E mais Facil Mudar a Estrutura de um Atomo
O mais crucial numa guerra não é rivalizar por entre balas e canhões e vencer a disputa, é ter antes de mais nada a psique do inimigo como aliada
É necessário lustrar a prataria, mas antes de mais nada é preciso ter muito cuidado para não quebrar a louça
Nada mais previsível o apaixonado ofertar flores na primavera, o imprevisível é a pessoa amada queimá-las na lareira num dia frio de inverno
Mais do que preocupados em despir o corpo, deveríamos estar dispostos antes de mais nada, a desnudar a alma
Por mais que o passado tenha sido bom, ele jamais deverá ser levado para casa embrulhado como presente
A solidão dói. Ser esquecida por quem era tudo, rasga. Mas nada dói mais do que perceber que sua existência é invisível até para quem dizia te enxergar.
Eu tive uma vida linda, consegui praticamente tudo que eu quis, cheguei infinitamente mais longe do que um dia eu sonhei chegar. Se a natureza me colocou esse problema, eu tenho que ser capaz de superá-lo.
Esporte e religião são as duas coisas mais fortes para tirar as crianças do lado ruim da vida. Criam objetivo, fé, sonho. Quem não tem sonho descamba para o mau caminho.
Aquela que sabia mais do que dizia uma vez sussurrou: amigos não existem. Existem apenas presenças passageiras, que se dissipam com o tempo e se tornam sombras difusas em nossas lembranças.
Não existe mão santa. Minha mão foi treinada. Sempre foram mais 500 arremessos ou mais por dia.
Até alcançar o que mais quer, terá que enfrentar muito do que não quer...
E se nada quiser, então estará envolto de tudo que não deseja. Melhor se encontrar e escolher logo o que vai querer, pra que ao menos tenha algo que lhe realize, caso contrário, morrerá insatisfeito com a vida.
Nem Shakespeare seria capaz de criar contos mais ardentes que uma simples recordação de uma noite nossa.
"homem não chora"...
Uma das frases mais criticadas e incompreendidas na sociedade atual, mas que eu acredito que deveria sim ser dita não só aos meninos, mas às meninas também, com apenas uma leve adaptação para:
"Adulto não chora".
Toda criança quer ser tratada como adulta, mas, quando adulta, ficar chorando não vai resolver os problemas, apenas fechar a cara e enfrentar a realidade é que pode trazer a solução.
Tal frase era dita aos meninos porque por muito tempo o homem foi o símbolo de provedor e protetor da família, aquele que detinha a obrigação de não se deixar abater diante de problemas, sair e trazer o sustento pra dentro de casa, pagar as contas e defender mulher e filhos de perigos externos, por isso eram ensinados desde cedo a não se perderem em meio as dores da vida e manterem a cabeça erguida
Hoje temos diversos tipos de estruturas familiares, o homem já não é exatamente o centro em todas as bases de estruturas familiares, logo devemos ensinar aos futuros adultos que a vida adulta não é só liberdade, é também esforço, cobranças, responsabilidades e sacrifícios, só um pouco dela é realmente liberdade, felicidade e gozo.
Adulto não chora.
CIRANDA
Na ciranda, escapulia suas mãos das mãos.
Escapulia quando mais desejava, quando mais precisava.
E tudo o que queria... E tudo o que quer é:
Alguém que segure sua mão.
Alguém que a ache alguém.
Nem o tempo resolveu suas questões. Tinha desejos alheios a ela própria o tempo todo falava de si pra si, como se o mundo não fosse além dali, não fosse além do seu quintal com todas aquelas roupas mal penduradas, levadas de um lado para o outro com o vento. Ontem foi ao centro e sentiu-se apaixonada pela fivela da sandália que virou sua gula, por um instante sentiu-se escrava como se a sandália a comprasse, como se mais tarde a sandália que fosse calça-la, como se ela pudesse entre outras coisas ter o brilho daquela pequena fivela prateada que destacava mais ainda a beleza da sandália. “De repente meu pé podia caber ali, mas ali não cabe meu próprio mundo”. Ali não cabem suas crises, nem seu amor que partiu e a partiu ao meio, no dia que decidiu deixá-la, sem nem ao menos avisar-lhe. Ali não cabiam seus dias de infância quando corria para alcançar os outros e sorria ao encontrá-los em momentos de farta felicidade. Mas na ciranda, na ciranda sempre se perdia nas mãos, quando todos ao mesmo tempo encontravam-se ,quando as mãos abraçavam-se. Mas ela não encontrava e nem se encontrava. Estava o tempo todo e não estava. Esperou o amor no caminho de volta para casa, mas esse amor não veio. Nunca o encontrou, nunca. Por mais que buscasse e esperasse, não conseguia alcançá-lo e ainda não entendia em um piscar de olhos e outro porque ainda o via. Porque ainda o sentia, se ele não estava ali. Se ele nunca quis de fato estar ali.
A presença indesejada de suas emoções a deixava opaca escutava os gritos dos vizinhos que reclamavam da fumaça da fogueira que fizera próximo num terreno baldio. E aquela fumaça, bem que poderia vir até aqui realmente, poderia me incomodar um pouco. Não tenho tempo para lustrar meus móveis empoeirados e também eu não poderia apanhar a roupa do varal com sua chegada, dessa forma a roupa ficaria impregnada com o cheiro da fumaça, mesmo longe mesmo aos poucos ela iria me deixar um pouco dela. Mas eu também não caberia na fumaça, a fumaça não caberia em mim. Queria poder tocá-lo. Queria poder apenas uma vez tocá-lo. E assim sendo fumaça o faria ficar impregnado de mim e ainda que quisesse não perderia meu cheiro assim que eu virasse e eu estaria lá e estaria aqui. Sentada aqui, olhando as mesmas coisas, pensando mais uma vez, nos meus jarros quebrados. Deixo de ser flor.
E me torno mais uma vez a semente que precisar nascer, precisar empurrar-se ao mundo, num esforço continuo e detalhado, em dias e dias que segue num escuro abafado. Escutando, apenas escutando os sons que vem do alto, mas sem poder vê-los. Sentia o saciar de sua sede quando água vinha calmamente, mas não sentia a gota do orvalho, então entre um impulso e outro se esforçava para sair daquele lugar, para enxergar a luz da manhã, para dormir sobre as estrelas e assim tão pequena e tão frágil agigantava-se para sobreviver. E aos poucos num estado lento e continuo renascia, brotava de si para si. Mas e a ciranda?
“Como se minhas mãos não alcançassem, nunca completei a ciranda. Nunca fiz a volta. Como pedras desenhadas em jardins, eram meus companheiros da ciranda. Não tinham mãos, não tinham laços, não tinham.”
Eu não sou tão fria. Sempre abri as mãos. No fundo não queria guerra. Não tenho armas, só tenho sentimentos. E pra que armas eu só quero amor. ... Mas, o que mais ainda poderia ser?
O que mais ainda? Depois de tudo, do tudo que eu entreguei.
Não quero perder-me em sentimentos, mas não consigo chegar ao fim.
Não consigo ainda enxergar o fim. Mas o final será novamente o começo.
___ Lene Dantas
Ta na hora de cuidar mais...
Cuidar mais dos afetos, cuidar mais de ti.
Serenidade para este dia !
_____Lene Dantas.
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