Dor seu Silencio

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o silêncio não resolve nada,
só deixa feridas abertas em quem ama de verdade.

A grande crueldade do silêncio é essa: Ele não mostra nada de quem partiu, mas deixa quem ficou com todas as perguntas e nenhuma resposta.

O silêncio faz estrago. A confiança racha. O tempo passa sem cuidado.

Silêncio, às vezes, é autocuidado.
Não é covardia, é estratégia.

Posso ser calma, silêncio que acolhe,
ou tempestade que tudo revolve.
Posso ser riso solto no ar,
ou nó no peito difícil de desatar.
Posso ser casa, porto e chão,
ou estrada sem direção.
Posso ser força quando dói ficar,
ou fraqueza que precisa chorar.
Posso ser faca, palavra afiada,
ou cura lenta, bem pensada.
Posso ser fogo que aprende a conter,
ou cinza fértil pronta a renascer.
Posso ser muitas, sem pedir perdão,
contradição viva em expansão.
Não me resumo, não caibo em um ser:
sou mil maneiras de simplesmente ser.

Tacamos uma pedra
não pra acertar alguém
mas pra ver até onde o silêncio aguenta.

Família.
Não é quem divide sangue. É quem divide silêncio sem constrangimento.
Quem fica quando não sobra nada bonito pra oferecer.
Quem te chama à razão sem te diminuir.
Quem segura a barra quando você já largou tudo por dentro.
Família não é perfeita, é funcional.
Se dói o tempo todo, não é laço, é peso.
Se exige que você se apague, não é amor, é controle.
O resto é discurso pra enfeitar abandono.

O livro é um guia sábio que nos conduz através das páginas da sabedoria, mas é no silêncio da reflexão e no diálogo interior que encontramos as respostas que buscam. A verdadeira aprendizagem se dá quando nos tornamos ativos na busca do conhecimento e na aplicação das lições que recebemos.

Exercícios de Pensar


Texto III – Escrever


Escrevo porque o silêncio, às vezes, mente. E porque há verdades que só existem quando encontram palavras.


A minha escrita não resolve o mundo, mas impede que ele se torne completamente opaco.


Cada texto é uma tentativa imperfeita de dar testemunho ao tempo, antes que ele se perca. Escrevo para não apodrecer por dentro.


E, se possível, para partilhar essa podridão consigo, que me lê.

Verdade!!!



A verdade é um silêncio eloquente,
Um sussurro que ecoa no coração da gente.
Não precisa de voz, não precisa de som,
Ela é, simplesmente, a essência do ser, sem dom.


O homem que a carrega é um templo vivo,
Um guardião da chama que arde, intocável e divino.
Sua alma é um espelho que reflete a luz,
A verdade que brilha, sem sombra de dúvida ou cruz.


Ele não precisa falar, não precisa gritar,
A verdade o envolve, como um manto de paz, sem igual.
Ele é a aurora boreal em ação, a justiça em movimento,
Um farol que ilumina, em meio ao turbilhão do tempo.


A verdade é imaculada, pura e intacta,
Não se deixa corromper, não se deixa manchar.
É a rocha que resiste, ao vento e à tempestade,
A verdade que permanece, inabalável, sem idade.


O homem que a carrega é um herói anônimo,
Um guerreiro da luz, que enfrenta o desafio.
Ele não busca aplausos, não busca reconhecimento,
A verdade é seu prêmio, seu refúgio, seu coração.


Leila Boás 04/12/2025

A voz do Silêncio.



O silêncio é como a luz no vácuo,
Intangível, mas presente, sem igual.
Viaja sem som, sem barulho, sem eco,
Ilumina o coração, sem precisar de sinal.


O homem sábio sabe usar o silêncio,
Como um escudo contra o barulho do mundo.
Ele se refugia no silêncio,
E encontra a paz, o equilíbrio, o profundo.


No silêncio, ele encontra a clareza,
A sabedoria, a intuição, a visão.
Ele ouve a voz do coração,
E sabe distinguir o certo do errado, sem confusão.


A luz no vácuo é constante, imutável,
O silêncio é a mesma coisa, inalterável.
Ambos são poderosos, ambos são fortes,
E o homem sábio sabe usar esses dons, com sabedoria e sorte.


No mundo moderno, barulhento e agitado,
O silêncio é um refúgio, um oásis, um porto seguro.
O homem sábio sabe encontrar o silêncio,
E nele, ele encontra a paz, a tranquilidade, o amor.


Leila Boás 04/12/2025

Fio condutor. No vasto cosmos, onde estrelas dançam,
E o silêncio é quebrado pelo som do tempo,
A fé é o olhar que transcende o horizonte,
Confiando que, além da matéria, há um destino.


Nosso corpo, efêmero, feito de poeira e pó,
Volta à terra, ao ciclo eterno da vida,
Enquanto a alma, liberta, ascende ao céu,
Atravessando o universo, em busca do lar.


No terceiro céu, Deus espera,
Para acolher a alma que retorna ao lar,
Com a certeza de que a jornada foi um aprendizado,
E o intendimento te mostra que o amor sempre foi o fio condutor do universo.
A fé o farol que ilumina o caminho. Aesperança o vento que impulsiona a alma,
Rumo ao infinito, rumo ao lar divino,
Onde o amor é a resposta, e a paz com Jesus é o destino. Leila Boás 13/12/2025

⁠Somente quando a alma está em silêncio é que podemos escutá-la.

Se você esmaga uma barata sob o sapato, o mundo aplaude em silêncio: herói anônimo, salvador do asco, executor do invisível inimigo que rasteja nas sombras da cozinha. Ninguém chora pela carapaça estalada, pelo corpo achatado que some no lixo. É justiça prática, vingança contra o repulsivo, o que fede e contamina. Mas mate uma borboleta — ah, que crime! Suas asas iridescentes, pintadas pela alquimia da natureza, tremem no ar como um verso de Mallarmé. Esmagá-la é vandalismo contra a beleza, profanação do frágil milagre que dança no jardim. De herói a vilão em um piscar de antenas. Eis o enigma: o julgamento não reside na morte, mas no estético que a encobre. A barata é o feio encarnado ,crocante, marrom, legionária das trevas, merecedora do extermínio por sua mera existência. A borboleta, em contrapartida, é o belo efêmero, embaixadora do verão, cujo voo evoca a alma poética que lateja em nós. mata-la fere nossa própria sensibilidade, como se o sangue colorido manchasse o quadro da vida. Aqui começa a tirania do olhar: a moral não julga atos, mas aparências. O que repele é punível; o que encanta, sagrado. Essa dicotomia revela o abismo humano: vestimos a ética com roupas de nosso gosto. O herói mata o monstro disforme; o monstro, ele próprio, devora a flor alada. Filósofos como Kant sussurraria sobre o sublime no terror da barata, enquanto Nietzsche riria da fraqueza que poupa a borboleta por vaidade. No fim, somos prisioneiros do espelho: o que é belo absolve, o feio condena. E assim, entre o estalo da barata e o adeus da asa, ergue-se o tribunal supremo, não da razão, mas da retina.

A pior das angustias do autor é o silêncio, ainda que se tenha muito a dizer, o silêncio calmo é uma das poucas horas onde o depois nasce com nova aurora.

Cada indivíduo carrega consigo as histórias não contadas de seus antepassados, moldando
silenciosamente seus destinos. Ao honrar essas histórias e integrar suas lições, encontramos o caminho para a plenitude.

Já vi palavras pesarem
Mais que o mais duro silêncio
Por isso escolho cuidado
Mesmo quando eu tenho argumento
Não me movo pelo impulso
Nem pela vontade de ganhar
Tem força em quem se preserva
E sabe quando falar

Silêncio firme protege mais do que diálogo honesto com quem não joga limpo

Gotinhas de Amor que Relatam
Ariana
Quando o Silêncio Também Fala
O Olhar Atento
Durante o período de estágio, a observação diária revelou algo que os registros formais não mostravam. Ariel, uma criança do maternal, era carinhoso, tranquilo e despertava afeto em todos. No entanto, não falava. Seu silêncio não era desinteresse. Seus olhos brilhavam ao observar a lua, como se ali houvesse um lugar seguro para existir.
Ariana, sua irmã mais velha, demonstrava maturidade incomum para a idade. Sua personagem favorita era Alecrina — uma figura forte, determinada, quase protetora. Suas escolhas simbólicas diziam muito sobre o que ela precisava ser naquele momento.
Os Sinais no Desenvolvimento
A ausência da fala em Ariel e a postura defensiva e adulta de Ariana chamavam atenção. Não como diagnóstico, mas como sinais. A observação sensível permitiu compreender que o comportamento das crianças era uma forma de comunicação — uma resposta a vivências que ultrapassavam a infância.
A Rede de Proteção
Com o tempo, a escola tomou conhecimento de que as crianças haviam sido vítimas de violência intrafamiliar. A mãe perdeu a guarda, e Ariel passou a viver sob os cuidados da avó. A atuação da rede de proteção foi fundamental para garantir segurança, estabilidade e acompanhamento.
O Papel da Escola
A instituição não questionou, não expôs, não pressionou. Respeitou o tempo. Criou rotinas previsíveis, ambientes acolhedores e vínculos seguros. A escola foi espaço de reconstrução silenciosa — onde o cuidado veio antes da palavra.
Reflexão ao Educador
Nem toda criança consegue contar o que viveu.
Mas toda criança mostra.
Observar é um ato de proteção.
E, muitas vezes, é o primeiro passo para salvar uma infância.

Poesia é a harmonia sagrada
entre o silencio e as palavras...