Doce
Minha Doce Doença
A garrafa de uísque está quase vazia
Bem como o maço de cigarros
Já estive acordado por vários dias
Assombrado pelas memórias
Meu coração tornou-se mais frio do que esta sala
Há muito tempo desde que eu senti alegria ou felicidade
Todas as rosas que você plantou perderam
O seu toque e desapareceram
Relembrando os bons tempos que nós tivemos
Quando iríamos rir
O vento soprou em seu cabelo enquanto nós
Dirigíamos por todo país
Nem todas as putas do mundo
Podem mais me satisfazer
Eu perdi a faísca e luz
Nada para segurar perto do meu coração
Eu continuo olhando para o.45 cromado
Deitado sobre a mesa da sala
Um momento de silêncio
Quando a noite cai e a lua brilha no céu,
Teu corpo junto ao meu é um doce anel.
Aquecidos pela paixão, sentimos a eletricidade,
Cada toque seu é pura sensualidade.
Teus olhos me hipnotizam, eu não consigo escapar,
E quando nossos lábios se encontram, o mundo pode parar.
Teus sussurros me fazem querer mais e mais,
Na dança dos nossos corpos, somos só nós dois atrás.
Cada gemido seu é música para mim,
E eu quero tocar sua alma até o fim.
Vamos explorar juntos esse desejo ardente,
Porque com você ao meu lado, tudo é tão quente.
Sapekinha linda, venha comigo sonhar,
Transformar cada instante em pura sedução no ar.
Te amar é uma arte que eu quero aperfeiçoar,
E juntos nessa dança, vamos nos deixar levar.
A fumaça doce escapa de meus lábios pecadores. Brinco com as pontas dos dedos sobre as estrelas entalhadas no meu pijama de tecido fosforescente — minúsculas constelações que respiram no escuro. O celular jaz inerte diante de mim. Nem sequer desejo notificações; não responderia, não conversaria, ainda que a parte mais viva de mim anseie por ouvir um riso humano.
Suspiro, afetada pelo romance do livro aberto no meu colo. Desejo mais que tudo: tocar um corpo, amar e ser amada na mesma frequência. Mesmo sem decifrar o código, mesmo sem conhecer o sabor, devoraria o fruto proibido do qual todos falam.
Conheço o amor, só não sei amar.
Não sou sozinha, ainda que o eco da solidão sussurre no meu ouvido.
"Sua mente projetou a realidade em que você se encontra agora. O universo é escuridão e luz, e você, a projetista que brinca com as cores na névoa."
Então desfaço minha mente, fio a fio. Como quem se envolve num cobertor felpudo, sob um teto que deveria proteger. Um frio ancestral raíza meus ossos. Cinco pessoas dormem nestas paredes, e eu? Sinto apenas a presença silenciosa e gentil da solidão.
Talvez eu nunca tenha me conhecido de verdade. Ou talvez conheça apenas sombras. Uma coisa é certa: não domino as luzes nem as sombras do universo.
Estou só.
Estou gelada.
Mesmo dentro de um forno onde ardem cinco vidas alheias.
Vem amor!
Preparei a nossa cama macia feito nuvens, com cheirinho de algodão doce para deixar a nossa noite marcada com a troca de saliva açucarada da leveza do nosso doce amor.
as mulheres são como vinho:
o vinho começa doce
e termina amargo
na mulher começa
pelos lábios doces de cima
e termina nos amargos
de baixo
