Dor de Amor
Uma brisa fria, um por do sol com os brilhos refletindo em seus olhos, avermelhando os contornos de seu corpo, salientando o tom de seus lábios ao pensar com um suspiro triste onde ele se encontra?! Esse sol esta se pondo e com ele minhas perguntas sem respostas. Sigo o caminho com o som do mundo sufocando os gemidos do esquecimento que clamam para não existir. Sonhar não é viver mas viver é um sonho e esse mesmo sonho é o que mantém viva a esperança do acordar em ti.
Semelhante ao esquecimento de um ente querido que se vai, pelo qual só fica a saudade um pouco anestesiada, um "kitsch"(*) compulsório, nosso esquecimento pelos outros passa pelo cansaço que nossa presença causa, pelos traumas e sofrimentos que podemos vir a inspirar. Quando a mente cansa, ela força o kitsch, a banalização dos pesares pelo famoso “eu não tô nem aí” ou por um “não me importo mais”. Se não for um blefe, devemos nos cuidar: pode ser o último perdão e supremo ato de indulgência anteriores ao afastamento da Vida e do Amor.
(*) Kitsch: é uma palavra de origem germânica, utilizada pelo autor checo Milan Kundera para referir-se ao esquecimento compulsório que nossa mente nos impõe, visando evitar o sofrimento por algum fato ou trauma e que geralmente vem em forma de um perdão ou perda de importância dada.
ATRAVÉS DA JANELA DO ÔNIBUS
(...)
As pessoas não nos ouvem porque estão em seu caminho andando rápidas demais, ou então caminhando como zumbis surdos-mudos. Quando sofremos, paramos diante do sofrimento, pois, enfim, algo de extremamente real está a nos deixar perplexos. O conforto da ilusão acaba, e a boa vida, simples, tranquila, é interrompida por algum fato traumático, insólito, estranho. Algo nos arranca da hipnose coletiva e nos põe sozinhos, não por estarmos sozinhos no mundo, mas por nos acharmos fora da catalepsia cotidiana de quem levanta da cama, toma café, põe o mesmo uniforme ou terno e vai para o mesmo trabalho quase que sem lembrar-se em que dia da semana está. Para uns, isso é a glória e o orgulho por se sentir um herói fora do gado humano. Para outros, experiências dolorosas ou alegres, desde que excedam o "script", são sintomas de que estão fora da realidade.
(...)
Naquela noite, não pude dizer nada à garota, pela distância em que me encontrava dela. Os policiais já tinham se encarregado de soccorê-la, além de, eventualmente, servirem de psicólogos de improviso. O gado do ônibus seguia para seu estábulo, bem disciplinado e anestesiado. A garota ficou lá, à mercê do princípio que diz que seres humanos não devem estar fora do convívio social. O ser humano é um animal domesticável, interdependente de seus pares. Nenhum de seus pares parecia lhe ouvir, as manadas humanas lhe passavam sem notá-la. O ritmo do mundo a atropelava e a redoma em torno de nossos ouvidos impedia que seu uivo ecoasse em nossas mentes. Apenas o vidro da janela do ônibus me permitiu ver a paisagem do medo e da perplexidade. A banalidade da Vida veloz e sem conteúdo impera sobre o sabor das lágrimas daquela garota.
("Através da janela do ônibus": http://wp.me/pwUpj-L6)
Cálidas
As rosas cálidas choram sozinhas
Cobertas de um pudor gélido
Se lançam a um prazer refutável
No canteiro do jardim do tédio
As rosas gélidas gemem concisas
Obedecidas pelos cravos da dor
Tão cálidas, pálidas, implóridas
Ajoelhadas no solo do amor
Deitar-me e ir a um profundo inesgotável escuro. Aonde apenas o silêncio alimente minh'alma. Na profundeza da mais sincera lagrima, quero ficar em estaze dentro do meu mundo particular.
Calar-me e omitir a dor que me foi causada, permitindo que fosse avassalador em minha razão e deixando vulnerável a decepções o meu coração. Por gostar de quem não se deve
Não me ensinaram a ser forte e nem a esquecer, mas com o tempo eu descobri que ser forte é saber esquecer.
Joguinho
Ah quando eu te beijar, você vai sentir tudo que passei a te esperar, cada sentimento angustiado e desesperado do tempo que perdeu ao jogar, vou te deixar louco, viciado, vidrado e com cada vez mais vontade de tocar seu corpo contra ao meu!
-RESILIÊNCIA-
"Só a solidão hoje me desperta.
Me fazendo enxergar qual é minha essência;
E que errar não é a fatal indecência
É apenas uma forma de voltar a antiga meta.
Deixando sempre no ar aquele alerta
Pois já foi dito que errar é humano
Sendo assim,não mais me engano
Querendo viver uma paixão ilusória.
Ficando refém do prazer de uma história,
Ao dar vazão a razão de um tirano.
E hoje olho pra trás e a saudade é latente
Me trazendo a lição que aprendi pela dor.
Recusando o suave ensino do amor.
Compreendo que o mal é amigo indigente
Despertando o sentido esquecido e dormente
Da vida e do sonho de um belo futuro.
Hoje não mais de um menino maduro
Mas sim de alguém que aprendeu com o passado
Que a vida é dom precioso e legado daqueles que almejam vencer no presente."
Com tudo que está acontecendo nessa pandemia, ainda existem pessoas que não acordam da sua letargia. Existem duas opções para, o despertar do Ser: uma é pelo amor, a outra é pela dor. Qual das duas você prefere?
COM VOCÊ
Abaixo de zero
Esperar-te-ei
Em polos Sul
Pra baixo sem tu
Estarei
Derreterei ao ver-te
Entrarei em ebulição
Quando lábios seus
Tocarem-me
Sentirei o gelo
Sem queimar
Ao tocarmos
Pele com pele
Acima de zero
Adimirar-te-ei
Em polos Norte
Pra baixo com tu
Nunca estarei
Oh, menina bela!
Onde é que eu me meti?
O destino enlouqueceu
Ou eu enlouqueci?
Por pensar que um caminho
Foi criado para mim
E para ti!
Assim que te vi,
Com certeza
Enlouqueci
Diria eu com grande paixão
O quão bela tu és
De vestes largas, invulgar
Qualquer ser é capaz
De t'amar...
Amor tão largo,
Que dói!
Não te poder falar
Chorar por t'amar
Dói
Assim que te vi,
Com certeza
Enlouqueci
Oh, menina bela!
Onde é que eu me meti?
Por ti, não por mim
Apunhalei um coração
Que doía por t'amar
Que chorava por te querer
Nos meus braços
Oh, doce mulher
O que fiz eu pra t'amar?
Amarga seja esta coita
Que só me faz chorar
Você me consome,
Me devora sem mesmo saber meu nome.
E o meu ser está preso em amarras,
Ansiando para que sejam Liberadas.
Me perco em tu,
Infinito.
As pessoas dizem o tempo todo o que devemos fazer ,que devemos esquecer que é tolice nossa sofrer por alguém que não está nem aí pra gente,mais esquecem que se fosse tão fácil assim não precisaríamos se curar e esse processo demora,antes disso doi, você sente um vazio, a sua alto estima fica lá embaixo,parece que falta algo dentro de você e a cada coisa que você vê dói mais ainda uma dor inexplicável que não desejo a ninguém..Não sou boa com cicatrizes tudo ainda dói bastante em mim,parece que parte de mim se desmorona e o nó na garganta o choro é inevitável...Amar demais dói.
você voltou,
disse que precisou desse tempo.
já faz um ano.
enquanto você partia,
eu me recuperava.
O amor é certeza
e tu vem me dizer que precisou de 365 dias pra decidir se me amava?
Murilo Augusto
Saber de ti, é como procurar uma tarracha em meio à multidão; não sei onde está, mas sei que está por perto.
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Não devia, nem podia, mas ainda tento saber de você, sem perder a promessa que fiz a mim mesmo, de nunca mais te achar.
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Me recompor talvez tenha sido a parte mais difícil de tudo isso, a corrente amarrada em meu pescoço como presente de nosso primeiro encontro, não se desfez, e eu ainda não tenho coragem de desfaze-la.
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O que dói em ti?
Talvez essa não seja a pergunta,
mas,
doeu em você?
Não sei, como, o que, e porque fui pra você. Talvez melhor nem saber.
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Juro aos quatro cantos, que tu passou, e eu mesmo não sei se você foi uma passagem. Você chegou dia 3 e se foi no dia 19 do outro mês, entre idas e vindas, nunca soube se você realmente ficou.
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Não sei me responder, porquê ainda você insiste em não desaparecer de mim? Minha amiga diz que tu fez parte da minha vida, e talvez por isso você nunca desapareça; que ninguém supera, a gente ressignifica.
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R E S S I G N I F I C A R
É atribuir uma nova visão.
Assim espero, que você se enxerge e eu pare de te ver.
Murilo Augusto
Todo o mal que alguém praticar, será cobrado mais adiante. Para alguns, em pouco tempo; para outros, em vidas futuras. Mas nada fica de fora dessa conta. Nem quando surge algum pseudo iluminado afirmando que podemos dissolver carmas. Seria justo que uma pessoa devastasse sua vida e, contraindo um carma pesado com esse ato, fosse lá depois e dissolvesse esse carma? Naturalmente que não. As leis divinas não são passíveis de operações ridículas como essas. Se virou ‘dívida carmica’, não se dissolve: se paga. O lado educativo dessa questão é que o carma, quando vira dívida, pode ser pago com dor ou com amor. Com dor, é a necessidade de suportar o tranco que vier. Com amor, é a disposição de mudar de verdade e profundamente os comportamentos enraizados que levaram a pessoa a cometer a infração da lei cósmica, fazendo-a ter a oportunidade de repetir o erro, e escolher não fazê-lo.
