Dizer Adeus com Vontade de Ficar
A lei do desapego serve para quase tudo na vida, der adeus a auto crítica, abandone a culpa, largue os prenconceitos, deixe de lado a procrastinação, esqueça as crenças limitantes, descarte os rancores, as más companhias e solte o passado.
Mas nunca desapegue-se do amor, ele é a cura pra todos os males.
“Poema” Uma doce paixão
O amor nasce de um olhar,vive de sorriso...
Morre de um adeus.
Mas se for o amor verdadeiro,perdura-se eternamente...
Não ah nada que apaga um grande amor.
Nem a distancia...
Nem a ausência nem o tempo.
Tudo permanece como no primeiro encontro...
O primeiro olhar,o primeiro beijo.
O amor verdadeiro adormece,
e acorda regrado com gotas do suave perfume das flores nas tarde de primavera.
Sentir o doce gosto da paixão, mais inocente...
Deixando a alma transparente no aconchego suave de um grande amor.
O amor verdadeiro é como sentir o vento tocar o rosto...
Suavemente como sopra a copa das paineiras...
E suas plumas caem ao solo e logo germina trazendo a tona nova...
Vida a natureza.
Assim é o amor verdadeiro...
Natural puro e eterno.
O amor verdadeiro...
É como a fênix..
Renasce a cada segundo...
Com louco desejo de amar.
Um grande amor euma doce paixão entre dois corações.
Suspirando no mesmo caminho.
La no alto da serra...
Deitado sobre a terra, vamos morrer...
Bem juntinhos.
O SILÊNCIO DO NOSSO ADEUS
Há despedidas que não se pronunciam. Elas não se fazem em voz alta, nem se escrevem com gestos dramáticos. Instalam-se na alma como um inverno interior, lento e definitivo.
O silêncio do nosso adeus não foi ausência de palavras. Foi excesso de consciência. Quando dois espíritos compreendem que o caminho já não é o mesmo, o ruído torna-se indigno. Falar seria profanar aquilo que já estava consumado no íntimo.
Há algo de antigo e solene em certas separações. Como nos ritos arcaicos em que o fogo se apaga sem espetáculo, apenas com a dignidade de quem cumpriu sua função. O amor, quando verdadeiro, não se degrada em escândalo. Ele recolhe-se.
O mais doloroso não é partir. É permanecer por instantes no limiar, sentindo que o que foi intenso agora se converte em memória. E a memória não abraça. Ela apenas ecoa.
Nosso adeus foi assim. Um entendimento tácito. Um acordo silencioso entre duas consciências que se respeitam. Não houve acusações, nem dramatizações, apenas a gravidade de quem reconhece o fim de um ciclo.
O silêncio, nesses casos, não é fraqueza. É maturidade. É a forma mais elevada de respeito. Porque quando se ama de modo honrado, até a despedida preserva a dignidade do que existiu.
E assim seguimos. Não como estranhos, mas como capítulos encerrados com sobriedade. Pois há histórias que não terminam em ruínas, terminam em silêncio. E esse silêncio, embora doa, é a prova de que um dia houve verdade.
E hoje entendo:
despedida nenhuma
apaga o que foi real.
Se não houve adeus, foi porque ainda há laço, um fio invisível
que me liga a você,
onde o amor continua…
mesmo em silêncio.
Leveza é encontrar-se com a morte e viver
Porque adeus,
se até logo já bastaria,
quando nada acaba,
estando triste.
Uma jornada é uma jornada.
Um dia de tristeza é um dia a menos.
É a solidão de um mar,
um dia ensolarado parcialmente encoberto.
Felicidade acabada,
o sustento da dor,
tendo a alma atravessada,
bem devagarinho.
Morrer aos poucos,
lenta e dolorosamente,
é a vida quem nos impõe
diante do medo.
Levanto-me da minha lama existencial,
chorando qual uma criança recém-nascida,
cego por tanta luminosidade,
tentando simplesmente me ambientar.
Uns dias depois do meu novo nascimento,
busco encontrar forças para me sustentar,
para seguir onde quer que seja,
com um sorriso em meu rosto.
Carlos de Campos
Gosto dos meus finais, do jeito que os traço, e gosto quando gosto disso!
há beleza no adeus quando sigo meu passo.
Deixo pro último dia, veneta que vem,
“deu na telha”, eu rio.. Loucura faz bem.
Louca?.. Talvez. Mas quem é são de verdade,
se conter o transbordar é negar liberdade?
Encerrar minha participação especial na vida de alguém
é arte que dói, mas que dá no que falar
porque até no adeus, eu sei me reinventar.
Há vínculos que acabam antes do adeus.
Quando o respeito sai pela porta, o afeto já foi pela janela.
“Nem todo adeus é o fim… Tem partidas que são só pausas — pra vida reescrever o que partiu antes da hora.”
“O que mais mata é o cotidiano que não diz adeus: ele rouba aos poucos o que você amava e deixa só a falta, intacta e infinita.”
Adeus
Adeus...
Palavra indecifrável
Inconcebível
Incompreensível
Machuca, destrói
Muitas vezes...
Decifrável
Aliviável
Outras vezes,
Intenso
Como o aroma de liberdade.
Amores platônicos
Desprovidos de paixões
Puramente alvo
Socrático
Raiz de todas as virtudes
Distanciado de mim
Ele ficou
Eu renasci.
Ultimo adeus
No descanso da dor singelos são os passos que buscam a estabilidade,
escondida nos gestos a sinceridade se identifica como a resposta das provações,
sentimentos nativos perdidos, pensamentos cativos rendidos, correnteza sem direção,
na frequência do abandono a simplicidade do imaginar é o sonar para o resgate pago como sons de música de ninar e suas doces melodias,
nos mistérios da intimidade, com a casa livre ou retraída a mesma luz que aquece o que pulsa sabe resfriar o que pensa,
nas emoções escondidas o encontro com as despesas do olhar cansado é entediado com o silêncio da saudade,
nos recados dos ventos e preso na insanidade do tempo os relâmpagos do teu rosto foram o meu ultimo abrigo e o meu ultimo adeus.
Tocar o céu
Eu já te disse adeus, mesmo sabendo do sentido contrário que os meus olhos e minhas mãos tomaram,
O amor, um mistério,
Te amar, uma anestesia delirante,
Por todo esse tempo juntos tu tens me dado de presente a sensação de viver como se fosse no nosso início, com aquela sensação de êxtase, de atingir o nirvana, sempre procurei você nas multidões e cada vez mais entendo o porque de estarmos juntos,
Um molde da felicidade foi feito e ele tem peso, pertencimento e continuidade,
A tua habilidade de me fazer tocar o céu sem tirar os pés do chão é um segredo, uma magia que só você tem.
Tuas lágrimas
Na hora do teu adeus as tuas lágrimas não mentiram ao me prometerem tua volta,
Se o problema era "esquecer", este verbo não resistiu e morreu,
Como conseguir dormir com um corpo delirando e esquentando a cama?
Poderia ser diferente, mas não foi,
Ficar sozinho num quarto incomoda quem já se reconhece como dois.
Às vezes, seguir em frente começa com um adeus. Nem tudo que ficou no passado merece voltar.
Janice F. Rocha
Percebi que o adeus começa muito antes da partida… quando o outro já não se importa que a gente fique.
