Dor de um Homem
Depois de muita dor de cabeça, decidi: nunca mais compro celular usado em classificados ou brechós. Comprei dois e os dois vieram com defeitos. Triste perceber como a honestidade anda em falta.
Há pessoas que carregam uma doença silenciosa: a mentira. Não sentem dor por mentir, mas causam dor em quem acredita.
A dor é um processo pelo qual todos nós passamos, e é por meio dele que somos aperfeiçoados nas mãos de Deus!
A dor que persiste muitas vezes é aquela que, por algum motivo, não tentamos resolver no passado, mas não é o motivo de não se perdoar pelo aquilo que poderia ter feito.
eu fui saudade o sal no rosto, a dor solitária, a angústia que ecoava no peito.
Mas já não habito esse corpo ferido.
Hoje estou livre.
Desço ao mar para sentir o sereno no rosto, o toque das folhas, a brisa que me atravessa.
Estou vivo.
Resistir a dor de uma alma lacerada
Dói de tanto sentir, alma desamparada
Agarro me a fé, deixo me ir ...
É difícil resistir, dói de tanto sentir
Meu desejo é partir, deixar de existir
Minha alma perdida ... ferida
quero mesmo essa partida ....
meu grito interior, esconde a dor sentida
Tenho medo de viver ...
Não tenho medo de morrer ...
Se eu soubesse; não queria nascer
Tenho vontade de apagar meu ser
desligar meu sofrimento, partir
Não quero existir, persistir
No jardim que o silêncio cultiva,
a mão que acolhe não fere a haste.
Se a dor é maré que nos deriva,
que o afeto seja o que nos baste.
Pois na areia de cada destino,
entre a fúria e o manso carinho,
o gesto humano, puro e divino,
é, enfim, a flor sem espinho.
Ainda Há Cacos Espalhados
Eu ando em pontas, lento e distraído,
Pois sei que a dor não foi de todo embora.
A ferida fechou, mas o chão, o meu chão querido,
Guarda o que foi quebrado, mesmo que lá fora
O mundo ache que o tempo já cumpriu o seu castigo.
Ainda há cacos espalhados no tapete,
Fragmentos de um espelho que não soube mentir.
Eu tento varrer, juntar no meu colete,
Mas há estilhaços que insistem em luzir,
Lembrando-me de cada passo que se repete.
A mão que tateia a escuridão é a mesma
Que um dia segurava o vaso inteiro.
Agora ela recolhe a dor, essa gema
Transparente e cortante, sem um paradeiro
Certo, apenas o peso de uma descrença extrema.
É preciso ter cuidado ao recomeçar,
Pois a pressa faz o pé sangrar de novo.
A cura não é um instante, é um lugar
Onde aprendemos a coexistir com o povo
De fantasmas que a memória teima em guardar.
E eu respiro fundo, sabendo que amanhã
O Sol vai nascer sobre os pedaços que restaram.
Não para uni-los, mas para que a manhã
Me encontre a caminhar, mesmo que me custaram
O peso e a prova de que nada é mais de lã.
Ah, água do mar,
apaga qualquer dor
que por aqui passar.
Remove os vestígios
da maldade do mundo
e faz com que
suas ondas levem
tudo o que for negativo.
No palco da dor
O coração é o protagonista
Minha mente é a antagonista
Meu sentimentos são os coadjuvantes
E quando eu me dei por mim
Haviam folhas por todos os cantos
folhas onde depositara tanta dor
Agora estava tudo jogado
Tentei sem exito me levantar
mas assim como minha dor
eu estava presa ao chão
juntei forças para reorganizar
Eu tinha quatro válvulas de escape
uma se quebrou
outra me quebrou
restou apenas as folhas e uma válvula
Assim meu choro não será ouvido
Assim as palavras serão registros
Assim vou me fazendo raiva
Assim eu posso me enganar
Não existe dor maior do que perder alguém com quem construímos memórias que o tempo nunca poderá apagar.
