É hoje
17 de maio de 2026
Hoje à noite, sonhei conversando com a versão jovem do AXL Rose!!
Sim. Do Guns!!!
Ele estava triste, e éramos muito amigos.
Eu perguntava para ele se ele não tivesse toda essa fama e carreira, se ele não tivesse se tornado um astro do rock, será que ele estaria diferente, tipo feliz??
Então, acordei...
Dormi um pouco hoje à tarde!! 17 de março de 2026...
Sonhei com um carro futuristico, ele parecia de um material muito maleável, e era como se fosse de outro planeta!! Se o condutor sofresse um acidente, ele evitaria o impacto.
Era do tipo borrachudo, seu design muito diferente, com vários tentáculos dos dois lados.
Na cor preta. Muito bonito. Envolta de todo ele, havia furos como de balas. Mas, eram somente parte do modelo.
A condutora, nem parecia ser humana, estava mais para alguém que não existe por aqui ainda.
Eu fiquei observando e acordei em seguida...
Bons profissionais, fazem toda a diferença. Hoje, fui tirar meus pontos da cirurgia. Não senti nenhuma dor, o enfermeiro me distraiu conversando, contando histórias. Colocou um suporte para meus pés, não senti nenhuma dor, estava aflita e com os olhos fechados. Quando percebi ele já havia retirado sem eu perceber, já há alguns segundos. Caímos na risada, eu minha cunhada e ele.
Todo mundo havia relatado nos relatos que li, que quando foram foi retirar os pontos de hérnias, falaram que dói muito.
Acho que depende do profissional.
18 de março de 2026
Oi, meu amor...
Hoje a gente completa 15 anos de casados. Quinze. Eu repito esse número como quem prova uma palavra nova na boca, devagar, quase com medo de não caber dentro dele tudo o que vivemos. E não cabe mesmo. Porque 15 anos não são apenas dias empilhados em um calendário, não são apenas datas comemorativas que chegam e passam. São camadas. São versões nossas que existiram, se desfizeram, reaprenderam a existir. São pedaços de nós dois que, de alguma forma misteriosa, decidiram ficar.
Não é pouca coisa. Nunca foi.
Se alguém me perguntasse, lá no começo, se eu acreditava que chegaríamos até aqui, talvez eu sorrisse meio sem jeito, talvez eu desconversasse, talvez eu nem soubesse responder. Porque o início foi feito de incertezas. Foi em 2011 que tudo começou a acontecer, e eu lembro como se fosse uma fotografia meio desfocada, daquelas que a gente guarda mais pelo sentimento do que pela nitidez. Você tentando se encaixar no meu mundo, eu tentando caber no seu, e nenhum de nós realmente sabendo como fazer isso sem se perder no processo.
Era uma dança desajeitada. Um passo seu, dois meus, um tropeço nosso.
E, ainda assim, algo nos mantinha ali.
Foi tão difícil aquela época. Eu carregava sentimentos que me atravessavam como uma espada de dois gumes. De um lado, a vontade de te amar de verdade, sem reservas, sem medo, com tudo o que eu tinha. Do outro, um receio quase silencioso, mas constante, de me entregar de novo na mesma intensidade e acabar me despedaçando outra vez. Eu não sabia se era coragem ou teimosia. Talvez fosse um pouco dos dois.
Você sabia disso. Sempre soube.
Você conhecia meus medos, meus silêncios, minhas pausas no meio de frases que eu nunca terminava. Sabia que eu ainda estava aprendendo a amar, como quem aprende uma língua nova depois de anos tentando esquecer a antiga. Eu estava em construção. E construir, às vezes, dói mais do que destruir.
Demorou muito para eu entender isso.
Eu ainda vivia à sombra dos seus erros comigo no namoro, e isso me puxava para trás. Era como tentar caminhar com o passado segurando minha mão com força demais. Eu tinha medo. Medo de confiar, medo de sentir, medo de me abrir completamente e descobrir que, no final, eu estava sozinha de novo dentro de algo que deveria ser dois.
E o amor, dizem, acontece apenas uma vez na vida.
Eu já tinha acreditado nisso. Já tinha vivido algo que pensei ser único, definitivo, irrepetível. E então você apareceu, e eu me vi diante de uma pergunta que ninguém me ensinou a responder: e se o amor acontecer de novo?
Eu não sabia se queria descobrir. Mas descobri.
Porque, mesmo cansada, mesmo cheia de dúvidas, mesmo com o coração remendado de tantas histórias mal resolvidas, eu escolhi ficar. Cansada dos meus próprios anseios, dos meus sentimentos confusos, das dores que eu carregava como quem carrega uma mala pesada sem saber mais o que tem dentro. Eu sentia dor por tudo aquilo que ficou fora do meu alcance, por tudo que eu não consegui ser, por tudo que não deu certo.
E, no meio disso tudo, só restava você.
Você, ali, tentando do seu jeito. Talvez sem entender completamente o que eu sentia, mas tentando. E eu, tentando também, cada um à sua maneira, cada um com suas falhas, seus tempos, seus silêncios. Era como se estivéssemos construindo algo sem planta, sem projeto, apenas com a vontade de que desse certo.
Eu queria uma segunda chance. Você queria a primeira.
E, de alguma forma, isso nos encontrou no meio do caminho.
Teve um dia, e eu lembro disso com uma clareza que me emociona até hoje, em que algo dentro de mim mudou. Não foi um acontecimento grandioso, não teve música de fundo nem luz especial. Foi silencioso. Foi interno. Foi como se eu finalmente tivesse coragem de descer naquele porão escuro onde eu guardava tudo o que me prendia ao passado.
E eu abri as portas.
Coloquei para fora o que doía, o que sufocava, o que me impedia de viver o presente com você. Não foi bonito. Não foi fácil. Foi um tipo de explosão quieta, daquelas que ninguém vê, mas que muda completamente a paisagem por dentro.
E, dias depois, algo começou a se encaixar.
Pela primeira vez em muito tempo, eu senti paz. Uma paz que eu não sentia desde a adolescência, como se eu finalmente tivesse encontrado um lugar dentro de mim onde eu pudesse descansar. E, curiosamente, esse lugar tinha você.
Mas a vida não para para a gente aproveitar a calmaria.
Os desafios vieram. E não foram poucos. Foram intensos, foram difíceis, foram, às vezes, quase injustos. Situações que poderiam ter nos quebrado, nos afastado, nos feito desistir. E, ainda assim, aconteceu o contrário.
A dedicação cresceu.
O cuidado cresceu.
O nosso jeito de olhar um para o outro mudou.
O seu olhar sereno e gentil começou a me tocar de uma forma diferente. Eu comecei a te ver além dos erros, além das falhas, além das histórias que eu insistia em revisitar. Eu comecei a te ver como você é.
E isso mudou tudo.
Claro que ainda doía. Algumas coisas daquele tempo de incerteza nunca desaparecem completamente. Existem marcas que não somem, apenas deixam de doer todos os dias. E está tudo bem. Eu aprendi que o amor não é a ausência de dor, mas a escolha de não deixar que ela defina tudo.
Foi aí que a compreensão começou a falar mais alto.
E, junto com ela, veio algo que talvez seja ainda mais forte do que o amor: a admiração.
Eu comecei a te admirar. Pelo homem que você se tornou. Pela forma como você permaneceu. Pela maneira como você escolheu ficar, mesmo quando seria mais fácil ir embora.
E eu também mudei.
Eu amadureci. Eu cresci. Eu me encontrei.
Eu não sou mais aquela adolescente insegura, perdida entre o medo de amar e a vontade de ser amada. Hoje eu sei quem eu sou. Sei o que eu quero. E, principalmente, sei o que eu escolho.
E eu escolho você.
Não por falta de opção, não por costume, não por medo da solidão. Eu escolho você porque, depois de tudo, de absolutamente tudo, é ao seu lado que eu quero estar. É com você que eu quero continuar escrevendo essa história, com todas as suas imperfeições, com todas as suas pausas, com todos os seus recomeços.
Eu não quero pensar no fim. Não agora.
O que eu quero é imaginar o resto da minha vida ao seu lado. Imaginar nossos dias simples, nossos momentos bobos, nossas conversas sem sentido que, no fundo, fazem todo o sentido do mundo. Quero imaginar a gente viajando, descobrindo lugares novos, mas sempre encontrando um jeito de se sentir em casa um no outro.
Quero imaginar a gente cozinhando juntos, rindo de receitas que dão errado, inventando pratos que ninguém mais entenderia. Quero imaginar nossas risadas por coisas pequenas, piadas internas que só a gente conhece, aqueles momentos em que o mundo parece pesado demais, mas a gente consegue, de algum jeito, torná-lo mais leve.
Quero continuar construindo com você.
Dia após dia.
Sem pressa, mas sem desistir.
Você é a minha paz nos dias caóticos. E não é uma paz silenciosa, distante, fria. É uma paz viva, que respira, que acolhe, que às vezes até discute, mas que, no final, sempre encontra um caminho de volta.
Você é o meu chão. Não no sentido de me prender, mas no sentido de me sustentar quando tudo parece instável demais.
Você é tudo o que eu preciso nessa vida.
E, por muito tempo, eu tive medo de dizer isso em voz alta, como se admitir fosse arriscado demais. Hoje não. Hoje eu digo com a tranquilidade de quem sabe exatamente o que está sentindo.
Eu só tenho você. E, pela primeira vez, isso não me assusta. Isso me acalma.
Ao longo desses anos, eu aprendi a te observar. Aprendi a perceber detalhes que antes passavam despercebidos. Aprendi a enxergar o homem incrível que você é, não apenas nos grandes gestos, mas, principalmente, nas pequenas atitudes do dia a dia.
E é ali que mora o amor de verdade.
Nos detalhes.
Nos silêncios confortáveis.
Nas presenças que não precisam ser anunciadas.
É... no fim das contas, depois de tantas voltas, de tantos medos, de tantas reconstruções, a verdade é simples.
Eu só quero você.
Por toda a minha vida.
Feliz 15 anos para nós.
Te amo incondicionalmente.
Sempre é sempre.
Até hoje, pouquíssimos foram imortalizados. Pouquíssimos atravessaram séculos sendo lembrados, estudados, discutidos. Reis, filósofos, conquistadores, líderes espirituais. E mesmo esses são lembrados de forma fragmentada, distorcida, reinterpretada. A imortalidade histórica não preserva a pessoa, preserva um símbolo. Um recorte. Uma narrativa útil para algum tempo posterior.
Dentro desse cenário, Jesus Cristo se destaca de forma desconfortável. Não porque tenha sido o único a influenciar milhões, mas porque sua influência não dependeu de poder político, força militar ou herança genética. Ele não deixou filhos biológicos, não escreveu livros, não fundou exércitos. Ainda assim, seu nome atravessou dois milênios sem perder centralidade. Não existe outro ser humano que ocupe esse lugar simbólico com tamanha persistência.
Ele é apresentado como perfeito. Sem defeitos. Não no sentido ingênuo de alguém sem conflitos, mas no sentido de alguém que viveu alinhado entre discurso e ação. E mesmo assim, teve um final. Um final público, doloroso, definitivo do ponto de vista do corpo. Isso por si só já desmonta uma fantasia comum. A de que viver corretamente garante imunidade contra o sofrimento ou contra a morte. Não garante. Nunca garantiu.
A fé cristã afirma que ele vive. Não como corpo, mas como espírito. Afirma que ele é Deus. Que Deus criou a Terra. E que a Terra não é um teste improvisado, mas um jogo com regras. Um jogo duro, desigual, cheio de ruído, mas ainda assim um jogo estruturado. Se você aceita essa premissa, então nada aqui é aleatório. Nem o nascer, nem o morrer.
Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.
Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.
Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.
É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.
Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.
Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.
Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.
No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.
Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.
ALINNY DE MELLO
CONHEÇA MEU TRABALHO, através do link do perfil!! ❤️ 😘
Amar, hoje em dia, não tem mais esse glamour todo de novela das nove, com gente correndo na chuva, tropeçando na própria dignidade e chamando isso de intensidade. Eu mesma já fui dessas, dramática profissional, achando que amor de verdade precisava doer um pouquinho, como quem aperta o sapato novo só pra ter certeza que ele é caro. Só que uma hora a gente cansa de sangrar por estilo.
A verdade é que amar virou quase um exercício de resistência emocional, tipo academia, só que sem espelho e sem aplauso. É acordar num dia em que tudo dentro de mim quer silêncio, isolamento e um bom “ninguém me toca”, e ainda assim escolher olhar pro outro e pensar, eu fico. Não porque é fácil. Não porque tá lindo. Mas porque tem algo ali que vale mais do que o conforto de ir embora.
E olha que ir embora, às vezes, parece uma proposta tentadora, quase um convite VIP pra paz imediata. Só que a gente descobre, com o tempo, que paz que vem fácil demais costuma ir embora do mesmo jeito. Permanecer, não. Permanecer é quase uma arte esquecida. É tipo cuidar de planta que insiste em não crescer, mas um dia, do nada, dá flor e você fica ali olhando, meio emocionada, meio besta, pensando, ainda bem que eu não joguei fora.
Amar assim exige uma coragem silenciosa. Não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem ninguém dizendo “nossa, que lindo vocês dois resistindo ao tédio de uma terça-feira qualquer”. Mas tem uma coisa muito maior acontecendo ali, escondida no cotidiano. Tem dois seres imperfeitos, cheios de bagagem, traumas, manias irritantes e fases insuportáveis, decidindo não transformar qualquer desconforto em despedida.
E isso, sinceramente, é revolucionário. Num mundo onde tudo é descartável, inclusive gente, escolher ficar virou quase um ato de rebeldia. É tipo dizer pro universo, eu sei que seria mais fácil recomeçar com alguém novo, mais empolgante, mais leve, mas eu escolho construir, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando dá vontade de sumir.
Porque no fim das contas, amar não é sobre aquele pico de emoção que faz o coração disparar. Isso aí até café resolve. Amar é sobre constância, sobre presença, sobre aquele gesto meio despretensioso de continuar ali, mesmo quando não tem nada de extraordinário acontecendo.
E talvez seja exatamente isso que torna tudo extraordinário.
Escolher ficar hoje em dia é quase um ato revolucionário digno de documentário que ninguém pediu, mas todo mundo deveria assistir. Porque enquanto o mundo grita “próximo!”, eu estou ali, sentada emocionalmente no mesmo lugar, olhando pra mesma criatura com as mesmas manias irritantes de sempre e pensando, curiosamente em paz, é… ainda é aqui.
Não porque é perfeito, longe disso. Se fosse perfeito, eu desconfiava. Coisa perfeita demais ou é filtro ou é golpe. Mas é porque eu já conheço os defeitos, já sei onde pisa errado, já decorei até os silêncios inconvenientes. E tem algo estranhamente confortável nisso. É tipo aquele sofá velho que já afundou no formato do meu corpo. Não é bonito, não impressiona visita, mas me entende profundamente.
Porque começar do zero parece lindo até você lembrar que o zero vem com manual de instruções oculto. A pessoa nova pode vir embalada em promessas e boas intenções, mas também traz defeitos inéditos, surpresas desagradáveis e aquele clássico momento em que você pensa, meu Deus, troquei seis por meia dúzia gourmet. Pelo menos aqui, o caos já é conhecido, quase íntimo, quase doméstico.
E não, isso não é sobre se contentar com pouco. É sobre entender que muito não é ausência de problema, é presença de disposição. Relação não é porcelana de vitrine que quebra na primeira queda e vira tragédia grega. Relação é concreto. Pesado, bruto, às vezes feio, mas resistente. Racha, sim. E vai rachar mesmo. Só que também dá pra reforçar, remendar, reconstruir. Dá trabalho? Dá. Mas desde quando o que vale a pena vem pronto e fácil?
A grande ironia é que o mundo vende intensidade como se fosse amor. Aquela coisa de arrepiar, de acelerar, de perder o fôlego. Mas isso até café forte resolve, minha filha. Amor mesmo é quando o café esfria, o dia pesa, a paciência acaba, e ainda assim você olha pra pessoa e pensa, tá, vamos continuar. Não porque não existe opção melhor no mercado, mas porque existe escolha.
E escolher, convenhamos, é muito mais difícil do que sentir. Sentir é automático, impulsivo, quase irresponsável. Escolher é consciente, é teimoso, é um pequeno pacto diário que ninguém vê. Não tem aplauso, não tem plateia, não tem trilha sonora. Só tem dois seres humanos imperfeitos tentando não desistir no primeiro sinal de desconforto.
No fim, o extraordinário nunca foi o começo cheio de fogos de artifício. Isso aí é marketing emocional. O extraordinário é quando os fogos acabam, a fumaça baixa, a realidade aparece sem maquiagem e, mesmo assim, eu fico. Fico porque quero, porque escolho, porque entendi que construir é mais raro do que substituir.
E olha… num mundo que troca tudo o tempo inteiro, ser alguém que permanece já é quase um luxo. Um luxo silencioso, discreto, que não viraliza, mas sustenta histórias inteiras. E talvez, só talvez, seja exatamente isso que ainda salva alguma coisa nesse caos bonito que a gente insiste em chamar de amor.
Hoje sonhei com uma mulher negra e uma criança. Eu estava na África. Ela era artesã, e eu a chamava para vir para Barra do Corda, porque lá ela não tinha como vender nada, mesmo tendo muito talento.
Depois, sonhei com a vizinha daqui organizando um grande churrasco. Ela colocava convites do tamanho de duas folhas A4, pendurados em um cordão com prendedores de roupa. Estavam muito altos, praticamente na altura do céu.
Em seguida, sonhei com uma mulher árabe se escondendo de muçulmanos. Não entendi bem, já que era a mesma religião, mas ela tinha medo de que descobrissem que também era muçulmana. Eu a escondia.
Depois, sonhei com um homem que foi amarrado dentro de um carro e jogado em uma gruta cheia de outros carros, todos luxuosos.
No final, eu queria salvá-lo. Mas, de repente, eu era ele, tentando retirar as fibras que prendiam meu pé. Acabei me escondendo de uma pessoa que fazia parte de uma família muçulmana… e então acordei, kkkkk.
Quantas versões de você já morreram ao longo da vida para que a pessoa que existe hoje pudesse nascer?
25 de junho de 2026 14:13
Hoje finalizei uma etapa importante que vinha adiando há algum tempo: cuidar dos meus dentes. Ontem comecei o tratamento e hoje concluí tudo. Parece algo simples quando contado em poucas palavras, mas quem já passou horas em uma cadeira de dentista sabe que existe muito mais nessa experiência do que apenas abrir a boca e esperar terminar.
Faço tratamento com a mesma dentista há muitos anos. Ela é uma profissional incrível, daquelas pessoas que transmitem confiança apenas pelo jeito de falar. E talvez seja justamente essa confiança que me faz voltar sempre, porque, sinceramente, ir ao dentista é um verdadeiro teste de resistência.
Existe um momento em que a boca simplesmente começa a cansar. No início você acha que consegue ficar ali tranquilamente, mas depois de vários minutos com a boca aberta, os músculos parecem pedir socorro. Você tenta relaxar, mudar um pouco a posição, respirar fundo, mas logo percebe que ainda falta bastante tempo.
Para quem tem dentes sensíveis, como eu, a experiência ganha um nível extra de desafio. Aquele jato de ar que para muitas pessoas parece inofensivo, para mim é quase um choque elétrico atravessando o dente. É uma sensação tão rápida quanto intensa. O corpo inteiro se contrai em uma fração de segundo.
E então vem aquele instrumento que raspa os dentes. O som. Meu Deus, o som. É impressionante como um simples ruído consegue provocar tanto desconforto. Não é apenas ouvir. Parece que o barulho atravessa a cabeça inteira. A cada raspagem, eu já ficava esperando a próxima, como quem sabe que um pequeno incômodo está prestes a chegar novamente.
Enquanto estava ali, pensei em como algumas coisas importantes da vida são exatamente assim. Nem sempre são agradáveis durante o processo. Às vezes cansam. Às vezes incomodam. Às vezes fazem a gente querer que tudo termine logo. Mas o resultado compensa.
Quando me levantei da cadeira e vi tudo concluído, senti aquela satisfação silenciosa de quem enfrentou algo desconfortável e saiu melhor do outro lado. Não foi apenas sobre dentes limpos ou tratamento finalizado. Foi sobre lembrar que cuidar de nós mesmos nem sempre é prazeroso, mas quase sempre é necessário.
A vida tem muitas cadeiras de dentista. Situações que exigem paciência, resistência e confiança no processo. E talvez a verdadeira maturidade esteja justamente em entender que nem tudo que nos faz bem será confortável enquanto acontece.
Hoje eu escolho olhar para mim com carinho.
Hoje eu escolho acreditar em mim.
Hoje eu escolho continuar.
E, aconteça o que acontecer, eu nunca mais vou me abandonar.
Hoje, não tenho mais amigos daquela época, talvez nunca foram.
Elas queriam o meu brilho, acho que de algum jeito conseguiram tirar um pouco disso de mim.
Não deixe que tirem de você.
Te amo muito ❤️
11:55 23 de junho de 2025
"Hoje, pela madrugada, tive um sonho, mas parecia muito real.
Enquanto eu dormia, vi uma mulher chegando, como se tivesse saído de um portal dentro da minha casa. Ela ria muito e tinha um semblante de muita felicidade. Estava vestida de branco, com roupas que iam até os pés. Vi o rosto dela nitidamente: tinha cabelos pretos longos e a pele branca como a neve.
Ela caminhou até perto da minha cabeça, sem me olhar. Na minha visão, dentro do sonho, havia uma banqueta, e ela se sentou bem na altura da minha cabeça. Baixou a cabeça enquanto sorria e anotava alguma coisa em um caderno. Ela falava, mas eu não conseguia entender o que dizia.
Eu a observava, e acho que era a minha alma quem via, porque meu corpo dormia, mas eu via tudo com clareza.
De repente, ela me olhou, surpresa, e perguntou:
“Você consegue me ouvir?”
Como se aquilo não fosse para acontecer, como se eu não devesse conseguir vê-la ou ouvi-la.
Tentei responder: “Sim, eu consigo ouvir você”,
mas só consegui balbuciar… e então, despertei."
10:40 domingo 22 de junho de 2025
Sonhei hoje á noite com um cortejo, era de pessoas muito ricas, carros luxuosos algo assim, eu tentava identificar quem passava, mas eu não sabia quem era, só sei que alguém muito importante.
Eu e meu marido, estávamos dentro de um cemitério assistindo esse cortejo passar lá fora e eu me virava para ele, enquanto o abraçava, chorava e dizia "e quando for a gente amor?" Nós dois nos abraçamos e choramos, eu acordei
No dia 24 de junho do ano passado, eu tive um sonho, estava eu no banco de espera de um hospital, ao meu lado esquerdo estava uma mulher estranha sentada, eu não a conhecia. Eu perguntava para ela sobre a prima do meu marido que estava de frente para nós, me olhando fixamente, com o lado direito do rosto todo vermelho de uma mancha que parecia câncer. Ela me encarava bem séria.( Ela já é falecida há algum tempo, antes mesmo desse sonho) Ao meu lado direito eu virei o rosto e vi meu irmão mais velho, me olhando com uma cara de muita tristeza, enquanto a pergunta era o seguinte "É verdade que fulana está internada e só tem mais um ano de vida?" A mulher estranha ao meu lado respondeu"sim". Então, eu acordei.
Sonhos das últimas duas semanas 07:51 19 de novembro de 2024...
Acabei de acordar e hoje é 19 do mês de novembro. Acordei de um sonho onde meu marido era um homem muito rico, porém mafioso. Ele tinha um carro de luxo, na cor preta e andava como os pinkay blinders ou parecido. Ele era dono de duas empresas, uma de estética e a outra eu esqueci, mas lembro que ambas eram de fachada para lavar dinheiro.
Eu trabalhava para ele, e ele namorava alguém bem pobre, como eu.
Eu era fascinada pelo meu marido no sonho, eu apenas era serviçal dele.
Ele estava procurando alguém para casar, porém não queria nenhuma das meninas que trabalhava pra ele e que ficava em seus pés.
Eu gostava muito dele e resolvi falar pra ele, que se ele quisesse eu terminava com meu namorado, que praticamente nunca nos víamos e casava com ele.
Porém, ele rejeitou e eu fiquei muito triste e comecei a arrumar as minhas coisas e iria embora pra Suiça, mas não queria ir sozinha. Pensei em chamar meu irmão mais velho, mas ele estava estabilizado em outro Estado, não iria querer me acompanhar ou poderia ir comigo e se desestabilizar financeiramente, por causa da viagem.
Depois fui pedir roupas para a Josefa, uma senhora que conheci no trabalho.
Eu acordei, esqueci boa parte do sonho!
.......
Eu Sonhei com gigantes semana passada, eles invadiam a cidade e todos corriam, porque eles estavam comendo todos e massacrando tudo pela frente.
Eu corria, enquanto via duas crianças bebês enterrados e somente com o rosto descoberto, era uma menina e um menino, eles choravam muito alto. Era como se alguém tivesse colocado eles ali antes de ser devorado pelos gigantes para proteger eles, porém eles não paravam de chorar.
Eu passei direto por eles, pensei em pegar eles e levar comigo, mas havia um gigante se aproximando e só deu tempo ver que o bebê masculino, parecia possuído, pois seus olhos estavam brancos e revirados.
Eu corri para me esconder, escalando muros, quintais, escadas, enquanto parecia que era realmente o fim, porque não me esconderia dos gigantes por muito tempo, eles me encontrariam. Então, acordei!!
.......
Sonhei com o tio Chico, tio do meu marido falecido, entrando com uma bengala e de terno preto, dentro de uma sala, que não era no Brasil, era no Texas, nos EUA.
A família do meu marido, minha mãe e todos estavam morando lá, um lugar seco e interiorano, parecia que não chovia lá há tempos.
Na salinha estava todo mundo reunido. Quando ele entrou, virou para mim e eu falei para meu marido, o tio Chico? Mas, ele não morreu? Então, quando me voltei pra ele novamente, ele já era outro velhinho de bengala e cabelos grisalhos e mais alto. Ele dava a seguinte notícia "vim noticiar, que a luzia morreu" no sonho, essa luzia era amiga da minha mãe e ela murmurava muito da vida, por isso, no sonho eu falei para meu sogro que já havia saído para o quintal, enquanto estava com semblante triste e descascando uma laranja ou mexerica, eu dizia "por isso pastor a gente não pode murmurar, nós temos que manter o silêncio, a gratidão e a fé". Então, ele me respondeu "por isso, eu não murmuro, minha filha" Então, acordei.
...........
Sonhei por duas vezes, no antigo casebre onde eu morava com meus pais, há mais de duas décadas!
Haviam demônios em volta do terreno e além do arame farpado, eles me observavam, eles tinham rostos assustadores e eram na cor vermelho sangue. Eles me olhavam e pareciam furiosos comigo!
No primeiro sonho, eu ria da cara deles, porque eles não conseguiam me atingir, mesmo assim fiquei com receio deles fazerem algo e acabei fugindo com meu marido, enquanto eles nos perseguiam.
No outro sonho, eu os via e eles me observavam da mesma maneira, além da cerca de arame farpado.
Eu ficava receiosa e apesar de saber que eles não conseguiam fazer nada comigo, eu acabei saindo com meu marido de dentro do casebre. Quando saímos, automaticamente começou tudo a pegar fogo, eles conseguiram pôr fogo no casebre inteiro, só com o poder do pensamento deles, além da cerca.
Eu saí e vi que havia uma senhorinha que tinha problemas nas pernas e eu não ajudei ela a sair de dentro do casebre, ela escapou sozinha, fiquei me sentindo triste, por não ter ajudado ela. Eu a olhava e me perguntava, como ela conseguiu sair, arrastando aquele apoio que coloca na frente do corpo, para se segurar e não cair. Então, acordei!
Acredite que a sua felicidade está naquilo que você tem hoje e não naquilo que você gostaria de ter amanhã.
A importância de se viver bem o hoje... o amanhã será um reflexo do hoje.
Por tanto, aproveite bem o hoje, pois amanhã você colherá os frutos do que semeou.
Hoje estais chorando ou sorrindo, devido o ontem.
Aleatórios
Hoje a minha sala está vazia, mas isso não é nenhuma novidade, porque ela quase nunca esteve cheia.
Hoje eu não tenho nenhuma companhia, e isso também não é nenhuma novidade, porque quase sempre estive sozinha.
Eu não gosto de olhar para trás, mas eu sempre olho.
Sinto saudade de uma versão antiga de mim
Mas tenho orgulho da versão que sou agora.
A nostalgia sempre me acompanha, e isso não é uma escolha.
Eu não queria estar aqui, mas também não quero ir embora.
“Eu não sou tão triste assim, é que hoje estou cansada” (Clarice Lispector)
Silvia Oliveira Soares
- Relacionados
- Frases sobre a noite de hoje
- Mensagens espíritas do dia de hoje: palavras que elevam e fortalecem a fé
- Viva o hoje: frases para valorizar cada segundo da vida
- Hoje a saudade apertou
- Hoje estou triste, mas vai passar: frases de conforto
- Oração da Manhã para hoje e todos os dias serem abençoados
- Hoje
