É hoje

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O segundo grau de hoje será o alfabeto de amanhã.

"Para hoje quero Saúde e Paz, e o sucesso? Ah, o sucesso, o sucesso a gente corre atrás, mas é na tranquilidade do momento que encontramos a verdadeira vitória. "

"Hoje passei o dia juntando os pedaços de mim. Uns, eu encontrei. Outros, já perdi." Luiza Gosuen

A dor que você suporta hoje será o idioma com que a sua vitória falará amanhã.

⁠Hoje não levantei

Na cama fiquei.
Não quis abrir os olhos.

Com problemas pra resolver,
o cobertor puxei,
me cobri,
e ali me escondi.

Esperando essa onda
levar...
e voltar...
com a tranquilidade
das manhãs,

com cafés quentes,
que queimam o céu da boca
e nos preenchem de calor.

Das tardes ensolaradas,
o esplendor,
do céu azul e dos ventos fortes,
com pássaros assobiando —
lindos são as sonoridades.

Livres são as aves,
os pousos nas árvores,
o cheiro de plantas e flores
com o sereno da noite.

Hoje...
tempos anuviado.
Tempestuosos
são os pensamentos,

trazendo consigo
ventos gélidos.
E aquela luz...
já não brilha mais.

Mas os problemas ainda estão lá.
Mesmo que o mundo não esteja parado,
mesmo que o mundo
esteja em uma disputa com o tempo.

Sei que, na dissonância
de um cobertor escuro,
eu procuro...
não acho...
nada.

E me deparo:
ainda são cinco horas da madrugada.

E nada
me faz
levantar.

Fecho os olhos
novamente.
Não sei se estão fechados... ou abertos.
Na escuridão,
não importa o que é
ou o que não é.

Mesmo que eu veja...
ainda está escuro.

E procuro descansar.

Não me lembro mais do verão,
apenas do outono, com seu frio
e dos problemas que virão.

Despejo na imensidão da escuridão,
no quarto,
reflito,
repito:

“Nada há o que fazer,
a não ser se mover.”

Poema
Título : Na dissonância do cobertor
Autor: Nataniel Felipe Longo

⁠Para Ayane, com todo o amor do tio

Hoje a vida te chama, Ayane, a flor que desabrocha em luz,
Quinze primaveras dançam no tempo, e um novo ciclo te conduz.
Teu jeito calmo e doce encanta, teus olhos falam sem gritar,
E teus bracinhos dourados brilham como o sol a acariciar.

Cresces linda, única, forte, com alma nobre e coração de mel,
Tens em ti um dom tão raro, feito estrela num céu fiel.
Nunca te esqueças, minha menina, de quanto és capaz e luz,
E que toda dor e todo passo, no fim, te leva à tua cruz.

Mas não à cruz de derrota, não —
E sim à cruz de superação!
Pois a vida é feita de degraus,
E a fé é quem sustenta os teus pés leais.

Desafios virão, com força e vento,
Mas dentro de ti mora o talento.
Com dedicação e com afinco,
Teu caminho nunca será extinto.

E quando a alma chorar baixinho,
E o mundo parecer um lugar sozinho,
Lembra, Ayane: Deus é refúgio, é abrigo,
É quem caminha sempre contigo.

Vitórias? Celebra com equilíbrio e calma.
Derrotas? Honra com nobreza e alma.
Tudo ensina, tudo molda, tudo faz crescer —
E a menina se torna mulher com o saber.

Então vai, minha querida, sem medo, sem véu,
Tens força, ternura e um céu só teu.
Sê justa, sábia, firme e leal,
E vive teu sonho com amor sem igual.

"A mulher sábia edifica a sua casa..."
— Provérbios 14:1a

Desapegar
Às vezes é preciso largar…
deixar ir o que já foi cais,
mas hoje só âncora pesa.
Romper os laços do ontem,
fechar as portas sem pressa.

Caminhar pela ponte antiga,
mesmo que rota, esquecida
com os pés firmes no presente
e o coração livre da ferida.

O que antes foi abrigo,
agora é muro, é prisão.
O afeto que já curou,
hoje machuca em vão.

Então, agradecer em silêncio,
o que um dia foi abrigo e flor,
mas que agora é folha seca,
sem perfume, sem cor.

Despedir-se com ternura
dos nomes, dos sonhos, da ilusão,
e lançar-se no novo que chama
com verdade e direção.

Sorrir para a luz que nasce,
acolher o que faz sentido,
tornar-se mais leve e inteiro,
mais gentil consigo mesmo,
mais vivo, mais decidido.

Porque viver é, sobretudo,
saber que o tempo transforma,
e que é preciso soltar o velho
para que o novo se forme e se informe
com liberdade, com alma, com forma.

No retrato do passado, perto da estante de indecisões encontrei razões para errar novamente.
Hoje no retrato do presente, perto da estante de decisões, encontrei razões para acertar novamente.
Mais tarde não sei em que parte, perto do que não vi, não sei, faz parte, encontrei mais erros e mais acertos em tudo por ali.
Agora sem tempo, nem hora, sentado no banco limpando do rosto o riso por cair de novo, enxergo! Que tudo que tem prego e segura, quando cai por pura aventura faz sentido, por não estar mais a minha altura de ser retratada(o) daquela forma.
Me nego! Em pesos de versos, a levar a frente o sorriso de um tropeço que se rega de lágrimas.
Me vejo em pura palavra, armado(a) por erros, atiro! Derrubo mais um retrato de um(a) moço(a) certeiro(a) que insiste na besteira de achar que seus passantes temporais são apenas noticias em jornais. Revistas, previsão de um tempo onde a dor e sofrimento, a solidão e o solitário, entendam, o que se passa no agora ou no passado ressignifica o que te torna futuro. Mate seus reflexos do ver da beleza somente no que encanta e lhe enche a pança da vaidade do querer aceitar, sem entender que o acerto é o piscar dos olhos. Acertará enquanto erra, errará enquanto acerta, entre o céu e o inferno, será sempre ser humano.

⁠
Hoje, nessa quinta-feira, que Deus abençoe cada coração de cada ser humano dessa terra! Que cada um de nós seja iluminado com a bondade, o amor e a esperança de Deus! Que a luz divina ilumine todos os cantos deste mundo, para que possamos todos viver em paz. Que Deus nos guie e nos acompanhe em todas as nossas jornadas!

⁠Tem dia que acordamos e já percebemos que ele será especial, hoje o meu começou assim: feliz!
Bom dia!

Que sejamos abençoados
com uma chuva
de esperança infinita
de que hoje
o voo será mais alto
e mais bonito
para alcançarmos
aquele sonho
que somente
nosso coração conhece!

Hoje
vamos colocar
a Alma no varal,
deixar evaporar toda
a tristeza,
toda a angústia,
todas as incertezas.
Que o Sol
brilhe em nós
secando toda a lágrima.
Nossa gratidão virá
em forma de Sorriso!

31/10/2015

Por incrível que pareça, foi correndo que aprendi o valor da caminhada.
Hoje me satisfaço na leveza de cada passo e me sinto distante das pressas e dos barulhos do mundo.
Como é bom acreditar sem ver e viver as camadas do processo que constrói a clareza do hoje.
Gratidão.

Hoje tudo que tenho
É um canto silene
Um encanto de solidão
Uma poesia sem razão
Um grito mudo
Um verso insolene
Um poema vazio
Uma saudade rasgada
Um quarto frio
E uma saudade amargada
como prece .

Quando você era pequenina teus olhos brilhavam mais que as estrelas, hoje você cresceu e domina o universo

Tu tens o brilho dos astros,
-Tem o perfume da flor,
Contigo eu sempre sonhava,
E hoje contigo estou.

Farei 10 anos de poesia em 2018, lembro como se fosse hoje quando escrevi o meu primeiro poema titulado “Onde está o teu corpo”, para ser apresentado no TAL (Tempo de Arte Literária), na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, organizado pela professora Sandra Zaira, neste dia apesar de ter escrito a poesia, não tenho apresentado, apenas apresentei poesias da minha autoria neste mesmo espaço em 2010, a poesia apresentada foi titulada como “Destino” escrita em 2010, neste mesmo ano passei a frequentar a Biblioteca Comunitária de Valéria Prof José Oiticica, onde passei a conhecer o cearense Antônio Fernandes Mendes, e a ganhar um conhecimento sobre o anarquismo, neste mesmo espaço funcionava o ISVA (Instituto Socioambiental de Valéria), e o cineclube do bairro. Em 2011, apresentei a poesia “Coração de Pedra”, no Colégio Estadual Dinah Gonçalves, a poesia “Onde está o teu corpo” somente foi apresentada no Colégio Estadual Dinah Gonçalves, também para o TAL (Tempo de Arte Literária), ganhando no primeiro lugar em 2012.

Publicações nas redes sociais:

Em 2011, passei a redigir o livro “Toque de Acalanto”, no Centro Educacional Paulo VI, ganhei o meu primeiro Pendrive, para armazenar as minhas poesias e comecei a publicar algumas poesias no Orkut, Facebook, Blog, Site, Twitter… Esse foi um dos meios que tenho encontrado para publicar as minhas poesias, para que outras pessoas lessem, mesmo assim ao longo do tempo fui parando de publicar as minhas poesias nas redes sociais, pois muitos dos amigos(as) não gostavam de receber as poesias que apareciam no “feed de notícias” da rede de cada um. Então resolvi criar uma Fanpage no Facebook, assim como na Google, mesmo assim não tive sucesso, de cada 1 elogio milhares de críticas, contra as publicações, onde buscava também escrever poesias e textos de cunho social, fazendo denúncia do sistema. Fiz parte do curso 200 anos de Poesia, administrado pelo poeta Douglas de Almeida, na Biblioteca Publica do Estado da Bahia.

Publicação de Antologia:

Em 2013, comecei a publicar poesias em antologias, recebi o convite do Valdeck Almeida de Jesus, para poder publicar uma poesia da minha autoria, no Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, da Editora Galinha Pulando, antologia essa que é publicada um ano depois, ou seja foi publicada em 2014, enviei a poesia “Amor“. A partir dai comecei em publicar em diversas outras antologias, e fiz parte também em uma das edições da Revista Omnira, N. 8, organizada pelo jornalista Roberto Leal.

Queima de poesias:

Tenho queimado diversas poesias da minha autoria, pois não estava me sentindo bem, somente depois de alguns anos que lembrei que tinha cada poesia salva no Pendrive e em 1 CD, não foi apenas uma vez que isso tem acontecido, houve a segunda vez como uma experiência para que nunca mais faça isso, essas poesias apenas poderei encontra-la quem sabe no Rio de Janeiro, registrada pela Biblioteca Nacional.

Encontros Literário:

Tenho ido em alguns encontros literários, apenas não tenho frequentado com assiduidade por falta de recursos para se deslocar do meu bairro para o local dos eventos, tenho ido no Projeto Fala Escritor, no Iguatemi, tenho ido no Círculo de Estudo Pensamento e Ação (CEPA), no Barbalho, assim como também tenho ido na Parada do Livro da Bahia, em alguns lançamentos de livros, organizado pelo Roberto Leal, pela UBESC (União Baiana de Escritores), assim como fui no lançamento do livro “Cartas ao Presidente”, organizada pelo Carlos Souza Yeshua, tenho ido no projeto Leituras Pulicas, no pátio da Biblioteca Publica do Estado da Bahia, assim como tenho ido em algumas exposições das obras do Almandrade, no Mosteiro São Bento e na Galeria Roberto Alban, dentre outros.

Oficina de Poesia:

Fiz parte de algumas oficinas de poesia, para poder me desenvolver mais, então resolvi fazer parte de algumas oficinas de um projeto chamado Escrita em Trânsito, fiz parte de oficina organizada pelo Ricardo Domeneck, Carlito Azevedo e João Bandeira.

Hoje em dia as pessoas que falam em voto nulo, que não vai votar em 2018, sequer sabe o que venha a ser "anarquismo", muitas dessas pessoas acreditam que votar nulo neste ano será um ato cívico contra aqueles que se encontram "no poder", e vão votarem nulo em nome da democraria, uma forma de dizer que está insatisfeito com quem está lá. Colocando novas pessoas no planalto continuaremos na mesma situação, impossível acreditar que um dia teremos um "mundo" capitalista onde seus governantes não sejam corruptos, o sistema corrompe, e nos torna necessitado do sistema.

Quem sabe uma sociedade consciente, como diz alguns filosofos anarquistas, uma sociedade consciente não precisa de governo, porque uma sociedade consciente faz por ela mesma sem esperar que outra pessoa faça por ela, para quem já leu algo escrito por Elisee Reclus... Vejo a sociedade como se fossem anarquistas, porque a sociedade não gosta do governo, só que mesmo não gostando do governo se permite ser governado, e por nossa vez sustentamos-os, pagamos impostos, e acreditamos cegamente que um dia tudo vai melhorar através do governo, que para muitos é o nosso "representante".

Trocar todas as pessoas que se encontram no plenário, jamais será a solução do que vem se passando em nossa sociedade (na verdade no mundo, não gosto de colocar a corrupção como se fosse algo que acontece só no Brasil), a corrupção sempre vai existir, até na lei que visa ir contra a corrupção. O ser humano é subordimado às leis, e busca por sua vez muitas das vezes seguir ela, mesmo não estando certa. Acreditar uma sociedade pela sociedade ainda vem sendo difícil, uma utopia que precisa ser realizada.

Cansei de perseguição

Hoje resolvo fazer uma consulta
Médica, o senhor
Vai ter de examinar também
Toda a sociedade.
Doutor, estamos todos os dias
Sendo sugados, pernilongos,
Muriçocas, homens do plenário.
– Tem dias que somos perseguidos,
E outros dias somos esquecidos.
– Doutor, já inventaram
Alguma vacina contra a hipocrisia?
Quero uma para combater
A minha hipocrisia,
E toda hipocrisia social e política.

Acontecimento da vida

Nunca vi
Nada tão escuro
Como hoje.
Talvez entrara
Em uma ilusão,
E os acontecimentos
Da vida
Ajudaram.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.