E Ruim Nao poder Falar o q Pensa

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Eu demorei, mas demorei mesmo, daquele tipo de atraso emocional que não aparece no relógio, só no peito, para entender que o amor, às vezes, é uma espécie de teatro interno onde eu mesma escrevo o roteiro, dirijo a cena e ainda me emociono como se fosse tudo absolutamente real. E veja só, eu ganhando prêmio de melhor atriz de um relacionamento que só existia metade. Metade não, sejamos generosas, um terço… porque a outra parte estava ocupada demais colecionando aplausos em outros palcos.


É curioso como a memória tem esse talento meio cínico de selecionar cenas. Eu me lembro perfeitamente do momento em que disse “eu te amo” pela primeira vez, abraçada, chorando, como se estivesse entregando um pedaço de mim que não vinha com manual de devolução. Naquele instante, era verdadeiro. E isso ninguém tira de mim. O problema nunca foi o que eu senti, foi o que eu construí em cima disso. Eu não amei só uma pessoa, eu amei uma narrativa inteira, uma saga digna de várias temporadas, com direito a final feliz, trilha sonora e filhos correndo no quintal que só existia na minha cabeça.


Enquanto isso, ele… ah, ele era jovem, leve, solto, quase um turista emocional. Passava, olhava, sorria, colecionava experiências como quem junta figurinhas repetidas. E eu ali, me sentindo edição limitada. Olha a audácia da minha ilusão. Eu, que escrevia “bíblias” inteiras sobre um futuro compartilhado, enquanto ele mal lia o resumo da contracapa. Não era maldade, era descompasso. Eu estava vivendo um romance, ele estava vivendo um momento.


E o mais bonito e mais doloroso de admitir é que o meu amor era real, sim. Não foi mentira, não foi invenção no sentido vazio. Foi sentimento de verdade direcionado para uma história que eu amplifiquei além do que existia. É como plantar uma árvore num terreno que nunca foi seu e depois estranhar quando alguém constrói um muro ali. A culpa não é da árvore, nem da semente. Mas talvez da expectativa de que o mundo ia respeitar algo que só eu sabia que estava crescendo.


Hoje, quando eu olho para trás, não sinto mais aquela vontade desesperada de reescrever o passado. Eu olho com uma espécie de carinho maduro, quase irônico. Como quem vê uma versão mais jovem de si mesma acreditando que intensidade é sinônimo de reciprocidade. Não é. Intensidade é só intensidade. Amor mesmo precisa de resposta, de presença, de construção conjunta. Sozinha, eu não estava vivendo um amor, eu estava sustentando uma fantasia muito bem alimentada.


E tem uma liberdade silenciosa nisso tudo. Porque quando eu entendo que não perdi exatamente alguém, mas sim uma ideia, tudo muda de lugar dentro de mim. Eu não fui rejeitada como pessoa, eu só investi em algo que não tinha a mesma profundidade do outro lado. E isso não diminui quem eu sou. Pelo contrário, revela o quanto eu sou capaz de sentir, de me entregar, de criar. Só que agora, com um pequeno detalhe a mais: lucidez.


Eu continuo sendo essa mulher que sente muito, que escreve demais, que imagina futuros inteiros em segundos. Mas hoje eu aprendi a perguntar, antes de construir castelos: tem alguém aqui comigo levantando essas paredes, ou sou só eu decorando um espaço vazio?


Porque no fim das contas, o amor não pode ser uma medalha na estante de ninguém. Amor de verdade não se coleciona. Se vive, lado a lado. E se não for assim, eu prefiro a honestidade do vazio do que a ilusão confortável de uma história bonita que nunca saiu do papel.


Se você se reconheceu em algum pedaço disso, talvez seja hora de parar de reler capítulos antigos e começar a escrever algo novo.

Eu vou escrever até meu último maldito fôlego, não importa se vão achar bom ou não.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

A verdadeira liberdade, em sua essência mais profunda, talvez não seja a ausência de limites, mas a capacidade de abraçar conscientemente os próprios limites.

A gente tem o direito de fazer o que sabe. E ninguém tem o direito de dizer não quando a gente ganha o direito de ser o que quer ser ou fazer o que quer fazer.

Rocky Balboa
Rocky Balboa (2006).

Há um lugar em meio ao caus e a dor
Onde toda a tristeza, medo e solidão
Não pode entrar
Este lugar fica ali na esperança.

Há princípios que nascem antes da palavra
e não pedem defesa.
O filho que aprende a admirar seus pais
aprende, antes de tudo,
a não julgar.
E quando a sociedade lhe abre a porta,
ele a atravessa em silêncio e cuidado —
porque quem não julga
não impõe,
não fere,
apenas convive. Há princípios que nascem antes da palavra
e não pedem defesa.
O filho que aprende a admirar seus pais
aprende, antes de tudo,
a não julgar.
E quando a sociedade lhe abre a porta,
ele a atravessa em silêncio e cuidado —
porque quem não julga
não impõe,
não fere,
apenas convive.

Eu não peço, eu declaro, porque em tudo que tu crês te pertence ou acontece.

Há momentos que muitos de nós,
por medo, desprezo e a pressão do ódio,
desejamos deitar e não levantar mais.
E ao acordar no outro dia, vivos,
percebemos que não precisamos desejar morrer,
porque o mundo nos massacra.
Que só precisamos eliminar
do medo e do ódio,
o preconceito, a exclusão e a intolerância,
e todo o mal que nos faz querer morrer,
quando viver é um dom.

Não consigo entender como uma pessoa que passou anos com outra, dorme na mesma cama, come na mesma casa, tem uma família com a pessoa, consegue mentir olhando nos olhos, enganar e machucar essa pessoa. Onde a única coisa que ela entregou e fez foi dar amor e dedicar todo o seu tempo para aquela relação, aquela família. Isso é inadmissível!

Sou errante no mundo do amor
Onde sou só passageiro, onde não tenho lugar, não tenho morada
Sou errante, nômade sem casa
Vagando sem rumo no mundo do amor.

Errante

A escassez que nos governa não é natural. Ela é inventada, construída, impressa, possuída, administrada e distribuída: Hoje, o dinheiro é infinito, ou melhor, potencialmente limitado; E isso é fato.


O primeiro equívoco está em tratar o dinheiro como se fosse um objeto escasso por natureza, como água no deserto ou ouro enterrado no chão. O dinheiro moderno não é uma coisa, é uma relação. Uma relação contábil, jurídica e política.

Dinheiro não cria comida. Pessoas criam, comida dá na terra. Dinheiro não constrói casas. Pessoas constroem. Dinheiro não cura. Pessoas curam.

Dinheiro não dá na terra, mas precisamos de dinheiro para comprar comida. Porém comida dá na terra; Contudo, precisamos de dinheiro para comprar a terra...


As terras livres são de quem? E as terras privadas, de quem são? Refletir sobre isso é mais complexo do que aparenta.

Quando você não sabe resolver uma situação, deixe que Deus resolva, é melhor.

Meus olhos se abrem com estranheza, não reconhecendo o meu entorno, sem conhecer aquele sorriso largo que está brincando entre meus lábios com ironia;
Sem entender o motivo que minha mente tanta divaga em qualquer coisa que não seja eu; sem compreender o motivo de tanta angustia mesmo quando tudo parece bom.
As crises sempre voltam e junto com aqueles pensamentos, que são como adagas pequenas fincadas em meu dedo mindinho. Pequenas, quase bobas mas ainda, dolorosas e insistentes, me fatiando por dentro e me tornando cada vez menos eu.

⁠Algumas conexões
não tem explicação...
Apenas sentimentos!

Não fale da igreja que você vai,
mas mostre o DEUS que você segue!

Em meio a uma vida sem sentido, uma vida onde não sabemos ao certo onde ela vai nos levar, em meio a uma vida onde normalizamos a ida e vinda de pessoas, em meio a uma vida onde o amor deixou de ser algo belo e se tornou algo ruim, em meio a tudo isso, eu, como escritor, vejo belezas infundáveis, belezas carregadas com a esperança mais bela que existe, como o sonho de uma criança de ir à lua. Sonhos esses que são os mais belos, onde a dor e o sofrimento não chegaram nem um pouco perto, onde o mundo não destrói por completo, sonhos como estes que carregam a esperança de um mundo perdido.
E talvez seja justamente nisso que a vida ainda faz sentido: naquilo que fica mesmo quando tudo parece ir embora, nos laços que, mesmo silenciosos ou distantes, ainda carregam significado. Há presenças que mudam, palavras que deixam de existir como antes, mas sentimentos que não desaparecem tão fácil assim. E, mesmo em meio à dúvida, ao medo de errar ou de tentar de novo, ainda existe algo que insiste em permanecer, algo que não se explica, mas se sente.
Porque, no fundo, enquanto ainda formos capazes de guardar essas pequenas belezas, de lembrar sem dor completa e de sentir sem precisar nomear, o mundo nunca será totalmente vazio. E talvez a esperança mais verdadeira não esteja em não perder, mas em ainda se importar, mesmo quando tudo dentro da gente pede silêncio.

Mas me fala...
há quanto tempo
que cê não mete o pé na estrada?
mesmo que descalça


há quanto tempo
não para pra admirar o céu,
o pôr do sol
em pleno e total silêncio?


cê já parou para pensar
que talvez todo esse barulho
dentro seja apenas um grito de socorro
da sua alma implorando por liberdade?

O universo responde à vibração que eu sustento, não ao que eu digo querer.