Dor
Uma dor que corrói por dentro, que destrói silenciosamente, que dilacera a alma e mata aos poucos, arrancando toda alegria, toda esperança, toda vontade de continuar, é uma dor que não grita, mas sufoca; não sangra por fora, mas sangra por dentro, consumindo cada pedaço de quem a carrega, uma dor silenciosa que se esconde à vista de todos, camuflada em sorrisos forçados e respostas automáticas de que “está tudo bem”, um vazio onde tudo parece falso e mentiroso, onde o amor já não consegue atravessar as muralhas erguidas como defesa depois de tantas quedas, tantas trocas, tantas humilhações, tantos abandonos, é o peso de ter sido deixado de lado, de ter se sentido insuficiente, descartável, invisível, é um cansaço emocional que ninguém vê, mas que esmaga o peito todos os dias, esse é o peso que poucos compreendem, porque só entende de verdade quem já sentiu a própria alma se partir em silêncio.
A dor do vazio, de não sentir nada além da insuficiência, de carregar no peito a necessidade desesperada de ajudar e descobrir, a cada tentativa, que suas mãos parecem incapazes de alcançar quem precisa, de se olhar no espelho e enxergar apenas um peso, um incômodo, um fardo que ocupa espaço e consome o ar ao redor, uma ferida aberta que não cicatriza, uma dor silenciosa e solitária que dilacera a alma sem deixar marcas visíveis, enquanto muralhas erguidas pelo medo, pela culpa e pelo próprio sofrimento impedem que qualquer pessoa se aproxime, impedem que qualquer voz atravesse a distância, impedem que qualquer abraço encontre abrigo, e o mais cruel de tudo é saber que, por trás de toda essa escuridão, por trás de toda essa sensação de fracasso e impotência, existe apenas um desejo simples e sincero, o desejo de ser capaz de aliviar a dor de alguém, de ser útil, de ser suficiente, de estender a mão e fazer diferença, mas permanecer preso entre aquilo que o coração implora para oferecer e aquilo que a alma acredita jamais conseguir entregar, condenado a assistir o mundo através das próprias ruínas, carregando a sensação devastadora de que tudo o que você é nunca será o bastante para realizar tudo o que você mais deseja ser.
Reflexão Psicanalítica
“Chore hoje, sofra hoje. Tudo bem sentir dor. Só não esqueça; que recomeçar também faz parte da cura.”
@Suédnaa-Santos
A dor de perceber que o jeito que você escolhe permanecer perto de mim é justamente o que me afasta de você.
Não há dificuldade em se entregar à dor. Mas a covardia e a coragem andam sobre uma linha tênue. De um lado, a negação; do outro, a compreensão.
Hoje a tristeza não é passageira, hoje fiquei com dor a tarde inteira.
Paradoxalmente, é da dor que emerge o mais poderoso combustível da existência humana; são as adversidades, os dissabores e as cicatrizes da experiência que impulsionam a resiliência, refinam a consciência e forjam a extraordinária capacidade de transformar sofrimento em crescimento, tornando cada obstáculo um propulsor da própria evolução.
"Quando aparecer a dor e o sofrimento tente ameniza-los, mas se não for possível, aceite-o como se fosse a purificação do corpo e da alma para vida eterna"
"É uma grande dor, quando dizemos SIM, em função da circunstância ou promessa quando o certo é dizer NÃO"
"A dor mais dificil curar não é a dor do corpo, mas a da alma, fácil de perceber e difícil de curar"
Empatia é frear o ego
Quando ele quer aparecer
É não usar a dor do outro
Pra falar sobre você
É ficar quando é difícil
Sem prometer consertar
Empatia é presença limpa
Que não invade, só está,
Existem diferentes tipos de dor; algumas abrem abismos profundos na alma, fazendo sumir o chão da certeza e da confiança. Contudo, no interior desse vazio surgem esperanças nutridas pela paz e pela fé.
Isso é a vida!
“O eu não nasce pronto ele se constrói no corpo, na dor, na relação e na linguagem.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
“A dor não é apenas um sinal do corpo é uma experiência que atravessa toda a existência.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
“A mente nem sempre mente por maldade; muitas vezes, mente para proteger uma dor que ainda não encontrou palavra.”
A Mente Enganada — Nina Lee Magalhães de Sá
