Dói
A ausência dói, mas o coração guarda o que a vida deu de mais precioso.
Luto é aprender a caminhar com amor dentro da saudade.
Cada lágrima é ponte entre o que se foi e o que permanece em nós.
“Saudade é amor que continua, mesmo longe dos olhos.
Perder dói, mas lembrar com amor cura aos poucos.
O luto é a prova de que cada encontro foi intenso e real.
A presença de quem se foi continua no coração de quem ama.
Eu tenho medo de amar
Eu tenho medo de amar,
Sempre que amo, me dói
Não sei viver um amor leve e feliz
Quando amo, amo intensamente,
Tão intenso que dói
Mas eu gosto
Gosto da sensação de ser pequeno
Pequeno perante o amor que desenvolvi
Amor que sempre corrompe
Me deixa um vazio enorme
Só a quem dediquei o amor preenche esse vazio
O problema de amar intensamente
E se entregar de corpo e alma
É quando não nos corresponde
A única coisa que resta é o vazio e a dor
O vazio que corroe o coração
A dor que dói a alma.
Eu tenho medo de amar
Amar e não ser correspondido
O vazio já se fez presente tantas vezes
Que sinto não ter mais nada para partilhar
A dor já me solou tantas vezes
Que já nem dói tanto
Ainda assim me apavora pensar em amor
Em viver tudo novamente.
Sabe… às vezes eu só queria que você entendesse o quanto tudo isso me dói.
Eu sempre estive ali por você, tentando ajudar, tentando fazer você se sentir melhor, mesmo quando eu mesmo não tava bem. Eu nunca fiz isso pra ganhar algo, mas porque eu gostava de você. Porque eu realmente me importava.
E é estranho, sabe? Porque no fim das contas eu sempre acabo me sentindo sozinho.
Eu gosto tanto de você, e parece que quanto mais eu tento, mais distante eu fico.
Você nunca percebe o quanto isso machuca… o quanto é difícil estar perto, e ao mesmo tempo sentir que nunca vai ser o bastante.
Não é verdade quando digo que me afastei só porque quis. Eu só queria te ver bem. Fiz isso porque te amava — e, pra ser sincero, ainda amo.
Mas tá doendo carregar isso sozinho, fingir que tá tudo certo, quando por dentro parece que nada mais faz sentido.
Eu sei que talvez um dia eu te veja com outra pessoa, e isso vai acabar comigo.
Mas o que me destrói mesmo é pensar que tudo o que eu senti, tudo o que eu fiz, nunca foi suficiente pra você olhar pra mim do mesmo jeito.
Eu só queria que você soubesse disso. Que tudo o que eu fiz foi por amor. E que às vezes… amar demais também machuca.
A verdade
A verdade doí,
não finja que estar bem,
sem estar bem
não sorria quando mal estiver,
não esconda as lagrimas,
fale a verdade um "não estou bem" ou "não estou no clima" só não esconda o que você sente de verdade,
isso vai te machucar muito se não falar a verdade.
As dores da vida.
Tem dor que dói por dentro,
Vevimos sorrindo com a alma sofrendo.
Tenho dó dessa dor que insiste
Em viver por dentro de mim.
Vivo louco e vou levando a vida, escrevendo meu triste fim.
Doente estou, mesmo sem sentir, e nesse
Trajeto.
Lutuoso, falo da vida e de todas
Outras vidas
Que existiam dentro de mim.
01
23/10/18
Alexsander Nascimento
Do livro Risos Salientes um Xodozinho Nascente (alexsandernascimento 🌹)
Libertação dos "escravos"
Porém é algo que dói, tento não imaginar meus antepassados passando por tamanha humilhação, com fome, sem ter pra onde ir, sem ter apoio, sem ajuda alguma.
14 de maio de 1888, assim falaram na época, “estão livres” a Isabel concedeu-lhes o título de alforria, eis que tens a abolição da escravatura, podem comemorar.
A pergunta ecoa até hoje e vai durar por muito tempo, ir pra onde ? Com que direitos? Nenhuma resposta, não existe resposta, a escravidão nos desmonta, nos assola, nos assombra, sim, eles fizeram “escola”, o racismo é hereditário, estrutural e sem fim.
A “sociedade” finge demência, às escolas se calam, não ensinam as novas gerações sobre a importância de estudarem sobre o tema.
As igrejas “se envolta” em temas diversos e nos seus púlpitos são pregadas o cristianismo natural, carnal, sobre prosperidade, sobre milagres terrenos feitos por homens, mas, nenhuma palavra sobre racismo, sobre escravidão, sobre holocausto, sobre apartheid.
Quantos sermões sobre o período de escravidão do povo hebreu, por que não retratar o tema mostrando que ainda vivemos esse cerceamento, e assim acabar um dia por vez com essas formas de opressão.
Triste, muito triste, ainda vivemos nesse tempo, mas, nada se comparado ao que eles passaram.
Vamos continuar lutando, uma “falsa lei” não nos define, não nos cala, 14 de maio de 2023, remonta mais de 300 anos de escravidão, de sofrimento, de angústia, quantas vidas foram ceifadas por somente “a cor da pele”.
Essa é daquelas histórias que dificilmente terá um final feliz, não é vitimismo, não é pessimismo, é a vida como ela é. Não adianta uns poucos negros se “empoderarem”, não adianta uns caminharem e outros milhares não.
Enquanto houver um negro passando pelas mazelas desse racismo “encrustado” na sociedade, haverá dor conjunta, haverá dor em nós.
A saudade não dói por ser ausência; ela cresce por nos lembrar do que amamos e do que nos fez felizes.
Ser adolescente, dói.
E dói porque ainda não se aprendeu a viver num mundo que exige respostas rápidas para perguntas que o coração ainda nem formulou.
A escola… ah, a escola!
Lugar onde tudo acontece: o primeiro amor, a primeira vergonha, o primeiro medo, o primeiro sonho.
Mas também o primeiro cansaço.
A escola deveria ser um jardim, onde flores crescem em tempos diferentes.
Mas muitas vezes se parece mais com um campo de provas — onde se mede a vida com régua, sem perceber que o que realmente importa não cabe em nota nenhuma.
Os professores ensinam matemática, gramática, fórmulas e regras.
Mas quase nunca ensinam o que fazer com a tristeza.
Não porque não queiram — é porque também esqueceram.
A escola os ensinou a ensinar, mas não os ensinou a escutar.
E os alunos?
Os alunos são como passarinhos em gaiolas douradas: têm asas, mas o medo de errar é maior do que a vontade de voar.
São cobrados a todo instante — para tirar notas boas, para ter um futuro brilhante, para ser alguém na vida.
Mas ninguém pergunta se eles estão bem agora.
Há uma pressa cruel dentro das escolas.
Uma urgência de produzir resultados, como se a alma tivesse prazo de validade.
E nesse corre-corre, perde-se o essencial: o encanto, o espanto, a curiosidade — aquilo que faz o aprender ser alegria, e não sofrimento.
A escola deveria ensinar o prazer de descobrir.
Mas o que muitos adolescentes sentem é medo.
Medo de decepcionar.
Medo de não ser suficiente.
Medo de existir fora do padrão.
É por isso que tantos se calam.
Falam pouco, riem menos, choram escondidos.
A ansiedade e a depressão passeiam pelos corredores, silenciosas como sombras que ninguém quer ver.
E os adultos, tão preocupados em ensinar o conteúdo, esquecem que antes de alunos, ali existem pessoas — pequenas almas em construção.
Falta empatia.
Falta o olhar que escuta e o ouvido que acolhe.
Falta a coragem de parar a lição por um minuto e perguntar: “O que está doendo em você?”
Rubem Alves dizia que ensinar é um ato de amor, e que o amor só floresce onde há escuta.
Talvez devêssemos reaprender a ensinar — não com o giz, mas com o coração.
Porque no fundo, o que cura a dor de ser adolescente não é o sucesso, nem o diploma, mas o simples gesto de alguém que vê o invisível e diz:
“Você pode ser o que quiser. Inclusive, você mesmo.”
Amor, sinto tanto sua falta que parece que meu coração não aguenta. Cada lembrança sua dói e acalenta ao mesmo tempo. Quero te abraçar, ouvir sua voz e sentir você aqui. A distância não diminui o que sinto; só aumenta a certeza de que te amo como nunca amei ninguém. ❤️
Ser forte o tempo todo
é fingir para si mesmo
que está tudo bem
que não dói, que não
queima, mas tem um
fardo pesado.
Arde, arde, arde
Dói, dói, dói
Só sinto
Desespero
Agonia
Feroz dor
Arrancado das garras da paixão, solidão
Livre, me sinto livre
Para voar sobre o abismo do meu coração
Cavado pelo amor perdido nas mágoas do tempo
O jeito é continuar e seguir
Me dói por dentro, sabe? Ainda dói — mas não como antes.
Hoje, a dor existe, só que é menor.
Deixar para trás nunca é fácil, mas é necessário.
As consequências chegam para ambos, fruto das atitudes que tomamos.
Então seja você quem decide o rumo da sua vida.
Não permita que ninguém dite, meça ou diminua quem você é.
Seja o rei da sua própria história, a luz no fim do túnel,
o guia da sua trajetória.
E, acima de tudo,seja o pilar do que você é — e do que ainda vai se tornar.
Dói demais quando a gente é caluniado por uma coisa que a gente não fez. Imagine você ser chamado de ladrão por causa de uma coisa que você não fez, e ainda mais dizendo que eu não presto e muitas coisas. A gente fica perturbado, ainda mais dizendo que um dia eu iria pagar.
Amar dói porque importa
Amar dói,
não pela ausência,
mas pela presença que se esconde.
Dói quando o outro silencia,
e o coração faz barulho demais.
É olhar uma mensagem e pensar
será que eu disse algo errado?
É sentir o tempo passar devagar,
medindo segundos no som da notificação que não vem.
Amar é reparar no que mudou,
no jeito, no tom, no “oi” mais curto.
É ver nas entrelinhas o que talvez nem exista,
e ainda assim, sentir como se fosse real.
Dói, porque você quer ser leve,
mas o amor te prende nas asas do medo.
Dói, porque você se importa demais
num mundo que às vezes sente de menos.
Mas amar, ah, amar,
é continuar tentando,
mesmo com o coração trêmulo,
na esperança de que o outro,
um dia,
olhe pra você com o mesmo cuidado
com que você o observa em silêncio.
