É hoje
Se você não tá levando a sério o que você consegue fazer hoje com IA. Por favor, pare tua vida para entender o quão séria é a escravidão que eles querem impor a quem não faz nem questão de entender.
"Ontem, trabalhei tanto por coisas que não preciso hoje, que estou pensando, se vale a pena trabalhar tanto, por algo que não usarei amanhã."
Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.
Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.
Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.
É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.
Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.
Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.
Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.
No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.
Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.
ALINNY DE MELLO
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Se hoje você sofre por gostar de alguém que não gosta de você... AGRADEÇA! Pois você sofreria muito mais se estivesse com essa pessoa!
Não vi quando cair !
Três metros de altura,
foi um impacto atordoante.
Mas se hoje estou aqui,
porque Deus; me fez triunfante.
Não vi quando cair, quando
do chão levantei; ouvir o meu
espírito agradecendo a Deus,
isso sim: eu escutei.
Deus muito obrigado
pelo o que o Senhor
fez por mim.
Se não fosse o seu amor
eu não estaria mais aqui.
Não sabemos a hora,
devemos pois nos preparar,
aliançados com Deus;
pra quando a morte chegar.
Eu não entendo
como um amor começa,
mas hoje compreendo,
como ele se eterniza.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Eu poderia te desejar coisas comuns hoje…
mas você nunca me pareceu alguém comum.
Existe algo em você que não passa despercebido, não pela aparência, mas pela presença… pela forma como você ocupa o mundo e, de algum jeito, também ocupa os outros.
Eu poderia dizer que admiro isso, e seria verdade.
Mas não seria tudo.
Porque a verdade é que existe algo em você que me puxa… com uma sutileza que não pede licença, mas permanece.
E talvez seja isso que te torne tão difícil de ignorar.
Feliz aniversário.
Que o tempo seja gentil com aquilo que você é…
e que a vida nunca te faça menor do que o impacto que você causa.
VAMOS ESCULPIR NOSSA ALMA?
As pessoas hoje em dia estão dando tanta importância ao conteúdo externo…
e nem se tocam que o corpo é efêmero e em breve se desfaz…
virando cinzas e pó e no túmulo apenas uma frase:
- Aqui um corpo esculpido jaz, porque a alma e o cérebro já se foram há muito tempo atrás…
Às vezes a prudência de não tomar uma atitude hoje é que pode ocasionar consequências dolorosas no amanhã.
Hoje acordei meio assim…
Desejando tudo e convicta de um impossível sem fim.
Aí Deus entra no meu pensamento e faz o mundo do meu filho autista ser possível para mim.
MENINA MULHER
(A força de hoje é o escudo da criança de ontem)
Que minha menina interior não se assuste com a versão mulher — às vezes frágil, mas muitas vezes leoa —, pois o hoje dela é a sua proteção lapidada de ontem.
Lu Lena / 2026
CASTELO DE SONHOS
(O despertar do tempo)
A menina, até hoje,
brinca com sua boneca de pano.
Com seu sorriso indulgente,
desabrocha no jardim da vida
pétalas em flor...
Em seu castelo pueril,
observa agora, atentamente,
suas mãos enrugadas
e as marcas de expressão
no rosto que ficou...
Mas ela continua sonhando,
convicta, que o tempo não parou.
Lu Lena / 2026
O VOO DA ÁGUIA
(O passado ficou na água, hoje escolho voar.)
Pairava sobre mim uma sombra que não me pertencia. Doeu, até que o sofrimento virou cinzel e me esculpiu nova. Hoje, diante do espelho e da memória, faço como Pilatos: lavo as mãos. Deixo que a água leve os resíduos do passado. Sigo o caminho sob o sol, enfim, subo ao alto da montanha e, como águia, renasço e voo...
Lu Lena / 2026
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