E cada vez que eu Fujo eu me Aproximo mais

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⁠Não há maturidade. Em vez disso, há um processo de maturação em constante evolução. Pois, quando há uma maturidade, há uma conclusão e um final. Este é o fim. É quando o caixão está fechado. Você pode estar se deteriorando fisicamente no longo processo do envelhecimento, mas o seu processo pessoal de descoberta diária continua em andamento. Você continua a aprender mais e mais sobre si mesmo todos os dias. Você é o resultado das suas maturações: suas vivências, experiências, decisões e conclusões tomadas.

Um único desejo genuíno podia ser o catalisador de toda uma era, e uma era, por sua vez, gerava outras, em um fluxo contínuo de criação e destruição.

Essa é a última vez
Diga agora, ou cale-se para sempre
Me mostre que há algo pelo que lutar
Me convença a ficar

Jamais quis essa prisão
Essas correntes cortam a minha carne
Há facas em minhas costas
E espinhos em meu coração

Não quero ser salva
Mas ainda penso sobre o que me fez sentir
Em pedaços, rasgo meu peito
Me abro ao meio
Arranco meu próprio coração
E decido finalmente sair dessa ilusão

Tente me impedir
Ou suma de uma vez
Só não se pergunte, jamais, como teria sido
Se nada fosse igual.
- Marcela Lobato

Toda vez que vejo um desconhecido
Um perfil fake, uma conta estranha
Lá no fundo, torço pra ser você
Descobrir que está me acompanhando
Que comentou algo
Que de alguma forma se lembra
Do presente e do passado
Que escuta as milhões de músicas
Meus versos dramáticos, exagerados
Onde não há exagero ou drama.
Apenas a verdade.
- Marcela Lobato

A guerra serve para repensar os momentos de paz e a paz, por sua vez, nos lembra das turbulências internas que já enfrentamos.

"Cartas de Um Condenado"


Prólogo — O Condenado fala pela primeira vez


Condenaram-me apesar da minha inocência; e, na inópia dos incorruptíveis, os inescrupulosos vangloriavam-se de sua afluência. Tiraram-me a liberdade, indiferentes à verdade. Fustigaram-me diante da multidão que suplicava a minha execução. Lançaram-me ao calabouço e, sob a sombra do meu silêncio, despiram-me da minha intrepidez, enquanto eu escrevia o meu último suspiro numa carta.


Atormentavam-me o espírito com correntes tenebrosas; ataram-me à desgraça da minha vergonha e entoaram canções horrorosas. Foram eles que me incriminaram por pura cobiça.


Houve quem recuasse; poucos, porém, ousaram agir para que eu saísse em liberdade.

Escrevo-vos com a última gota do meu fôlego, com o resto do suor da força que ainda me sobra; sem esperança de voltar a aquecer-me ao sol, sem certeza de tornar a ver o mar.


Escrevo com medo de deixar de respirar e de que, com o tempo, os vossos rostos se apaguem da minha memória, e eu já não consiga recordá-los.


E, se alguém vos perguntar de quem é esta carta, respondei-lhes:


é de um Condenado.


Cujo paradeiro hoje é desconhecido; cujo espírito vagueia, importunado pelo grito dos ímpios; cuja alma procura descanso na sofrência dos justos. Não procurem o resto da minha sobrevivência: os ratos já o roeram, as baratas devoraram os meus olhos; os vermes encheram-se nas minhas fossas nasais, e os insetos consumiram as minhas entranhas.


Se vos escrevo, não é por tendência, mas por agonia; se penso, é por sobrevivência; se me movo, é por sacrifício. Redijo para que, caso alguém encontre esta carta, conheça quem foi o homem que habitou esta masmorra e por que foi trazido para cá.


Quando o barulho dos tolos não consegue discernir o ritmo da dança, tendem a perseguir a música dos sábios.


Não houve quem me visitasse, quem chorasse, quem perguntasse por mim ou quem desejasse ver-me pela última vez. Como a relva da terra fui pisado; esmagaram-me como a uma formiga e recusaram-me o direito ao oxigénio. Roubaram-me o direito à liberdade e entregaram-me, indecorosamente, a uma morte apoquente.

Quem uma vez saboreou uma gota de Deus, não encontra descanso enquanto não se abisme no oceano dessa grande realidade.
Huberto Rohden

Lembre-se, quando for sua vez de ser o martelo, bata bem forte, lembre-se quando vc foi prego, ninguém teve compaixão de você.

M de Mulher

O mundo muda de timbre,
com a voz e a vez da Mulher!

A justiça sempre mirou no pobre com
balas de canhão, enquanto este por sua vez sempre se defendeu com estilingue.

A vida é um jogo de cartas de tarot, dessa vez interpretada por Deus e não pelos esotéricos.

A única vez que um banqueiro deixa seu cofre à mostra é quando se abaixa para amarrar seus cadarços.

Desagradar é muitas vezes um ato de coragem,
Pois implica escolher o que é justo
Em vez do que é cômodo!
A espiritualidade nos ensina a ouvir a voz interior,
Que não está focada em aplausos,
E sim na harmonia entre o que somos
E o que fazemos.
Pois quem vive em sintonia com essa verdade
Não apenas cresce, mas inspira os outros
A também seguirem a sua própria luz.

Ao calor dessa bonança,
Desfrutarei o fim da tarde
Com a serena chama
Que outra vez me invade;
E no despontar da esperança,
Viverei a chama que arde!

⁠ O ano de 2021 é mitológico, novamente vamos mexer na Caixa de Pandora, mas desta vez, a esperança não ficará aprisionada; ela vai renascer das cinzas, como Fênix...
E voar sobre nossas cabeças com suas encantadoras asas de ampolas, desmascarando todo o mal e rasgando nossa pele com a substância mágica, o líquido sagrado da sobrevivência.

⁠Era uma vez duas irmãs chamadas razão e emoção.
Uma dupla incrível quando se trata de resolver plobemas.
Em um certo dia apareceu um plobema na vida de razão, mas ela não sabia que o plobema estava ali, pois pra saber ela teria que sentir e ela não sente, só pensa. Mas emoção podia sentir o plobema da sua irmã e logo a avisou. Assim, razão estava ciente do plobema e resolveu. Um tempo depois, apareceu um plobema na vida de emoção, e ela sabia que tinha um plobema, mas não podia resolver, pois pra resolver ela teria que pensar, e ela não pensa, só sente.
Mas ela ciente do plobema foi pedir ajuda a razão para resolver o plobema, e ela conseguiu resolver.

Moral da história: pra saber que um plobema existe você tem que sentir, e pra resolver, pensar!

Viver é matar um pouco de si mesmo, vez ou outra.

Recolher-se, de vez em quando, para extrair a melhor essência do perfume chamado vida é o melhor caminho para a estrada chamada esperança.

A gente não nasceu pra viver só de aliviar a pressão de vez em quando.
A gente merece ser feliz de verdade.
Sentir o coração leve num dia comum… não só quando a vida resolve dar uma pausa.

A gente merece conhecer lugares que despertam vida por dentro,
viver um amor que soma — mas também aprender a gostar da própria companhia,
até o ponto de se sentir inteiro mesmo sozinho.

Porque a vida já exige demais.
A gente corre, se esforça, engole muita coisa em silêncio.

Então tudo isso precisa fazer sentido.

E no fim… não é sobre sorte.
É sobre constância.
É continuar — mesmo cansado —
sem desistir do que a gente acredita.

Nem sempre o amor será fácil, mas quando há fé, ele encontra forças para recomeçar quantas vezes for preciso.