Dor de Amor
Sofrer por amor já não é mais dor, depois de tanto terror o medo me dominou, se não amo mais, dor não sofro mais.
Recuso a acreditar que o amor pode dominar o que por tanto tempos quis guardar, guardo meu coração diante dessa ilusão que é querer amar.
Que jamais nos falte empatia e amor, para entender a lágrima escondida na dor. Pois ajudar o próximo também é curar aos poucos a própria solidão. Nesse mundo tão frio e cheio de cicatrizes, ser bondade hoje é o que nos faz feliz. Porque quem espalha luz mesmo ferido, descobre que nunca esteve perdido.
Eu, penso assim:
DEUS não atrai ninguém pela dor,
mas pelo amor.
Pela dor, a pessoa se converte,
depois que a dor passa,
ela se afasta de DEUS.
Pelo amor , mesmo na dor,
ela permanece,
na sua fé em DEUS.
*O Amor que se vai*
.
Um coração sem amor não deixa rastros ou dor, iguala-se ao tempo escasso, quase sem tempo,
que passa depressa como o vento
lá fora, sem esperar.
Um mundo sem amor é como um
corpo sem vida, tendo no tempo,
o vazio da emoção. Desvanece,
esquece, ficando a razão.
Dentro, tudo quieto e calmo, sem cor,
quase parado, energia chega, alegria
se vai, como o sopro da tempestade,
que cai ecoando sons fortes, que leva
os medos junto aos raios.
Quando a primavera vem,
a natureza renova-se.
Novos ares, novos tempos,
levando as chuvas e os ventos,
nem tudo é calmaria.
As plantas, as flores, as cores e seus
perfumes, mostram-se, exalam-se, transformam-se, enchem-se novamente
de esperanças, os corações vazios,
adormecidos, de um sentimento qualquer.
Um coração que insiste sem amor,
endurecido fica, nem o Sol, nem a Lua,
nem o encantamento e calor não há.
Iguala-se ao vento do lado de fora.
Olha, bate, bate se debate na janela,
sem poder entrar.
.
Ademilton Batista
Brasil Bahia Itabuna
Anos - 2013
Do Livro Vencendo o Tempo pg104
.
*Poema premiado no Concurso Nacional de Novos Poetas Sarau
Brasil, em 2017, em livro impresso
Vencendo o Tempo *2020* e,
também, o primeiro trabalho do autor
Ademilton Batista a receber uma premiação nacional, estreando,
assim, as suas próximas participações e premiações em concursos, antologias e declamações pela America do Sul (Venezuela, Colômbia, Argentina e Chile), Europa, ( Italia, Espanha, Portugal) Ásia (Bangladesh, India), e, mais recente em 14/05/2026, foi declamado na Rádio FM, Frequência Mum No Programa Hora Mágica, na Cidade de Luanda, Angola, África,
para o mundo. Muito feliz com desempenho do Poema
*O Amor Que se Vai* ele cumpriu
fielmente o seu destino literário.
Bah…
depois que a dor acalma um pouco,
a gente entende uma coisa importante:
nem todo amor nasce pra ficar.
Alguns chegam só pra ensinar.
Ensinar que coração forte não é o que nunca sofre,
é o que sofre
e ainda assim continua acreditando na vida.
Porque perder alguém
não pode significar perder a si mesma.
E uma gaúcha de verdade pode até chorar escondido,
mas nunca deixa de seguir estrada.
Por que guardar a dor, o luto, a mágoa?
Se o amor partiu, levou também a água
Que regava o jardim do nosso sonho vão.
Agora só há terra seca e solidão.
O coração, ferido, pulsa em câmara lenta,
Lembrando cada toque, a chama, a tormenta.
Mas o que foi, findou. Não volta a ser, jamais.
Deixe o tempo levar, para que haja paz.
Se o amor fosse a dor, certamente nunca me deixaria. Porque a dor sempre volta, mas o amor… sempre vai.
Amor eterno
Nossa vida é movida pelo teu amor,
Sem ti, seríamos sombra, inércia e dor.
Contigo, o mundo desperta e se move,
É tua presença que nos faz ir além.
A motivação renasce a cada amanhecer,
No zelo de cuidar e em ti se reconhecer.
Saber que ainda precisas do nosso cais,
Dá sentido aos dias e paz aos nossos ais.
O amor que sentimos não impõe condição,
É entrega absoluta de alma e coração.
Pois, se um dia o teu brilho se apagar,
Tudo o que resta em cinzas irá se tornar.
— Roseli Ribeiro
“Há um momento em que a dor não vem da falta de amor, mas da sensação de que tudo o que foi dado jamais encontrou abrigo no outro coração.
Porque quem ama sozinho começa, aos poucos, a se calar. E não é por sentir menos, mas por se cansar de oferecer o que nunca volta na mesma intensidade.”
O preço do amor
Em meio a dor
Descobri o que é o amor
E percebi que sem ele nada sou
Ele vale mais que todas as riquezas
Que todos os dons e conhecimentos
Mais que respirar é o preço de amar
Quando estava no abismo
Ele me resgatou
E carregou em si toda a minha dor
Onde tudo começou
Com ela aprendi o que é amor
Sacrifício e dor
Em meio a simplicidade
Eu via sinceridade
Nunca serei capaz de recompensar
Os anos que a mim
Ela dedicou
Mas enquanto eu viver
Irei falar sobre o seu amor
Amor da Despedida
A felicidade é passageira;
A dor é eterna.
O amor existe por meio da dor,
Assim como a dor existe pelo amor. Eles se completam.
Pois são os sentimentos que carregamos até os confins do nosso ser,
Até o apagar de nossa vida.
Um último suspiro.
Um último olhar.
Uma última lágrima que escorre pelo nosso rosto... descendo pela face até tocar o chão.
Os olhares nos dizem muita coisa; revelam até mesmo a dura verdade
Que tentamos, em vão, esconder de nós mesmos.
Uma última despedida.
Um último "Eu te amo".
Um último movimento das minhas mãos...
O lápis escorrega e cai no chão.
O grafite se quebra, exatamente como o meu coração um dia já se quebrou.
E, por fim, o fim chega.
Chega até mim.
Para pôr a mim mesmo, um fim.
Há Muita Dor, Mas Há Mais Amor
Sorrateiramente, memórias da infância me invadem e me fazem romper com o cotidiano.
Na lembrança, apresenta-se uma figura aterrorizante, um clichê de tirano.
Do meu quarto, sinto o odor do cachimbo, enquanto o desprezo em seus olhos exala ódio.
Mas ainda posso ouvir, da janela, apesar da tarde taciturna, as vozes das outras crianças brincando.
Do terceiro andar, fantasio-me brincando com elas no térreo, pois nem concebo a ideia de descer.
Por instinto, aguardo o déspota adormecer ou sair de casa, para que eu possa me divertir.
De repente, o interfone toca. Ele atende e, após alguns berros, sai depressa pelas escadas, entra no carro e me liberta.
Faço meus afazeres escolares; minhas irmãs dormem, minha mãe está no trabalho — e agora desobedecer é o mesmo que viver.
Viver é muito melhor que sonhar, e entrego-me de corpo e alma às brincadeiras, com minha pipa e meu pião.
Já estou sujo de terra como os amigos; ganhei pipas, perdi o pião, e acendi a chama do meu coração.
Minha alma é invadida pela alegria de ser criança — sinto que venci o mal.
Porém, subitamente, escuto a cavalaria do inferno através do escape velho e barulhento.
Corro mais rápido que no pega-pega, subo as escadas para que não perceba que estive brincando.
Entro direto no banheiro, tomo banho e começo a chorar, pois sei o que está por vir.
Você entra, espera que eu termine o banho e me surra com a mangueira que usou para lavar o automóvel.
E sofro mais uma das infinitas violências daquele a quem um dia chamei de pai.
Por esses episódios, passei a vida acreditando que não deveria ser pai, pois às vezes me via reagindo de forma igualmente inclemente.
Entre tantas escolhas, esse pensamento sempre permaneceu, por temer que um dia eu me tornasse como ele.
Arrependo-me profundamente, porque as decisões que tomei castigaram minha alma e me amaldiçoaram até recentemente.
Ainda que tardiamente, ser pai foi a melhor ventura que me aconteceu.
A importância de sê-lo é reconhecer a mudança e lançar esperança ao futuro.
Mas o mais especial para mim foi descobrir que, apesar de toda a dor que carrego, ainda sou capaz de dar e receber amor.
DRAL
Enquanto o amor não chega, irão te manietar!
Essa dor ficará até latejar;
Quando nascer o amor, tudo começará a mudar;
Essa sempre vicejará no caule do valor.
Ninguém amará, se não se libertar!
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