Dor de um Homem

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Dor na farsa


⁠O nosso "nós" era um teatro,
uma peça de um cenário, cruel.
Brincamos de amar com roteiro,
um ensaio dedicado na ferida, do mel
que se revelou veneno.
E quando a cortina fechou,
A verdadeira luz se acendeu,
a farsa desmoronou em pó.
Não era amor, mas técnica,
uma coreografia perfeita.
A única coisa real era o tempo,
E a única promessa cumprida,
foi o sofrimento.
Aquela dor que, ironicamente,
Também fingimos sentir,
para que, no final, ela fosse
a nossa única verdade,
crua e ilimitada.

O nosso consolo, é que uma hora tudo vai passar.
O dor passa, o choro passa, a agonia passa e o mal estar.
A ferida cicatriza e para de sangrar.
Pois, não há mal que dure quando a gente acredita na força do amor, do perdão e da fé.

A paz de Deus não é ausência de dor,
mas a presença divina no meio dela,
um amor que guarda, cura e renova,
fazendo nossa alma florescer outra vez.

A cura virá quando você soltar a dor,
não mais segurar o que fere o coração.
Desvie o olhar do sofrimento,
e ancore a alma no infinito do amor.
É no abandono do medo que você renasce em paz,
e o amor é a luz que transforma toda ferida...

A dor que você ignora no seu cliente é a lacuna que seu concorrente irá preencher.

Eu não sou médico. Mas sou humano.
E é da minha humanidade que nasce essa dor silenciosa, essa indignação cravada no peito e essa tristeza que carrego como um eco de muitas experiências, minhas e de tantos outros.


Porque, na essência mais dura e real, a medicina tem se afastado do amor.


Nos corredores frios onde se deveria escutar a esperança, ecoa a pressa.
Em muitos olhares, vejo o cansaço… mas também a ausência. A ausência de presença.
Vejo decisões tomadas sem escuta, tratamentos aplicados sem preparo, protocolos cumpridos sem alma.


E a pergunta que grita dentro de mim é:
em que momento deixamos de enxergar o outro como ser humano?


Quantas vezes vi pessoas enfraquecidas, sem o mínimo de condições físicas, sendo submetidas a procedimentos agressivos, não por maldade, talvez, mas por automatismo, por insensibilidade, por uma confiança cega nos processos.
Quantas vezes observei diagnósticos mal conduzidos, ausências de investigação, condutas impessoais…
E tudo isso, por vezes, diante da total ausência de quem deveria olhar, ouvir, acolher e, principalmente, cuidar.


Mas essa culpa, não é só de quem executa.
É também minha.
E é também sua.
É de todos nós.


Culpo-me, sim.
Culpo-me pela falta de coragem em certos momentos, por não questionar, por não insistir, por não exigir o que era justo.
E todos nós, de alguma forma, deveríamos nos culpar também.
Pela omissão. Pela passividade. Pela falta de atitude diante do que sabíamos que não estava certo.
Deveríamos nos culpar por não nos aprofundarmos nos temas, por não buscarmos entender, por delegarmos tudo a quem, muitas vezes, sequer nos escutou.
Deveríamos nos culpar por termos nos acostumado a aceitar qualquer coisa sem lutar, sem perguntar, sem pedir ajuda.


Porque enquanto aceitarmos com silêncio, profissionais continuarão tratando a vida como plantão.
E plantões, por mais importantes que sejam, não podem ser apenas relógios a bater ponto.


Sinto, e profundamente, o que tudo isso tem causado:


Sinto a frustração de, muitas vezes, não ter voz num sistema que frequentemente se mostra cego.
Sinto o desconforto de saber que decisões são tomadas como se o fim já estivesse decretado.
Sinto a dor de quem ainda tem fé… e encontra frieza.
Sinto o vazio deixado por ausências, de presença, de escuta, de compaixão.
Sinto a indignação de testemunhar que, por trás de muitos jalecos, o cuidado virou função, e não mais missão.


Não é uma acusação cega.
É um chamado.
É um clamor por consciência.


Falhamos, sim, falhamos como sociedade quando permitimos que a vida seja tratada como um detalhe.
Falhamos quando deixamos que o sistema engula o indivíduo.
Falhamos quando banalizamos o sofrimento alheio, como se não pudesse ser o nosso amanhã.


Mas aqui faço uma pausa necessária:
não quero, de forma alguma, generalizar.
Existem, sim, profissionais incríveis, médicos e equipes que ainda preservam a essência do cuidado, que escutam com atenção, que sentem com o paciente, que tratam com humanidade e zelo.
Esses profissionais existem, e a eles, minha profunda admiração.
Mas o que relato aqui nasce das experiências que tenho vivido e presenciado e, talvez, eu esteja enganado, mas os bons profissionais da área de saúde parecem estar se tornando raros.
Espécies em extinção.
E esse texto não é um ataque, mas um pedido urgente para que essas exceções voltem a ser a regra.


Podemos fazer diferente.
E é isso que peço:
Que cada um de nós volte a exigir.
Que cada um de nós volte a se importar.
Que cada um de nós volte a cuidar, inclusive de quem deveria cuidar de nós.


Só assim forjaremos uma nova geração de profissionais.
Profissionais que amam o que fazem.
Que estudam além do óbvio.
Que escutam o que não está no prontuário.
Que reconhecem, em cada paciente, uma alma e não apenas um caso.


E talvez, só então, a medicina volte a ser o que nasceu para ser:
uma extensão do amor.


E que esse amor nos cure, a todos.

Quanto mais rápido você tomar o remédio, mais rapidamente a dor irá passar.⁠

A DOR NOS TORNA FORTES


Nem tudo que dói é castigo às vezes é Deus lapidando você em silêncio. Nem tudo que acabou foi perda algumas coisas só precisam terminar para te libertar. Não desista por causa do cansaço o milagre pode estarão um passo do seu limite. Deus não te esqueceu de apenas estar trabalhando em silêncio. Às vezes crescer dói porque exige deixar versões antigas descer mesmo para trás. Há recomeços que nascem no meio do caos quando ninguém mais acredita. Você é feito de tudo o que sobreviveu. As dores que o tempo não apaga, mas ensina a olhar de outro jeito. E quando tudo fizer sentido, você vai agradecer por não ter desistido.

⁠Ela não conheceu a dor,
já nasceu flor.
Em seu coração transborda
o mais puro amor.
Ela é esperança,
poesia que encanta.
Ela jamais sentirá dor...
Pois nasceu flor,
ela é o amor.

OUTRA PARTE DA DOR
Quando
contra ti
Se abrem terríveis as cortinas da Angústia
E dão voz às Lagrimas
Que Sobre o teu Rosto
Passeiam secamente
E ao mundo contra ti
Solenemente
Proclamam horas de desgosto
Sou eu que sinto
E não minto
A outra parte da dor que não toca
teu nebuloso coração,
esta parte da dor só a mim pesa

esta parte da dor só e mim pesa!
Só a mim MESMO...
A dor
Que tua alma não toma,
Parte que falta
Da dor que te dói
Em mim
Vive perdida
Partida
Refugiada
Dói amargamente
E dolorosamente.

⁠O sofrimento e a dor são, o grande tecido da vida, com pequenas conta-gotas de alegria. Viver sorrindo o tempo todo, é a forma que muitos encontram para tecer este tecido, porém, também é uma forma de auto enganar-se, pois a realidade no dia-a-dia, nos confronta com o caos preponderante!


Olhar o mundo de forma a ver ele maravilhoso, é inspirador, mas, a cada passos dados na vida, são indicadores que um dia ela terá seu fim ! Viver o presente, é sonhar...

Compreender é olhar além da própria dor.
É aceitar que cada um carrega suas batalhas.
A compreensão evita julgamentos desnecessários. Ela aproxima corações e cura relações. E traz leveza para a convivência diária.

Um sorriso bonito não esconde a dor de um sentimento amargo

Com o amor eu vivo.
Com a dor eu cresço.
Com a fé, eu me fortaleço
e com esperança eu prossigo,
se Deus quiser!

Precisamos de um mundo
onde haja menos dor.
Um mundo com mais tolerância, mais paciência, humildade,
muita paz e mais amor.

Assim como não existe vacina para arrependimento
não existe também nem um remédio para dor na consciência ou remorso por qualquer acontecimento ruim
que consequentemente devido a teimosia e falta de bom senso de alguns
possa vir a prejudicar ou condenar ao fim
o destino de muitos

⁠Quem cala talvez tenha a consciência limpa, tranquila e sofre a dor e o peso das acusações das quais é inocente
e não porquê consente.

A saudade que você me faz é tanta, que se transformou em dor no peito. Um sentimento materializado dentro de mim.

Um intervalo onde a dor aprende a não fazer barulho. Onde o corpo aprende a suportar mais um pouco. Onde ninguém vence, ninguém perde — todos apenas continuam. Isso não é fracasso moral. É o retrato exato do que acontece quando a sensibilidade sobrevive tempo demais sem testemunhas.

Entre o medo e o ir — a hora da despedida

É na dor vivenciada ao longo da vida que aprendemos a nos reconstruir.
Na existência, muitas vezes somos atravessados por fases tão desafiadoras que chegamos a pensar que não resistiremos. Isso acontece porque, por vezes, esquecemos que o verdadeiro intuito do existir é justamente viver, e vivenciar a travessia e seus processos.

Nos últimos dias, experimentei uma das fases mais desafiadoras deste tempo: a despedida da minha matriarca, sobretudo pela incumbência que me foi atribuída, a de instruí-la no caminho de volta para casa, ensinando-a a livrar-se da bagagem do medo de seguir.

Foram dias tão complexos que confesso: até me esqueci de que outrora o fiz com maestria, quando o desígnio era menor e não requeria tanto sentimento envolvido. No entanto, estar vestida da própria pele — sendo eu agora a filha, e ela, a mãe — quase me fez trepidar. Quero dizer: cheguei a desejar sair da roda e transferir tanto o papel quanto a responsabilidade a outrem.

Porém, aquele momento que parecia interminável fundiu-se de mãos dadas ao crepúsculo, hora tão reverenciada por aquela mulher aguerrida durante os cultos realizados diariamente, desde que encontrou seu maior refúgio: a consciência do existir.

Finalizada a travessia dela, sentei-me na pedra posicionada aqui dentro de mim, à esquerda do peito, e chorei. Não pela sensação de dever cumprido, mas pela saudade imensa das lembranças de tudo o que vivemos — impressas em mim desde que este meu mundo é mundo.