Duras
Antigamente, eu vivia sob o domínio do medo — um receio constante diante das palavras duras e amargas.
Com o tempo, esse medo se transformou em cautela.
Hoje, é a experiência que me conduz: ajo com cuidado, vigilância e confiança.
Às vezes fazemos escolhas duras que nos ferem por não conseguirmos abandonar o que somos, o que sabemos e o que temos. Escolho sempre o conhecimento à ignorância, por mais que esta me prometa paz; ela não se compara à lucidez que tenho — ou que penso ter.
Sobre Maravilhosas Memórias:
A vida me ensinou, as duras penas, que a felicidade não se busca, ela vem até nós. Só que pegos de surpresa, não compreendemos esse momento, e subitamente a felicidade se vai, e só anos depois compreendemos o que de fato se foi.
A ingratidão é uma das lições mais duras da caminhada. Ela nos obriga a olhar para dentro e entender que amar é correr o risco de não ser amado de volta. Que servir é, às vezes, ser esquecido. Que fazer o certo pode gerar ofensa em quem ainda não compreende o amor sem interesse.
Uma pessoa livre não é aquela que só recebe elogios ou só escuta verdades duras.
É aquela que consegue suportar a verdade sem quebrar, e ouvir elogios sem se tornar dependente deles.
"Não compense com força física ou palavras duras aquilo que falta em argumentos. A firmeza mais bonita nasce da calma."
As palavras, às vezes podem ser duras, magoam, ferem... Mas quando ditas com verdade, elas são necessárias, salvadoras, pois nos situam, nos mostram a realidade, nos libertam da cegueira intelectual, geralmente quem pronuncia, é atacado e apontado, mas este mesmo proclamador, livre estará, pois cumpriu uma valorosa missão, informar!
Eu ainda lembro do "olhar sem misericórdia", das palavras duras, das muitas mentiras contadas e das traições, tudo foi perdoado, mas ainda lembro.
Aprendi a duras penas que, a sala dos professores é uma boa oportunidade para ler boas obras. Foi, justamente, aqui que conversei com autores que transformaram minha forma de pensar...
O ego masculino não grita…
ele se esconde atrás de certezas,
de palavras duras
e silêncios que ferem mais que gritos.
Helaine machado
Esse é o problema com as memórias: são como cimento. Quanto mais tempo passa, mais duras se tornam. Elas podem até se fragmentar, mas grudam em você!
E a rigidez desse cimento só parece transbordar cada vez mais sobre toda a minha existência...
Vivemos com o que temos; nascemos, alguns, com imposições duras que, infelizmente, perduram para a vida toda.
Há pessoas que parecem duras como pedras, mas, na verdade, nem sempre foram assim. Um dia, foram delicadas como pétalas de rosa, sensíveis ao toque e às palavras.
Corações de Pedra
Há pessoas que parecem duras como pedras, mas, na verdade, nem sempre foram assim. Um dia, foram delicadas como pétalas de rosa, sensíveis ao toque e às palavras.
E corações sensíveis, como pétalas, tendem a ser mais frágeis, ferindo-se facilmente ao encontrar outros corações que, por também terem sofrido, deixaram de ser pétalas e se transformaram em pedras afiadas e cortantes.
Assim, a dor passa de um coração para outro, criando um ciclo de feridas que parece não ter fim.
Se um dia você tiver a sorte de encontrar um coração sensível como uma pétala de rosa, cuide dele. Não o machuque apenas para se vingar de um coração de pedra que, um dia, feriu o seu.
Porque quem escolhe preservar a delicadeza, mesmo depois da dor, também escolhe interromper o ciclo que transforma pétalas em pedras.
-Kaiane Macedo
