Dizer Adeus com Vontade de Ficar

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"Vontade não é ímpeto momentâneo, é decisão renovada a cada escolha."

"O caráter revela-se quando a vontade permanece firme mesmo na ausência de aplausos."

"A força de vontade é silenciosa, porém invencível quando sustentada por convicções profundas."

CLADISSA.
CAPÍTULO IV
O SILÊNCIO DAS PEDRAS E A VONTADE DO SÉCULO.
A Úmbria do século XI não era apenas um território, mas um organismo espiritual submetido às tensões do poder imperial e às reformas eclesiásticas que se irradiavam desde Roma. As colinas que circundavam os mosteiros pareciam guardar, em suas entranhas calcárias, o eco das disputas entre o trono e o altar. A cristandade latina vivia o período que os historiadores designam como Reforma Gregoriana, cujo impulso maior se consolidaria sob o pontificado de Gregório VII, iniciado em 1073.
Cladissa, ainda jovem, percebia pouco das articulações políticas, mas sentia profundamente o peso do tempo. A investidura dos bispos tornara-se questão ardente entre o Império e a Sé Apostólica, conflito que culminaria no célebre episódio de Canossa em 1077, quando o imperador Henrique IV buscou reconciliação com o pontífice após excomunhão. Embora distante geograficamente, a reverberação desses acontecimentos alcançava os mosteiros úmbrios, onde a disciplina tornava se mais rígida e o estudo mais exigente.
No claustro onde Cladissa residia como oblata letrada, o scriptorium era o coração pulsante. Ali, sob a luz oblíqua das manhãs, monges copiavam manuscritos da Vulgata, consolidada séculos antes por Jerônimo no final do século IV. O latim ali empregado não era apenas língua, mas instrumento de coesão civilizatória. Copiar era preservar o mundo.
Cladissa, embora mulher, encontrara uma brecha rara naquele universo predominantemente masculino. Filha de pequena linhagem rural empobrecida por tributos e instabilidades feudais, fora entregue ao mosteiro não como penitente, mas como promessa de elevação intelectual. Sua instrução não era comum, mas também não era impossível. Algumas casas monásticas, especialmente influenciadas pela tradição beneditina, permitiam a presença feminina em alas separadas, sob rígida supervisão.
A Regra de São Bento, redigida no século VI, orientava não apenas o silêncio e a obediência, mas a ordem interior. Ora et labora. Rezar e trabalhar. O trabalho intelectual era considerado forma elevada de serviço a Deus. Cladissa compreendia que sua permanência ali dependia de discrição, disciplina e excelência. Não lhe bastava ser piedosa. Precisava ser irrepreensível.
Entretanto, sob a superfície da rotina litúrgica, agitavam se conflitos mais sutis. A espiritualidade medieval não era homogênea. Correntes de ascetismo rigoroso confrontavam práticas mais flexíveis. A preocupação com a simonia e com o celibato clerical intensificava se. A reforma exigia pureza. E pureza, naquele contexto, significava vigilância constante sobre desejos e ambições.
Cladissa sentia dentro de si uma tensão que não era carnal, mas intelectual. O desejo de compreender superava o de simplesmente obedecer. Ao copiar passagens do Evangelho de João, detinha se sobre a expressão Verbum caro factum est. O Verbo fez se carne. Perguntava se, silenciosamente, sobre o mistério da encarnação enquanto evento histórico e ontológico. Como o eterno pode submeter se ao tempo. Como o infinito pode caber na fragilidade.
Essas indagações não eram heresia, mas eram perigosas se mal formuladas. A linha entre contemplação e suspeita era tênue. A Europa do século XI ainda não conhecia a sistematização escolástica que floresceria nos séculos seguintes. O pensamento era teológico, porém ainda profundamente simbólico. Questionar exigia prudência.
Certa tarde, ao atravessar o pátio interno, Cladissa ouviu dois monges discutirem sobre as decisões romanas acerca das investiduras episcopais. A tensão política infiltrava se no vocabulário cotidiano. O mundo exterior não estava distante. O mosteiro era ilha, mas não era imune.
Ela compreendeu então que sua própria existência era atravessada pelo mesmo conflito estrutural que movia a cristandade. De um lado, a autoridade consolidada pelas tradições. De outro, a exigência de reforma moral e espiritual. Dentro dela, também havia tradição e reforma. Havia obediência e pensamento.
Naquela noite, recolheu se ao cubículo simples que lhe fora designado. A lamparina projetava sombras nas paredes de pedra. Tocou o pergaminho ainda inacabado e percebeu que cada letra traçada era um gesto de permanência. Em um mundo instável, escrever era resistir.
O século XI não lhe oferecia garantias. Oferecia provações. Contudo, no silêncio das pedras úmbrias, Cladissa começava a compreender que sua vocação não era apenas copiar palavras antigas, mas tornar se guardiã de uma chama interior que o próprio século, com todas as suas convulsões, não conseguiria extinguir.
E assim, entre o rigor da Regra e o tumulto do mundo, formava se lentamente uma consciência que aprenderia a sustentar se não pela força das armas, mas pela firmeza do espírito e pela lucidez da razão.

"Que eu não perca a vontade de Lutar,
que meus pés jamais fraquejem, diante
de tantas pedras pelo caminho. Que eu
não perca a oportunidade de recomeçar,
Que eu tenha sempre a força e a Fé
renovada a cada dia".

Não tenho mais como negar

Estou preso no teu olhar...

Esta vontade sem Limite

entreguei-me a ti sem restrições

o jeito que toca meu corpo, o

Jeito que fazemos amor...

Esta gravada em mim como

uma tatuagem, sempre será

Parte de mim. Te amo

❝ ...Acordei assim me sentindo Leve
feliz e disposta para um novo dia.
Acordei com vontade de cantar e
realizar meus sonhos, sair sentir
o Sol sobre minha pele e deixar o
vento levar um beijo meu...❞


-------------------------------------27/02/15-Eliana Angel Wolf

O pior de tudo é acordar e não sentir vontade de ter acordado, parece que quando acordo estou entrando em um pesadelo e só saio dele quando volto a dormir.

⁠Um Cristão Verdadeiro Aceita A Vontade de Deus

⁠O Fardo é Pesado Para Quem Não Aceita a Vontade de Deus.

⁠Minha Vontade é Fazer Somente a Vontade de Deus.

⁠Andar fora da Vontade de Deus é ir a lugar nenhum.

​"Nada floresce sem a coragem de romper o hábito que adormece a vontade. O conforto, esse refúgio ilusório, apenas preserva a estagnação. É no domínio silencioso de si, atento à razão e fiel ao dever, que o homem aceita o desconforto como ponte. Assim, a disciplina deixa de ser peso para tornar-se liberdade, pois, sem ela, o desejo torna-se quimera e a alma definha em um repouso estéril."

A inveja tem um único poder, te expulsar do seu lugar e levar para o centro da vontade de DEUS.

Há momentos tão felizes
e mágicos que dá
vontade de guardar
para viver de novo
e de novo...

Acordar sem uma vontade de começar a dia. Que vazio e esse que me habita, não consigo pensar, raciocinar e nem formular algo direito. Que vazio estranho de definir, como se não tivesse nada, mas tivesse um caos desorganizado no meu peito. Creio eu, que um simples vazio não deveria doer. Mas, já se tornou natural, mas não me familiarizei por completo. Me sinto estranha e por algum motivo que desconheço, as vezes e tão estranho que chega a ser confortável quando penso nesse vazio sem fundo. Que conforto e esse que me faz querer chorar? Não tenho motivos para chorar, mas eu sinto um vazio cheio. Que tipo de antítese é essa que falei? Mas acho que isso é uma das palavras que consigo descrever o que sinto nessa situação, é, talvez em outras futuras. Bom, se fosse explicar de forma lógica o que e "vazio cheio", seria....
Acho que não tem explicação conveniente para minha loucura, não me entenda mal, mas é também tão confuso para mim explicar algo quase inlógico. Mas acho que "vazio cheio" seria um copo de água cheio até a borda, em um ponto que a água fica tão transparente que não dá para vê-la, se torna quase invisível, é não dá para imaginar que o copo está vazio. Acho que, talvez isso é muito confuso. E de forma recorrente me sinto assim, me sinto vazia, mas sinto necessidade de esvaziar algo dentro de mim, para me senti-me mais leve. Não sei exatamente o que me pesa, mas sei que não é água. Ainda tento descobrir até hoje nesse labirinto psicodélico, e um nó difícil de desiniar. Nem a lógica poderia me ajudar nesse caso profundo. Bom, eu vou conseguir desiniar uma hora ou outra. Não é?

No compasso descompassado
Da vida,eu danço conforme
A minha louca e intensa
Vontade de ser feliz.

Onde termina a sua vontade e começa a minha punição? Se o mundo me odeia, que o faça sob o céu que eu mesmo descrevi. Mas não use os anjos para me vigiar, enquanto você mesma segura a chave da minha cela...

O mundo tá um moedor de gente
Uma barulheira do car***o que não deixa a gente respirar
Vontade de largar tudo e sumir no mundo
Pegar a estrada e não olhar pra trás
Deixar esse cansaço pra quem quiser carregar
​Mas aí eu olho pra você
E a vontade de ir embora vira vontade de ficar
Você é meu santuário 100%
O único lugar onde o barulho finalmente morre
Onde eu não preciso ser nada além disso aqui
Esse cara meio torto e cheio de falha
​Obrigado por ser meu canto sagrado
No meio dessa zona toda
Sem pose
Sem legenda
Só a gente

DeBrunoParaCarla

Permita-se estar no centro da vontade de Deus, só assim prosperarás.