Dor seu Silencio
Ao Coração na Sofrença
Ao coração na sofrença, dilacerado
Em silêncio, no exílio, que aqui chora
Assim me vejo, no sertão do cerrado
Separado, onde o amor foi embora...
Suspira e lamenta, pra ser consolado
Não me basta saber do desejo agora
Da ilusão de ter um poema delicado
Não me basta saber da perdida hora
E se fui amado, não me basta saber
Não me basta o afeto puro e sagrado
Ter o sabor do beijo e, assim alentar!
Mais causa ao coração pra não sofrer
É ser na maior pureza, e se maltratado
Se dê ao amor, e assim de novo amar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
11 de abril de 2019
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O silêncio não é covardia, é sabedoria de saber quando calar coisas que no momento ou jamais devem ser ditas ou comentadas,é confiar que a providência divina irá resolver da melhor forma.
Eu fico
Aqui sozinho
No silêncio
De uma noite
Viro e reviro
Entendo e confirmo
Meus desejos
Aquelas saudades
Que me ferem
Até hoje
Melhor quando estou só
Pois choro
Enxarco os lençóis
Tais são as emoções
Meus delírios
Penso neste caminho
Onde estou hoje
E que escolhi para ser meu
Ser meu abrigo
Errei muito
Por orgulho e arrogância
Mas quis o melhor
Pensei que seria mais leve
O fardo que carrega
Suplico as alturas
Que traga leveza
Ao meu infinito
(12/04/2019)
Quando é noite eu tento dormir, o silêncio no meu quarto ressuscita barulhos outrora tão amável. A minha alma não encontra abrigo a desordem em que se encontra meus pensamentos me fazem duvidar que o sol haverá de trazer-me qualquer alento. Entre sonhos e sensações meu coração se enche de emoções, então “Eu acredito que em uma noite passarei a conhecer o amor, o amor que um dia me enganei achando que conhecia Boa noite.
Caminhar
o ar, o silêncio atmosférico
cada passo calejado
até quando o corpo aguentará
a intensidade de buscar?
um norte, um horizonte melhor.
ir ou estar?
Onde está o caminho para vivênciar?
o ar puro de viver em paz.
O Silêncio foi o que permitiu que os poderes atacassem ao longo de décadas, sem impedimentos. É como se as vozes desses homens públicos importantes devorassem e aniquilassem as vozes dos outros, num canibalismo narrativo. Tiraram-lhes a voz para recusar e lhes infringiram histórias inacreditáveis. Inacreditável significa que os poderosos não queriam saber, ouvir, acreditar, não queriam que eles tivessem voz. As pessoas morriam por não serem ouvidas.
Parece contraditório, mas às vezes, o silêncio é a única forma que uma pessoa encontra para pedir socorro.
SOLIDÃO
É assim...
Ausências de nós
Mudando o silêncio de lugar
O silêncio daqui pelo batido
Surdo do meu coração acelerado
Deste quarto em que estou
Pensando em você,
Querendo te ver.
O silêncio soa como
Chamando seu nome
Querendo carregar você no colo,
Mas não tem você.
Só eu, tateando o silêncio,
Escutando as paredes
Dizerem "estás só".
Deixei de ouvir-te. E sei que sou
mais triste com o teu silêncio.
Preferia pensar que só adormeceste; mas
se encostar ao teu pulso o meu ouvido
não escutarei senão a minha dor.
Deus precisou de ti, bem sei. E
não vejo como censurá-lo
ou perdoar-lhe.
ESTA MANHÃ ENCONTREI O TEU NOME
Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida
foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama
e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
DORME, MEU AMOR
Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega — o pior já passou há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão desvia os passos do medo. Dorme, meu amor — a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste e pode levantar-se como um pássaro assim que adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra não hão-de derrubar-me — eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos agora e sossega — a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme, meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui, de guarda aos pesadelos — a noite é um poema que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.
Sinto sua presença na minha solidão, diante dessa árvore, faz silêncio meu coração; observando as lembranças de um tempo que não voltará mas não.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Ao mesmo tempo que os sons da Natureza causam silêncio dentro de mim, o silêncio da natureza também faz barulho dentro de mim.
E quantas vezes te olhei em silêncio, frágil de mais para agir, medrosa de mais pra falar, sincera de mais pra mentir, real de mais pra fugir...
madrugada
a noite afora
a insônia escancarada
o urro do silêncio chora
a alma despedaçada
as teclas mudas, e vai-se a hora...
o sino da igreja calado
os amantes não sussurram
o relógio amofinado
pro peito os anseios empurram
e a secura do cerrado
e o tempo não passa. Murmuram!
exausta a cama
e o vazio de sua ausência
acordado. Olhar na lama
e me engole, sem paciência
está noite um drama!
amanhã reticência...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
19/09/2019, 03’05”
Araguari, Triângulo Mineiro
Ha momentos em que o silêncio é a atitude mais protetiva e sábia que podemos tomar. Pode evitar as frustrantes mudanças de curso que nos afastam das oportunidades mais consubstanciais de satisfação interior legítima.
Prolixo silêncio.
Seres humanos eram pra ser racionais...
E a racionalidade está no diálogo, silêncio só traz uma coisa,
Separação, distância,
Então se um dia eu tiver que responder com silêncio,
Ele vira com certeza com um antecessor adeus.
O silêncio é necessário quando a decisão é final. O silêncio é o único sinal de uma decisão irrevogável.
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