E Ponto final
No caminhovocê irá encontrar
vários críticos sem conhecimento
mas no final irão dizer
que sempre acreditaram em você
fizeram parte da sua história
Talvez a gente se esbarre,em um trecho de um livro,ou na cena de um filme qual o final não nos pertence.
Desembarque, pegue outro destino, você não tem obrigação de ir até o final, se o trajeto não está confortável.
As figurações agora são sempre reais, os modelos eram exemplos, pra interromper as penas, pelo final da ignorância, pois, todos possuem o grau necessário, dentro da subjetividade das dimensões de cada um, cognitivamente.
Sinto que o sofrimento sempre têm um final e, feliz, é a lapidação do tesouro, servindo o planeta e toda atmosfera.
Não retire a alegria do nosso caminho, com sonhos inventados, que estão sem nossa vontade, pro final não nos por em término, uma vida que nos foi doada pela sabedoria da existência.
Constrangedor para mim seria, olhar do final da própria história e constatar que não teria sorrido os meus próprios sorrisos, chorado as minhas próprias lágrimas, não falado com as palavras que desejei falar e silenciado com a sutileza dos que tentaram os meu lábios cerrar.
Quão triste ser a mim mesmo desvendado que o trágico não foram riquezas que faltaram, nem ambições de grandes conquistas que não obtive, nem mesmo oportunidades de uma nova história que não escrevi, mas que meramente faltou autenticidade.
Quão frustrante seria que ao ter pensado em cantar: "Ideologia eu quero uma pra viver", na verdade não ter sido eu quem tivesse cantado, mas subconscientemente terem sussurrado com uma hipócrita delicadeza o que queriam que eu cantasse.
Penoso seria olhar para os meus verdadeiros heróis e saber que não se desviveram ao tentarem fazer deles Zafenates Paneias e Beltessazares, sendo o que deveriam ser e não o que queriam que fossem, ou seja, jamais tendo se deixado formatarem, mas ao voltar para mim mesmo me ver tendo, dançado, cantado, falado, ventriloquicamente sendo, mas na realidade sem jamais ter sido.
Não, mil vezes não! Quero Chegar no final da própria história sim, mas sem espadas que não foram minhas, sem guerras que não me pertenceram, sem abrir mão de ser eu mesmo, buscando simplesmente ser original, ainda que respeitando a todos, mas sendo um Eu com identidade própria, com um jeitinho mesmo que pouco seja, diferente de ser!
