Dói
Me perguntaram se ainda dói.
Não respondi na hora. Fiquei ali, por um instante, sentindo a pergunta atravessar um lugar que não tem nome. Meus olhos se encheram, como sempre acontece quando algo toca fundo demais.
Respirei. Não para me acalmar, mas para não desmoronar. E então, com uma sinceridade que pesa, eu disse: dói.
Acho que estou aprendendo a conviver com isso, embora conviver não seja exatamente a palavra. É mais como carregar. Às vezes mais leve, às vezes insuportável.
Quando a dor vem, eu paro. Fecho os olhos. Falo comigo em silêncio, como quem tenta se segurar por dentro. Digo que vai passar, digo que amanhã será diferente.
Eu digo, mesmo sabendo.
Porque há algo de cruel nisso tudo que não se resolve. Não passa. Apenas muda de lugar, de intensidade, de forma.
E ainda assim, eu continuo.
Sobrevivo a mais um dia.
Dói, dói muito viver, mas, reflita sobre o marco dos seus que o trouxe. Motivo esse para se dar conta de um passado de luta, prova que sua carne é viva e forte enquanto sua mente é pobre e fraca.
Somos melhores amigas, mas sinto que não somos MELHORES AMIGAS como antes. Isso dói, pelo menos em mim.
Espero mais uma vez,
sem solução, sem esperança.
Meu coração doi e queima
na tristeza que avança.
Corpo enfraquece na despedida,
tão rápida, tão dolorida.
O pior é o desprezo agressivo,
a injúria, a falta de empatia.
Queria ao menos um abraço,
na despedida sem sentido.
Ontem, pizza e risadas,
hoje, silêncio consumido.
Mensagem triste chegou,
desejando distância e frio.
Sexta-feira virou deserto,
meu esforço foi vão, vazio.
Corri, cheguei cedo,
mas o portão estava trancado.
A porta fechada, as luzes apagadas,
tudo em vão, tudo negado.
Fui pra casa desolado,
lágrimas rolando no rosto.
Deitei, e a solidão no quarto
sufocou-me quase à morte.
Dói ser acusado por algo que eu nunca fiz.
Dói ser olhado com desconfiança quando, por dentro, eu sei exatamente quem eu sou.
Não é só sobre palavras jogadas ao vento, é sobre caráter sendo colocado em dúvida, sobre esforço sendo ignorado, sobre tentar fazer dar certo e, ainda assim, parecer que nunca é suficiente.
Eu me esforço. Eu permaneço. Eu escolho ficar.
Mas mesmo assim, sou tratado como alguém que quebraria aquilo que eu mais tento proteger.
Isso cansa.
Cansa ter que provar o tempo todo algo que já deveria ser visto.
Cansa carregar o peso de uma culpa que não é minha.
Cansa sentir que, não importa o que eu faça, a desconfiança sempre vai falar mais alto.
E o que mais machuca…
é que isso vem de quem deveria ser meu lugar de paz.
Eu não quero viver em defesa.
Eu não quero ser julgado todos os dias por um erro que nunca cometi.
Eu não quero que o amor se transforme em vigilância.
Eu só queria ser visto com verdade.
Com justiça.
Com confiança.
Porque amar também é acreditar.
E ninguém consegue permanecer inteiro onde precisa se justificar o tempo todo
“Vínculo dói. Então é melhor não criar.
Ferida emocional na infância, quando buscou carinho e a mãe não quis dar; se sentiu rejeitado por ela.
A verdade dói, mas o que realmente machuca é a mentira. Basta uma para que todas as verdades percam o valor.
Já pensou nela(e) hoje? Às vezes dói não? Sem nenhuma razão aparente, simplesmente dói, e você, assim como eu, obviamente, não sabemos como escapar dessa dor, chega a ser engraçado não é? Sabe, diante muito tempo, eu achava que iria conseguir, perante mim, acabar com toda a dor que me surgia.. Aos poucos fui percebendo, que... A dor, minimamente consegue, consegue nos remodelar, nos recriar...Eeeee, bem..
Eu sou eternamente grato à ela por isso...
Entender o que dói parece uma estrada de difícil acesso, interditada há muito tempo. Muitos desviam do caminho, buscando se manter seguros, mas ainda carregam uma curiosidade silenciosa sobre o que existe ali.
É como um monte vazio e, ao mesmo tempo, singular, uma expressão doce e sutil da natureza que confunde e bagunça a mente de quem se aproxima.
A dor invade de forma brusca. Arranca o fôlego, distorce o que parecia normal, sufoca, atinge, paralisa. E, de repente, tudo perde o sentido.
Cada pessoa tem seus medos, suas verdades. Cada um sabe onde doí pisar. A vida é uma constante descoberta, temos que estar abertos para o novo, para as surpresas que ele nos prepara. Sabendo que, seja o que for, vai levar e deixar algo em nós.
Mas não podemos é deixar as oportunidades passarem por nós sem a apreciarmos. Nenhum caminho é totalmente sem graça, tudo tem magia, tudo tem seu por quê. Se ficarmos analisando a dificuldade, se a buscarmos e alimentarmos, ela ganhará força. Seja mais forte do que ela, seja mais forte do que seus medos, seja mais forte. Você é um ser iluminado e merece toda a alegria. Desprenda-se do que te limita e siga onde o horizonte é mais azul, onde as flores tem mais cores. Encontre este lugar que é seu.
Amizade de verdade não nasce do acaso…
nasce de algo que a gente nem sabe explicar,
como se dois corações, em algum momento da vida, simplesmente se reconhecessem.
Não precisa de esforço, não precisa de aparência…
é leve, é sincero, é presença mesmo na ausência.
São laços que não se quebram com o tempo,
nem com a distância, nem com o silêncio.
Porque quando é de verdade… fica.
Fica no cuidado, nas lembranças, nas orações silenciosas,
nos pequenos gestos que dizem tudo sem precisar de palavras.
Corações conectados não precisam estar perto o tempo todo…
eles só precisam ser reais.
E quando são… existe uma paz diferente,
uma certeza tranquila de que, aconteça o que acontecer,
ali existe alguém que é abrigo.
E no meio de tantas relações rasas,
amizade assim é raridade… é presente… é bênção.
Se você tem alguém assim… valorize.
E se você é alguém assim… nunca deixe de ser.
Porque no fim…
não é sobre quantas pessoas passam pela nossa vida,
mas sobre quem permanece conectado com a nossa alma.
Ferir por dentro
Dói acordar com o peito em pedaços.
Dói sorrir quando o coração sangra.
Ninguém vê a batalha escondida,
apenas a máscara que disfarça.
O silêncio engole o grito,
e a alma arde em segredo.
Ser forte não é não sentir,
é continuar de pé,
mesmo sangrando por dentro
Naldha Alves
Caminhar Machucado
Levantar dói.
Porque antes de recomeçar, precisamos sobreviver ao que nos quebrou.
E quase ninguém vê os dias em que a alma grita, mas o corpo continua.
Todos veem o sorriso que retornou...
Mas ninguém estava lá quando ele se perdeu.
É difícil explicar como é caminhar machucado, tentando parecer inteiro.
É solitário ter que ser forte quando tudo dentro de nós clama por refúgio.
Recomeçar não é sobre coragem.
É sobre não ter outra escolha.
E, no fundo, aprendemos:
nem sempre é sobre querer.
Às vezes, é simplesmente sobre não conseguir parar.
Naldha Alves
