E Sempre assim toda a Noite a Saudade Aperta
Cicatriz
A saudade dói
Força que aperta o peito
O tempo cura
Força o esquecimento
O silêncio cauteriza
Força que cicatriza pela dor
A cicatriz é marca perene
Lembrança de uma dor
Da saudade
Do silêncio
Quando a saudade aperta, e dói no peito somente choro porque chorar faz esvaziar de dentro de mim a dor da solidão...
Sabe quando a saudade aperta no seu peito e o único jeito de alivia-la é lembrar do passado, de tudo que foi vivido, dito e lido? Então…
E me aperta, e me envolve,
Mas não há mão nem braço,
E sim um nó, um laço
De saudade que me revolve...
AGRADO ..
Quando a saudade me aperta o passado
de quando nostálgico me acho perdido
vejo que de tudo pouco me foi temido
e que todo o afeto me foi bem amado
Sempre no mais valioso e mais cuidado
tudo que a emoção valia me era podido
os desenganos, as venturas, tudo válido
tudo querido, um tanto e mais arrojado
Os sonhos que solevava o pensamento
no ponto supremo do prazer os erguia
chorava, ria, mas vivia cada momento
Que diversas somas nos faz a fantasia:
alegria, tristura, vida e morte. Sustento
de ternura, agrado e o saciar na poesia! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2021, 14’58” – Araguari, MG
A Saudade
Quando a saudade aperta e bate no peito
Não há muito o que pode ser feito
A dor é meio que sem jeito
É muito forte
Sinto aquela saudade
Que me dá uma vontade
De ter novamente aquele momento
Quando sinto isso é um breve tormento
E fico em um longo lamento
Como a saudade dói
E algo que te corrói
Se não for forte também te destrói
Aquele momento que fica na lembrança
De algo bom que já não existe
Tento ter um pouco de esperança
E tento muito em não ficar triste
Se me aperta a saudade,
mesmo se demoro padecente
Não me derrota a tristeza,
Pois é a mulher que vive por dentro,
que fortalece a mulher de fora.
A saudade, um nó na garganta, que aperta e dói,
Um peso na alma, que me faz suspirar e chorar em silêncio.
Saudade que aperta, queima o peito,
Um sentir que nos faz vivos de um jeito,
Traz memórias que o tempo guardou,
De amores que a vida nos ensinou.
A saudade tem cheiro, tem cor, tem voz,
Ecoa no silêncio entre nós,
No sorriso que se perdeu no caminho,
E nos momentos que já foram carinho.
De noite, de tarde, pela manhã,
O coração chama o que se ama,
E no peito, o desejo floresce,
De trazer o passado que não se esquece.
Lutar para reviver o que se foi,
A busca incessante que nos reconstrói,
Porque a saudade é o fogo que aquece,
E o amor é o que sempre prevalece.
AO SOM DA SAUDADE
Ó, cessai, que está cadência entedia
Aperta a sensação, causando lacuna
E, com tristonhos ritmos importuna
Sem a poética que o amor quereria
Deixa inquieta e desejosa a poesia
Indo em busca de recordação una
Se com a falta o vazio se coaduna
Então, não deixai estar na teimosia
E, o que passou no passado perece
Ao vento ali mirrando. Ó agitação!
Que tédio amargo está lembrança:
Viver catucando a chaga em prece
Ter o versejar turrão na inspiração
E a saudade em uma eterna dança.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19/10/2024, 13’15” – cerrado goiano
Tem dias que a saudade me vence e escorre pelos olhos… e aperta o coração…
Tem dias que eu lembro que não entendo… e não sei como lidar com a falta que você me faz…
Tem dias que somente Deus me acalma… e eu sinto seu abraço me dizendo calma…
E tem dias que eu compreendo… que o amor não se vai com o tempo… nem com a falta… nem com a morte… o amor é maior que tudo…
E então agradeço pelo privilégio de senti-lo…
E nesses mesmo dias… sinto o conforto de ter amado da forma mais linda e forte que existe…
Filha, tu és meu amor eterno!!
O mais lindo de todo amor que já senti… e sinto!
A minha motivação diária é saber que fui amada por ti!!
E por isso sigo com fé diariamente a minha tarefa de Ser feliz!!!
Cristiane Oliveira
#maedeumaestrelinha🌠
Esse poema é sobre amor e saudade… mas especialmente sobre amor!!
Quando a saudade aperta, lembre-se de que já fomos amor, mas o tempo passou, e eu te esperei em vão.
Agora, solitário, descrevo-te em versos, sozinho aqui, entre a ilusão e as lembranças.
Quando a saudade bate à minha porta, permito-lhe entrar, para falar de ti, deixando o coração a soluçar.
O tempo não curou este amor ardente,
nas esquinas da vida, deixei versos à tua procura.
Falhei em versos que quis eternizar,
O amor, um labirinto difícil de desvendar.
Girassóis murcham na tempestade,
E o tempo não fez questão de me escutar, implacável, não curou a saudade.
MISTERIOSA SAUDADE
Misteriosa saudade que só devasta
Que só corrói, aperta, que só surra
Falta de paz que do sossego afasta
Como se fosse sensação que hurra
Oh, bravia saudade que nada basta
Que existe em uma dor tão escurra
Sussurra no ser uma figura nefasta
Deixando no gosto amarga saburra
Intensa saudade quase mortífera
Que desfolha a florida primavera
Duma sina, então, desencantada
Que usura, e a uma ilusão conduz
Criando frieza que tormento induz
Catucando o juízo na madrugada.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
01 maio, 2024, 04’22” – Araguari, MG
Prima-vera
Oque fazer quando a saudade aperta o coração? E faz dos seus sonhos uma ilusão?
Já amanheceu e eu não consegui dormir.
Pensando em você aqui perto de mim
Porque o destino foi cruel assim?
Te levou pra longe sem me avisar
Nem deu tempo de abraçar.
A Prima-vera já chegou, mas já nem sinto o perfume de uma flor, as vezes vejo noite virar dia
E as lágrimas que rolam não são de alegria.
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