Eco

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O eco de hoje ressoa no amanhã. Escolha semear bondade, coragem e amor, pois seus atos transcendem o tempo, moldando uma eternidade de luz e inspiração.

Não venha me falar de lealdade quando a tua boca escolhe o eco da multidão. Respeito não se ensina em discurso, se prova no silêncio e na postura.


Falar é fácil. Difícil é sustentar caráter quando ninguém está olhando.


Hoje são muitos falando da minha vida, mas poucos tiveram coragem de caminhar comigo. Opinião em excesso não constrói caráter, só revela quem prefere julgar a assumir a própria verdade.


Quem é leal não se mistura ao barulho, não negocia princípios nem se alimenta da exposição alheia. A minha história não pertence à plateia, pertence a quem sou e ao que vivi.

É preciso tomar uma decisão: seremos o eco da guerra ou a voz que fortalece a esperança de paz?🕊

No fim, o silêncio é a névoa espessa que apaga o mundo lá fora, deixando-o a sós com o eco de passos que a nossa mente ainda não deu.

“O eu te amo só faz sentido se vem acompanhado de coro, não de eco.
Não se prenda a relações autônomas, ninguém deve amar só.”

Há dois viventes no mesmo chão,
Unidos no laço, divididos na visão.
Um vive de eco, de colo, de opinião,
Choraminga alto pra esconder o coração.
Esse precisa de plateia pra existir,
De aplauso, de mão estendida pra seguir.
Se ninguém escuta, ele cai,
Se ninguém chama, ele não vai.
Do outro lado, existe a força crua,
Determinada, firme, alma nua.
Não vai atrás, não corre na frente,
Caminha no passo exato, consciente.
Não pede apoio, não implora sinal,
Carrega nas costas o próprio ideal.
Aprendeu cedo que a estrada ensina,
E que excesso de muleta enfraquece a sina.
Unidos por destino, não por igualdade,
Um vive de carência, o outro de verdade.
Enquanto um grita pedindo direção,
O outro segue em silêncio, dono da decisão.
Não é orgulho, é sobrevivência,
Não é frieza, é resistência.
No fim da estrada a conta é igual:
Quem vive de si, chega.
Quem vive dos outros… fica no sinal.

"...Sou a paisagem e o caminhante,
o ar e a resistência que ele impõe.
O eco da minha própria presença,
a gravidade que me mantém
aqui,
neste meu mundo....




Vicente Siqueira

ECO DO PLENO


Não busco o estrondo das festas vãs,
nem o artifício das palavras amontoadas
que tentam, sem sucesso,
estancar a hemorragia do tédio.
Aprendi que o vácuo é quem mais grita;
necessita de ruído, de pressa, de caos,
para não ter que ouvir o próprio nada.
Eu, pelo contrário,
prefiro o peso sagrado da quietude.
Mergulho no mudo como quem volta para casa,
descobrindo que, no centro do meu silêncio,
não falta conteúdo.
Lá, as águas são límpidas
e a paz não precisa de legenda.
Sou um homem que habita a própria pausa
e nela encontro
tudo o que o barulho tenta esconder.


Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ

​“Entre o eco da nossa dor e a resposta que nunca chega, Ele está — calado, mas ali.”

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

​“No coração de cada alma, pulsa um desejo profundo de ser conhecida, de encontrar eco em um mundo que muitas vezes parece mudo.”

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

"Entre o eco da nossa dor e a resposta que nunca chega, Ele está — calado, mas ali."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

Nem todo pensamento merece morada,
nem toda voz merece eco.
Há ideias que são ervas daninhas,
mas há também sementes de fé
esperando apenas um pouco de luz.
Regue aquilo que te aproxima de Deus.
Alimente o que traz paz.
Proteja sua essência com carinho.
Porque o pensamento que você cultiva hoje
é o lugar onde sua vida vai florescer amanhã.
Que a sua mente seja terra fértil de esperança,
e que Deus seja o Jardineiro fiel,
cuidando de cada detalhe com amor. 🌷
- Joelma S Souza

"O beijo falso"
O punhal do silêncio corta mais fundo que a palavra, e o eco da mentira desfaz o que a alma lavra.
Um pacto de vidro, outrora límpido e reluzente, cai ao chão em estilhaços, ferindo o presente.
O olhar que era abrigo agora é estranho e frio, deixando a confiança como o leito seco de um rio.
Trair não é apenas quebrar um laço ou uma jura, é plantar no peito do outro a semente da tortura.
Dói o beijo que ainda guarda o sabor do engano, e a sombra do medo que se estende por todo o plano.
Pois o perdão pode até vir, como a calma após a ação, mas nunca devolve a inocência a um coração.

Hoje o dia tá estranho, mente cheia de eco,
memória bate forte igual soco no peito.
Perdido nos pensamentos, preso no passado,
e em cada lembrança teu rosto marcado.


Lembro de nós, das promessa no vento,
dois corações acreditando no tempo.
Mas o tempo virou, mudou o roteiro,
e agora só restou silêncio no travesseiro.


E eu queria te dizer, se o mundo escutasse,
que o certo era nós, mesmo que ninguém notasse.
Não foi culpa minha, também não foi sua,
foi a vida virando esquina na mesma rua.


Dois caminhos que um dia andaram lado a lado,
hoje seguem longe, destino separado.
E eu sigo tentando entender o porquê,
de tanto viver, me perder de você.


Porque cada erro virou mais distância,
cada escolha uma nova lembrança.
E no fim dessa história que ninguém escreveu,
descobri tarde demais: eu ainda era seu.

"A ingratidão é o eco de um favor lançado ao abismo: onde esperávamos o som do reconhecimento, o tempo devolve apenas o vazio de um gesto esquecido."

O Eco da Ausência
​Eu carrego o peso
das palavras que engoli,
Um silêncio denso que escolhi.
A alma veste um cinza antigo e frouxo,
E cada dia é um novo esboço
De um sorriso que nunca se completa.
​A solidão não é a falta de alguém,
É o abismo entre o que sinto e o que convém.
É a canção baixinha que só a parede ouve,
Enquanto o ponteiro da vida não se move,
Preso em um instante que não tem mais pressa.
​Eu me perdi no mapa das promessas,
E as esperanças viraram meras rezas.
Resta o nó na garganta, sem desfecho,
Apenas o vazio morando em meu peito,
E a espera por um dia que cesse.

"Ela sumiu… mas deixou um eco em mim."


Ela apareceu como quem não queria nada,
mas meu mundo inteiro quis tudo dela.
A franja nos olhos, a sombra no olhar,
o jeito de quem vivia em outro tempo
num silêncio que gritava mais que mil vozes.


Me mostrou a parte mais bonita do mistério o gótico, o calado, o profundo.
E eu, como quem encontra abrigo numa música, me escondi naquela presença.


Mas depois… sumiu.
Sem aviso, sem explicação.
E deixou uma pergunta que nunca calou
foi real ou foi miragem?


Hoje eu entendo.
Ela vivia duas versões dela mesma:
A que eu vi pura, densa, quase etérea.
E a que ela escondia talvez quebrada, talvez cruel, talvez com medo.


Mas não foi mentira.
Foi só um encontro entre dois mundos
eu procurando verdade, ela fugindo da própria sombra.


E mesmo com essa dor,
eu não me arrependo.
Porque ela me marcou
não só como alguém,
mas como ideia, como símbolo, como vento.


Agora, sou eu comigo.
Mais forte, mais alerta, mais inteiro.
E se um dia ela voltar,
vai me encontrar não como antes,
mas como alguém que não se perde mais em fantasmas.

O Eco da Solidão.


​"Aprendi o que é o amor, aprendi sobre ele e, então, conheci a solidão. Carrego o peso de tantas frustrações e a inquietude de uma alma que se cala por sentir demais e não saber como demonstrar. Nem sempre foi assim, mas agora, a cada passo, a solidão se faz presente. Apesar das contradições evidentes, entrego-me à melancolia dos meus dias; uma dualidade paradoxal, vivida em um sentir que, muitas vezes, parece não ter sentido."

Quando alguém lhe disser:
‘VOCÊ sendo VOCÊ’!
Sinta-se lisonjeado;


Este é o eco involuntário de quem ainda não encontrou a si mesmo
e lhe toma como Referência.

O mundo se tornou um lugar muito perigoso para se viver,
onde as ruas engolem passos sem eco,
e o ar carrega o peso de olhares que não se encontram.
Sombras alongam-se como garras no asfalto rachado,
e o coração, esse pássaro preso,
bate forte em ritmo de sirene distante.
Mas no meio do breu,
uma vela teimosa pisca,
não para banir a noite inteira,
só para sussurrar:
ainda há luz que resiste,
ainda há quem ouse acender outra chama
com mãos trêmulas,
e sonhar com um amanhã menos afiado.