagava descomunal por entre os algarismos obsoletos, mas era para mim, que o ponteiro ainda apontava - O que fazer quando se é cobrado para viver, e a miséria que constrói morada em sim resmunga às espreguiçadas... Quer apenas que eu sobreviva por entre o caos traduzindo o lamaçal que cobria os tornozelos cansados de andar e deixar suas pegadas sujas por aonde ia... Todos conseguiam me achar! Todos! Os rastros da imundice não me permitiam o isolamento total, em um lugar que eu pudesse estar definitivamente só até que o último suspiro quebrantasse o fio de vida que ainda me restava.
Era covardia desistir sem olhar para o retrovisor...
Olhei...
Um susto ressuscitou o que eu insistia esquecer...
Olhei pelo retrovisor, a paz que eu tive quando a fé era parceira.
Vi os olhos de minha mãe me olhando quando me deixou na escola em meu primeiro dia de aula.
Vi que meu pai sempre gastava todo o seu salário com a família, e jamais reclamava que o seu sapato estava velho demais.
Tive nova oportunidade em ver os olhinhos de meu primeiro bebe quando nasceu - fomos as primeiras a nos olhar com a sensação de quem sempre nos amamos, mesmo quando ela ainda não existia.
Hum! Aquela prova que estudei tanto; madrugada afora foi assim... Tirei uma nota três, e não morri por este motivo.
Vi minhas mãos jogando as flores brancas por cima do caixão de minha avó, sabendo que nunca mais a viria, e diante disso, a dor por não ter lhe dito “muito obrigada por tudo que fez por mim”... Quando eu tinha medo do escuro e precisava ir ao banheiro... Quando não conseguia dormir, e ela me contava aquelas histórias de sua infância sacrificada na roça...
É engraçado, o espelho me revelou um monte de fatos que eu não conseguia me lembrar mais... E estão a todo tempo registradas em meu DNA, e mesmo assim... Por que insistia em esquecê-los?
Por que queria morrer com tudo isso guardado em mim, sabendo que não fui infeliz o tempo todo, mesmo diante da dor, há um conto bonito de sentir, e às vezes, era somente isso para bastar o eco de um vazio inválido... Migalhado... Inútil.
Olhei para o relógio - o ponteiro havia deixado de me apontar à vida, pois a vida... Esta me apontava agora, a direção.

Inserida por AdrianaVargas

Nós paramos de comer carne há alguns anos atrás. Durante um almoço de domingo no campo, nós olhamos pela janela e vimos nossos carneirinhos correndo felizes pelo campo. Dando uma olhada nos nossos pratos, nós percebemos que estávamos comendo a perna de um animal que até bem pouco tempo também estava correndo pelos campos. Olhamos um para o outro e dissemos - espere um minuto, nós amamos estes carneirinhos, são criaturas tão doces e gentis! Então porque o estamos comendo? - esta foi a última vez que fizemos isto.

Inserida por psychopathy