Duas
A doutrina da perseverança dos santos trará duas reações: a reação dos falsos convertidos que indagarão: se não posso me perder, então vou chafurdar no pecado, mostrando, assim, quem, realmente, de fato são; e a reação dos genuinamente convertidos, que ao ouvirem sobre essa doutrina exclamarão com louvor de adoração, apegando-se ainda mais a santificação.
A ESTRADA.
A vida é como uma estrada com duas vias, uma em que nós seguimos em frente e outra em que o tempo avança em nossa direção. Chegará um momento em que teremos que parar e apenas o tempo continuará a avançar.
Não demore para perceber
que você não vai encontrar duas vezes na vida a mesma pessoa, nem toda pessoa é substituível, nem toda pessoa é descartável. Valorize e tome muito cuidado com quem você machuca.
A intimidade genuína entre duas pessoas faz o homem perder a postura e entregar-se à sintonia do prazer até corromper-se aos desejos mais profanos da alma.
Meu pai me ofereceu duas ferramentas e um destino em silêncio: a caneta, para quem carrega o peso do pensar; a enxada, para quem sente o peso da terra no corpo.
Entre Palavras e Ventos -Gêmeos
Gêmeos nasce com dois rostos,
duas almas num só corpo leve,
feito vento que muda de rumo
mas nunca esquece o que escreve.
É verbo, é riso, é pensamento,
é curiosidade em movimento,
mente ágil, sempre alerta,
porta aberta a todo momento.
Virtudes pulsam sem descanso:
inteligente, comunicador,
versátil como poucos sabem,
leva conversa onde for.
É criativo, entusiasmado,
tem sede por aprender,
com olhos que brilham fácil
ao ver o mundo acontecer.
Mas também traz seus espinhos
instável, disperso, inquieto,
seu afeto pode ser brisa
ou sumir no próximo teto.
Inconstante no sentir,
impreciso no prometer,
às vezes fala demais
sem pensar no que dizer.
Foge do tédio como da dor,
pode parecer sem direção,
vive em mil mundos ao mesmo tempo,
mas nem sempre cabe em um coração.
Gêmeos: alma em dualidade,
magia feita de contradição.
Encanta, confunde, provoca
é poema em construção.
De duas a uma, ou se tem muito dinheiro... ou se tem muita paciência... o equilíbrio é não querer muito nem um nem outro.
Duas coisas me fazem ter a certeza da existência de um Deus magnificente: A pureza das crianças e a perfeição da natureza.
A sucessão de desafios dentro do casamento é uma partida para duas pessoas conhecerem as estratégias de cada um, porém buscando juntos a mesma vitória.
Uma mentira, duas mentiras, três mentiras; se eu continuar acreditando no mentiroso, ele ganhou mais um amigo.
A LIVRARIA SARAIVA É LOGO ALI!
Durante mais de duas décadas em São Paulo, um dos meus refúgios preferidos era a Livraria Saraiva da Avenida Paulista. Não era apenas um passeio: era um lugar onde eu respirava melhor. Gostava especialmente dos dias de lançamento. Caminhava entre estantes, observava o movimento, sentava de longe e ficava olhando os escritores assinando livros, dedicando palavras, recebendo leitores. Aquilo me parecia grandioso, quase mágico. Eu me sentia parte daquele cenário, mas apenas como espectador. Para mim, estar do outro lado da mesa ainda era um sonho distante.
O mundo girou, o sonho mudou de lugar e em 2013, voltei para Carlópolis.
Logo nesse retorno, fui presenteado com um momento inesquecível: o lançamento do livro “Os Pioneiros”, da escritora Dona Helena Ribeiro de Proença, mais conhecida como: minha mãe. Ver sua obra escrita a mão aos 84 anos ganhar forma pública, reunir pessoas e provocar emoções, foi um marco.
Ali, algo mudou dentro de mim.
Pela primeira vez, aquele sonho de ser escritor começou a parecer possível.
Então, minhas histórias deixaram o silêncio da mente e ganharam corpo na insistência diária da escrita. Houve muito estudo, leituras vorazes, dois livros por mês.
Até que, após cinco anos, parecia tudo pronto. Mas não estava. Veio a pandemia, o tempo suspenso, o medo, mais três anos de espera e reescritas.
Enfim, em 2024, “A Saga dos Cataventos – O Mal Nunca Dorme” estava impresso. Veio a noite do lançamento: taças erguidas, amigos reunidos, abraços demorados, páginas autografadas, flashes e encontros, digno dos lançamentos na editora Saraiva. O mesmo encanto, mas em outra dimensão, outro universo.
Ao olhar para o meu livro pronto, vi um universo se abrindo e entendi que não bastava escrever: era preciso abrir caminhos. Do meu auto¬lançamento nasceu a Editora Café Literário, nada mais que um caminho para textos que pediam luz. Em um ano, vieram dois frutos: Devaneio – Um passeio pelos sentidos, de Lu Barone, e Ecos – O som das emoções, de Maria Rita de Oliveira Bezerra. Obras incríveis, delicadas, profundas, que falam do que mora dentro. Junto com os livros vieram mais noites de lançamentos, mais lágrimas sinceras e a certeza de que a literatura, quando partilhada, se multiplica.
Ao capitanear essas noites incríveis, vendo a alegria vibrando nos rostos, as celebrações, os discursos embargados, senti que havia algo maior ali. Pesquisei nos grupos de escritores que freqüento e descobri que em toda a região, as noites com o brilho e o glamour dos grandes centros, só existe em Carlópolis. Um luxo raro, íntimo, impossível de medir. Um gesto de amor à literatura. Um orgulho para a nossa cidade que não tem preço.
Sim, ainda há pouco incentivo e muito silêncio.
Mesmo assim, diante de telas que hipnotizam e da descrença que se espalha, a Editora Café Literário segue firme.
A parte boa é que em 2026 teremos mais lançamentos, mais noites de encontros, mais celebrações, mais abraços, mais historias compartilhadas.
Confesso: ainda somos poucos, quase invisíveis, porém intensos.
Enquanto a pressa governa e a falta de cultura se multiplica, escolhemos o gesto lento da palavra, o calor do abraço e a permanência da literatura.
Se um dia busquei encanto entre prateleiras famosas, hoje sei: criamos aqui o nosso próprio templo dos livros, a nossa própria Livraria Saraiva, viva, próxima e cheia de histórias.
Deus atribuiu muita inteligência aos homens; mas, a maioria age de duas formas: com a mente escravizada pelas rédeas do mal, e a minoria com o coração amarrado para seus propósitos.
Se o gato tem sete vidas, o cristão tem duas: se a primeira morrer, ele tem a outra para a vida eterna; já o gato, coitado, não passa da terra.
Quando há amor entre duas pessoas não se deve olhar o sexo, a cor, a altura, nem a idade. Quando há amor não se pode colocar na balança conceitos sobre quem devemos amar e a quem devemos pertencer. Quando há amor nada mais importa, o importante é amar e ser amado na mesma medida.
💞
Feliz dia dos Namorados!
Pó
Duas letras se unem para algo nomear,
Uma matéria tão pequena, mas capaz de gerar
A raça mais inquieta que a Terra já viu brotar.
Ar, fôlego e vida fizeram o pó pensar;
Pobre pó vaidoso, desde cedo a se exaltar,
Proclama-se superior, diz que outro igual não há.
Se anuncia pensante, raciocínio só o pó tem;
A inteligência chegou, e não sobrou pra ninguém.
Mas do próprio pensamento ele se torna refém.
É pó enterrando pó, sem tempo para lembrar
Que num breve segundo tudo pode se apagar:
Ar, fôlego e vida cessam — silêncio a ocupar.
"E após a morte?", pergunta o pó a vagar:
Crenças e teorias tentam tudo explicar,
Mas no fundo ele sabe: ao pó irá retornar.
Duas almas destinadas se encontram, se amam; mas como cada uma quer um caminho diferente, elas se separam.
