Disputar uma Pessoa
Você me causa uma libertação de adrenalina e emoção,
me traz um efeito estimulante e,
após algumas tragadas profundas,
tem efeito tranquilizante, bloqueando o meu stress.
Não consigo ficar sem as doses excessivas de você,
é extremamente tóxica:
me provoca náuseas,
dor de cabeça,
frio no estômago,
aceleração no meu coração,
calafrios no corpo todo,
paralisia nas minhas pernas e
tenho receio de ir até a morte.
Sua presença me causou dependência psíquica e física, provocando sensações desconfortáveis na abstinência.
VOCÊ é um vicio
que eu não consigo deixar,
já fui viciada em muitas coisas mas,
jamais me senti dependente de algo que me corrói por dentro e destrói o que eu tenho de mais valioso,
meu amor próprio.
Mesmo assim ainda estou dispostas
a doses diárias e letais...
Você é minha nicotina.
Lapso
Sonho um desejo,
uma incógnita.
Vivo um hipnógeno fustigar de sonhos.
Amargo dúvidas inúteis,
sou vil.
Amparo minhas tragédias
em algum lapso obscuro.
Sou incoerência resoluta
dos desprezos e glórias mortais.
Ócio!
Aos pés da decadência irreversível.
E o não pleno
onde repouso sem descanso
a insônia desesperada do fracasso:
o colapso.
Ao chegarmos à velhice, é comum uma criança aparecer e perguntar alguma coisa que ainda não aprendemos.
Viver uma vida afinada,não significa dizer que nunca vai errar..... desafinar , entrar no tom incerto , mas significa dizer que nos palcos da vida com ou sem a harmonia, você ainda é a maior atração .
Afinal, qual seria a graça em não arriscar nada? Se ousar for um crime, viverei pra sempre como uma fora da lei. Pronto. Falei.
Se estiveres com muita sede vais querer uma palestra sobre água ou vais preferir beber um copo de água? Pois! A vida não se trata de teorias nem palavras à toa. A vida é prática e conhecimento, até porque se viveres de teoria (a dos outros) pode ser muito perigoso.
Tá bom, ok? Tô com uma saudade absurda que chega a me revirar a barriga, uma saudadezinha medíocre de ter as coisas a minha vista, sempre. Uma infeliz saudade daquela tua cara de travesseiro das segundas de manhã, saudade daquele teu sorriso forçado. Saudade da tua risada de caipira, do seu cabelo de forma indefinida. Saudade de falar bem do seu sorriso, de elogiar a tua cara de tacho, de suspirar com esse teu jeitinho fofo. Mas passou, desse deslumbre todo só sobrou a raiva, só isso. Aquela raiva que chega a ser até gostar, uma raiva de te achar uma gracinha, uma raiva desse amorzinho platônico de quinta, que me faz mal e bem ao mesmo tempo. Essa coisa confusa que a gente não decide se sente ou não sente, se deixou de sentir.
Às vezes pensamos que tudo está perdido, mas logo vem uma solução. Para tudo tem solução, basta acreditar!
E sentirei sua falta como uma criança sente falta de seu cobertor
Mas eu tenho que seguir em frente com a minha vida
Chegou a hora de ser uma garota grande
E garotas grandes não choram
Queria escrever uma onomatopéia sobre o amor. Silenciosa, sutil, mas verdadeira e forte. Seria minha obra definitiva. As poesias todas não falariam como seus sons.
