Dono
#Encontrei-me em #você
E por tal me rasgo na magia...
O amor é o aceno...
Sem fronteiras, sem dono...
Apenas um alegre abandono...
Então, abraços repetidos...
Entre gritos e gemidos...
Lá fora um estranho sossego...
Que persiste...
Quase me perco ao pensar...
O que isso significa...
E o tempo...
Que o relógio significa...
No balanço das horas...
Põe-se a voar...
Curiosa sensação de encher a noite antes enorme...
Entre a lascívia que desponta...
Nada mais importa...
Quando me perco em sua boca...
A vida é tão breve...
Entre por mim adentro...
Abrigue-se em meu coração...
Faça-me feliz ...
Não mais chorarei...
Não mais terei recordações...
De passados lamentos...
Assim sei...
Que em todos os meus momentos...
Em todos os meus pensamentos...
Para sempre lhe amarei...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria
Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...
Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...
Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...
Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...
Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...
Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Acredito que a verdade não tem dono, e se tiver pode considerá-la mentira - ninguém pode se apropriar da realidade a não ser a própria realidade.
Nunca desista dos seus sonhos.
Por mais que os outros digam NÃO, lembre-se:
Apenas você é dono dos seus sonhos e autor da sua própria história;
Cabe a você torná-lo realidade;
Basta acreditar, e crer.
O que tiver que ser, será...
Segredo de posse
O dono do sorriso que me encanta
Não sabe o poder que tem
Não sabe que o sol sai de sua boca e penetra meu olhar
Não sabe que o som de sua voz provoca erupção dos meus desejos
Não sabe da fartura de sentimentos que ele desperta
O dono do olhar que me seduz
Não sabe o quanto sou vulnerável a esses olhos
Não sabe que a lua se faz mais prateada quando ele expõe seu brilho
Mas deixe o segredo bem guardado
Para que quando o dono descobrir
Eu também possa saber dos meus poderes.
Sou o luto, o esquife, o tudo e o nada.
Sou o santo, o bruto e a experiência.
Sou alguém sem dono. Dono de ninguém.
Sou... Nem de mim, eu sou.
