Dúvida
Quando atravesso crises, minhas palavras fortalecem a fé das pessoas que convivem comigo ou alimentam a dúvida e o desânimo?
A incredulidade forma uma autoimagem derrotada, alterando nossa visão de quem somos em Cristo e nos levando ao caminho da frustração.
Pessoas pessimistas contaminam quem está ao seu redor com um discurso marcado por fracasso, derrota e medo.
Há quem escolha duvidar do caráter e do poder de Deus, fixando os olhos nas dificuldades em vez de confiar nas novas intervenções divinas que Ele pode realizar.
Seja como Calebe: mantenha-se firme na fé, confie nas promessas de Deus e não tema se posicionar contra a voz da incredulidade.
Como se sabe quando o amor é real? Existe alguma coisa que identifique quando o sentimento mais sublime realmente está presente? Uns dizem que ele é como uma bomba atômica explodindo dentro da gente e, para desencadear a explosão, basta um olhar, um toque de mãos, um sorriso. Outros dizem que ele é algo sensível, suave como uma brisa que vem e balança os cabelos, trazendo uma sensação de plenitude e conforto como nada mais pode fazer. Quem tem a verdade? Os que falam do fogo consumidor ou os que defendem a brisa mansa? Haveria, talvez, uma terceira via para amar, onde nem fogo nem vento, onde nem terra nem água, nem sentimentos e nem palavras possam estar presentes? Quem saberá definir o incompreensível ou dizer onde o invisível estará, ou ainda, explicar o que o inexplicável é? Por que existem tantas perguntas para amar e tantas respostas por se dar? Porque ao fim das quatro letras "a", "m", "o", "r", sempre existe um ponto de interrogação e nunca um ponto final? Por que amor tem apenas duas vogais e duas consoantes, se nem todo nosso vocabulário o pode abranger? Por que o porquê de amar? E por fim, por que o porquê do por que de amar?
Se não há incertezas, não há mais o que fazer e não há mais o que aprender, o que nos leva ao erro de duvidar de nossa capacidade para lidar com as incertezas da vida.
Para palpites curiosos, para opiniões não solicitadas e falso moralismo, ofereça o martírio da dúvida.
A tendência fatal da humanidade de deixar de pensar sobre algo que não é mais duvidoso é a causa de metade de seus erros.
O erro de Tomé não foi duvidar e sim a pretensão de achar que pra acreditar era preciso antes ver. Foi limitar seu conhecimento.
“Pior do que a cegueira é a miopia da consciência de quem abdica da capacidade de pensar, em favor da mera repetição do que escuta”
Ney P. Batista
Mar/31/2022
