Dizer eu te Amo e coisa seria
A palavra da moda é empatia, como se isto justificasse cada movimento em direção ao bem mas eu digo polarização consciente humana entre o bem e o mal, o certo e o errado. Se alguém pisoteia uma frágil plantinha, não preciso ter empatia pela planta jovem mas vou ate lá e a socorro da melhor forma que posso, por amar a vida.
Mesmo que eu tenha visto, reconheço que meus olhos se enganam pelas aparências e pelo que eu quero ver. No entanto, jamais duvido ou me oponho a tudo que sugere como verdade minha alma e meu coração.
Muitos ainda são reféns de vossos medos e cultivam grandes segredos. Eu não tenho segredos pois espalho tudo que vivo, com diversas pessoas, por diversos lugares e por diversos motivos, naturalmente.
Diz para amante, eu lhe dou diamante. Quando volta pra casa de mansinho, diz para a mulher, amor, eu lhe trouxe uma nova colher.
Eu sou livre e de bons costumes. Me sinto confortável para mudar de opinião, posição e interpretação a qualquer momento, sempre. Nenhuma falsa verdade me prende.
Por mais que eu jure, o meu definitivo é hipotético pois não sei com que cor minha alma vai acordar amanhã.
Se algum dia, por um instante de devaneio eu me conceber, tal qual, como uma pétala esverdeada da pequena flor na vasta Grande Floresta colorida da vida, humildemente já me darei por satisfeito e em lagrimas sorrirei na janela, eu murmurarei bem baixinho, em pensamento. Valeu a pena.
Eu sempre gostei de estrelinhas que não tem pontas e de elefantes que tem orelhas enormes e não voam.
Hoje eu acredito menos em milagres maravilhosos e perfeitos inexplicáveis de Deus mas creio muito mais em atitudes de bondade e generosidade possíveis dos homens de bom coração.
Dizem que tudo é força mas só Deus é poder e eu digo sempre que tudo são energias criativas em movimento mas só é Arte o que nos aproxima da Criação.
Sou tão pouco de mim o quanto poderia ser.Sou tão pouco em mim na falta do nós, eu e você. A solidão transborda mas fica na borda pois nunca conhecerá
o coração do grande oceano, o mar, parte do verbo amar.
É como a luz da penumbra que julga se erroneamente satisfeita
sem ao menos dar lhe a chance de conhecer o dia.
É o tênue olhar para os lugares distantes e não perceber que só caminha
se pelas águas ligeiro em pares,nem que seja por uma mão e um remo.
Enfim esparramar se aquoso e cultivar se sereno no mágico frescor
de ser, se perder e continuar ser.
Pois viver em pares é a justa posição e a transposição de fazer parte
que por demérito algum completa se e não mais se baste no equivoco
desgaste involuntário de se preservar e não mais sofrer.
Mas a solidão não fortalece em nada pelo contrário sensibiliza por muito
pouco. O ser solitário fica mais exposto aos fracos sentimentos, irreais e
não verdadeiros é uma falsa cura e o antigo e amargo remédio,
de só ser, nada cura, casta nos da gula e desapropria nos da
possibilidade de conhecermos ao menos uma vez a explosiva paixão
O dia amanhece e eu percebo que está noite outra vez esqueci de dormir.Na verdade não foi sinceramente esquecimento pois o sono bateu a porta por vezes mas o pensamento ainda agitado da noite passada dando cambalhotas e piruetas dentro da minha cabeça não interrompeu o devido prazo de pensar e calar.Para que eu conseguisse, em paz, adormecer.
Colher o fruto la do alto da arvore, onde eu quase pensei que não alcançaria. E com ele nas mãos retiro a pele. Separo e dou o melhor pedaço da fruta madura para você, saborear. Alegro me com o doce da seiva do fruto e da flor que aviva seu olhar infantil de muitos sonhos frente ao mar.Ouvir baixinho seus suspiros. Orar e rogar aos anjinhos dos caminhos que sempre haja flores silvestres, passarinhos cantadores e borboletas de todas as cores por onde você nesta vida passar.Descobrir que o sentimento mais puro de querer bem vem por doação espontânea e não por qualquer tipo de troca, permuta ou reciprocidade. Afinal tudo acontece do seu próprio modo e no seu tempo e local particular. Amar.
Meus limites aparecem e florescem com cores fortes que não consigo ver, quando eu me ponho distraído por salvos enganos.
Não contabilizo o bem que eu fiz mas continuo perplexo toda vez que deparo pelo desnecessário rancor diante de quem só lhe deu amor. Por revolta da vida, faz revanche em um monologo estupido e cruel da unica língua áspera que entende, a da dor.
Por minha mãe eu desde cedo sempre aprendi e acreditei muito mais na constitutiva generosidade do que na proposta autorialidade financeira. Talvez por isto não tenha escrito um só livro, mas permaneço a semear livres bons pensamentos, fluir energias curativas, criativas e transformadoras na reconstrução de caminhadas existenciais norteadas pela luz e a felicidade de viver em abundância por tudo e por todos os lugares que já passei e ainda vou.
