Dor e Sofrimento
Cantando na Babilônia
Esse mundo tá podre, ouve? É sobre...
Tudo o que houve, aproximou-se,
De tudo que somos. Cego, ouve.
Escute o som e há quem te louve.
E quente é pouco!
Nesse mundo oco,
Miragem sem oásis, tá me deixando louco!
Imagens nos olhares dos zumbis de grito rouco! Louco é pouco!
Tô me sentindo morto, vivendo nesse corpo, esperando pelo sopro, da vida que me deu.
O mundo não me deu, o mundo nem me quer,
Brinquei de bem-me-quer e nem quem me quer sou eu!
Olha o quanto julgo, olha o quanto eu jogo,
As palavras viram jugo, quando não suporto!
E eu não te suporto, se não me suporto.
E você nem se importa, com o que eu me importo.
Te importa o quanto importa, não quanto eu importo,
Por isso nem me importo com a droga do seu porto e nem me olha torto, esse olhar de peixe morto, quer molhar a minha mão pra que eu assine seu aborto?
Arrancar meu coração enquanto sacrifica um porco? Assaltar minha emoção como foi lá no barroco? "Pazzo"!
Sem pacto,
Ímpar que tô,
pro impacto...
A Grande Babilônia caiu!
" No final, o que resta é uma coleção de cicatrizes. As que você ganhou lutando por amor, são as únicas que não trarão arrependimento."
Já não sinto vontade de viver
a noite é meu refugio
e a solidão minha amiga
conversamos sobre amores e o quão monstro me sinto
onde estou, o que me tornei?
Você é a representação de dor e sofrimento.
E quando ela veio
Chegou sem receio
De mudar meu caminho
De tirar o meu medo.
Me fez incapaz
De olhar para trás
Fez viver minha vida
Sem haver tanto faz.
Se vejo teus olhos
Por dentro conclamo
Sejas minha, querida
Pois pra sempre te amo.
O quanto da vida vale a pena
O quanto dela é capaz de te fazer querer viver. Não basta suas razões primitivas, nunca foi questão de querer por um fim, mas uma questão existencial.
Sim...
Você foi o raio que atingiu diretamente a infinitude do sentimento pagão libertário .
Foi a brisa quente soprando no inverno que insistia em congelar minha alma.
Aquilo que movimenta as massas tectônicas que causam os tsunamis .
Foi licor! Foi fel!
Ainda lembro do gosto, do cheiro, do amor...
Ainda dói em mim profundamente a Dor..
Último suspiro
Eu até tentei
Não desfocar
Tangenciar o olhar
Em linha reta
Eu até consegui
Tocar
A minha vida
Tendo-te no centro da esfera
O problema é que
O destino toma
A forma de devaneio
E vem pra te confundir
Desculpa
Não tenho culpa
Mas eu gosto de te ver cair
É que eu tentei
Ir contra
Os meus instintos
Mas você sabe
Sou mulher
Tenho meus desejos
Então cá estou
De volta
Ao meu bom vinho
E a estas boas noites
De sexo ruim
Entre bons beijos
E algumas doses de gin
Enquanto você aí
Me manda
Umas mensagens confusas
Umas rosas murchas
E um amor morno
Bem diferente
Do que eu sempre gostei
Como aquela água ardente
Na cabeceira
Da minha cama
Que desce quente
Queimando tudo
A mesma
Que você usou
E derramou
Entre soluços
Pra incendiar
E destruir meu mundo.
Thaylla Ferreira cavalcante {Lições sobre os vícios}
