Dormir em seu Colo e Morrer em seus Bracos

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A reputação de uma instituição jurídica é seu capital simbólico mais sensível.

Juros são o preço do tempo quando o tempo já não é seu.

Quando o Direito abandona a razão, a violência encontra uma gramática para falar em seu nome.

A soberania humana encontra seu limite naquilo que nenhuma soberania consegue reconstruir depois de destruído.

O Direito protege a dignidade porque nenhuma pessoa deveria precisar provar seu valor para merecer proteção.

O Estado pode controlar fronteiras, territórios e instituições; seu verdadeiro fracasso começa quando tenta controlar a consciência.

“Toda injustiça é, em alguma medida, uma forma de dizer ao outro: o seu sofrimento não importa.”

“Quando o Direito protege a dignidade, ele se aproxima do amor sem precisar pronunciar seu nome.”

“Toda liberdade que depende da benevolência do poder é apenas uma concessão esperando pelo seu contrário.”

“A Justiça não se torna divina porque um homem pronuncia seu nome; torna-se humana quando protege até aquele que ninguém deseja proteger.”

“Uma sociedade mede a grandeza de seu Direito pela esperança que ainda consegue oferecer a quem perdeu tudo.”

“Uma sociedade mede a grandeza de seu Direito pelo que permite ao indivíduo contestar sem ser destruído por contestá-lo.”

Quem cala a voz alheia com o código na mão revela que o seu único argumento legítimo é a algema.

Quando a razão abandona o Direito, a força costuma ocupar seu lugar.

A justiça não pergunta quem possui poder, mas quais razões justificam seu exercício.

Dividir o poder é reconhecer que nenhum ser humano deveria confiar excessivamente em seu próprio poder.

A hermenêutica jurídica encontra seu limite na dignidade daquele que sofrerá os efeitos da interpretação.

Nenhuma instituição permanece exatamente igual quando o ambiente social ao seu redor se transforma.

A lei é produto de seu tempo, mas sua legitimidade depende de sua capacidade de sobreviver ao tempo.

Interpretar é, muitas vezes, adaptar uma norma antiga a uma realidade nova sem destruir seu núcleo de sentido.