Dor de um Homem
Oi pai, tem piedade de mim,
Que essa dor não cabe no peito não.
Não é faca, nem é ferida,
É traição rasgando o coração.
Promessa feita no travesseiro,
Virou riso na boca de outro alguém.
A cangaia veio sorrateira,
Me deixou sem rumo e sem ninguém.
Eu era rei desse amor bandido,
Hoje sou refém da solidão.
A cangaia passou na minha vida,
Fez do orgulho pó no chão.
Eita cangaia agonizante,
Quebrou os chifres sem compaixão.
Foi de lá pra cá, sem rumo, sem pena,
Fez morada no meu coração.
Dói demais, dor extravagante,
Devastadora, sem explicação.
É dor de corno, é dor constante,
Depois da cangaia só resta a canção.
Hoje eu bebo pra esquecer teu nome,
Mas ele insiste em me acompanhar.
Chifre quebrado dói menos que saudade,
Quando a verdade resolve machucar.
O quilombo é caminho, é gira, é resistência viva.
Reconhecer-se é libertar a dor
e fazer da memória um lugar de cura.
Entre Cicatrizes e Flores
Entre cicatrizes e flores a vida seguiu seus rumores nem dor foi embora mas cada pétala agora é memória não fere mais é força que o tempo traz florescer depois da queda é o milagre que a alma herda
Com o coração na mão, venho humildemente pedir perdão se, na minha imaturidade, causei-lhe dor ou lágrimas. Apesar dos erros, jamais me arrependerei de ter cruzado o seu caminho. Foi um privilégio conhecê-la.
A lembrança daquela sexta-feira no Parque 13 de Maio ainda brilha. Foi uma tarde roubada, onde rimos e andamos lado a lado, sentindo-nos eternamente jovens no centro de Recife. A magia daquelas poucas horas foi absoluta. De sua voz ao seu olhar, cada detalhe está gravado em mim. Tivemos uma conexão de alma, e isso faz de você inesquecível.
Sinta a minha admiração e meu respeito. Este é um pedido de desculpas que transcende as palavras, nascido da sinceridade de meu coração.
Por que guardar a dor, o luto, a mágoa?
Se o amor partiu, levou também a água
Que regava o jardim do nosso sonho vão.
Agora só há terra seca e solidão.
O coração, ferido, pulsa em câmara lenta,
Lembrando cada toque, a chama, a tormenta.
Mas o que foi, findou. Não volta a ser, jamais.
Deixe o tempo levar, para que haja paz.
Nem toda dor que o outro sente é causada por você. Às vezes, é a história dele, as feridas dele, os medos dele — e você vira o alvo mais próximo.
GATO SEM SALÁRIO
Procura-se um procurador, mas sem dor...
Apenas para fazer procuração, mas não é para procurar ninguém por aí, se não me entende vou ser mais claro... A história é do gato e do rato...
O gato vivia procurando no mato, o rato vivia procurando no sapato....
O gato não encontrava o rato, e o rato atrás do sapato
O gato vivia embolado, caçando formiga porque não tinha nem pedaço magro de um rato
O rato queria queijo, resto de comida, qualquer coisa seria lucro, mas ele é mestre em não fazer barulho, ou quase nenhum..., mas é todo estabanado, derruba as coisas, dá tudo errado e logo é capturado, aí o dono diz: Pra que serve esse meu gato que vive no mato?
Aprendeu a comer ração e não come rato...
Vai ficar com fome a partir de hoje... vai ficar magro! Procurou, procurou e procurou no lugar errado!
Aqui é um local onde se procura por um procurador, como falei, não o que procura a dor, mas que faz procuração, mas não procura ninguém, espera.... vou tentar explicar de novo...
Essa é a história da galinha que saiu do ovo!
Essa vivia procurando alguém... dizem que a 1ª. Galinha nasceu no além, alguns dizem Jerusalém, eu não sei de nada... que assim seja ou amém?
Mas eu falei que ela nasceu do ovo?
Olha essa história de novo...
Se achar a resposta, digo que tá louco...
Quem veio 1º.? A galinha ou o ovo?
Essa resposta você pode procurar... não sei se vai encontrar... não é tão difícil... basta pensar... me avisa se conseguir encontrar....
Então, estou à procura de um procurador, mas não o que procura a dor, mas aquele que entenda a cor que tem cada sabor que se conecta nas ondas vibratórias do amor, que transforma a dor, e se tornou o maior e grande procurador!!!!!
Mãe
Boaventura Bonfim
Vi minha querida mãe ir-se embora
Agonizando em uma dor pungente
E eu, o que fazer naquela hora,
Se até o médico viu-se impotente?
Como era grande a dor que ela levou
Em seu belo coração que foi embora,
Tão grande quanto a dor que ela deixou
Em nosso pobre coração que inda chora
E o homem de branco todo arrogante
Com ar de quem sabe tudo e pouco faz,
Naquela hora foi insignificante
E hoje só nos resta lamentar
A perda daquela amada que jaz
E só o tempo nos vai acalentar.
Quando você perdoa várias vezes o mesmo erro, acontece algo muito cruel:
a dor não some — ela só fica guardada.
E cada repetição machuca mais, porque além da ferida vem o pensamento:
“Eu avisei… eu tentei… eu acreditei de novo
Os erros cometidos no passado perpassam a história para além da dor de tê-los vivenciado. É preciso levá-los consigo, ainda que aversa a isso seja a consciência de que se caminha sobre pedras pontiagudas que perduram no coração à medida que decidimos prosseguir e que, por conseguinte, fere-nos os sentimentos. O amadurecimento não deve, pois, ater-se à tentativa de extirpar o passado da essência com que nos imbuímos enquanto tomávamos decisões que modelariam o nosso rumo; afinal não se utilizam também os tijolos mal cozidos para erguerem-se impérios? constituem a consciência tanto o conhecimento obtido naturalmente através dos anos de sua trajetória quanto aquele forjado na angústia do caos. Assim, é certo que a trajetória da vida há de nos fazer titubear e cair em um dado momento, mas a força com que nos levantamos e a prudência e autoconhecimento que adotamos após a queda agregarão razão à dor — uma vez conhecida a tormenta, luta-se para evitá-la. O lamento é inevitável, mas deve ser mediado pela vontade de prosseguir, de não tornar ao ponto de impotência. Eis o constituinte basilar do enfrentamento de desafios: a consciência de si próprio, ainda que através do sofrimento.
SE ELA PRECISAR
Se ela precisar chorar de tristeza, ela chora. Se ela precisar sentir a dor de uma ingratidão, ela sente. Se ela precisar ir, ela vai. Se precisar deixar partir, ela deixa. Tudo que sente é um exagero! Mas,em pouco tempo ela tá de volta. Ela é dona de uma força que sempre transborda. Ela é dona de uma FÉ que é sua base, sua blindagem, sua escolta.
