Dirigir Sua Própria Vida
É muito bom cada um ter a capacidade para cuidar e se preocupar com a própria vida... até porquê, a do outro, é alheia.
A Bíblia é o único livro de amor em que o protagonista escolhe dar a própria vida pelo vilão da história.
Tive uma segunda chance, já atravessei portais invisíveis e experimentei, em minha própria vida, o esplêndido sabor da glória de Deus. Vi rostos iluminados de todas as idades, ouvi louvores que transbordavam amor sincero ao Senhor. Desde então, carrego em minha alma uma saudade profunda do céu, pois sei, com convicção, que para a linda cidade um dia voltarei.
Na vida, assim como a própria vida tudo é passageiro.
Nem sempre você será um vitorioso.
Nem sempre você será um derrotado.
Portanto, não queira demais e não queira tão pouco.
Tente manter o equilíbrio na medida do possível.
Talvez não haja
livro mais bobo
do que o
“Livro Aberto”
da nossa própria vida.
Pois, não há imaturidade maior que colocar nossa história nas gôndolas das curiosidades.
Não por falta de páginas, mas por excesso de exposição.
Há histórias que não foram feitas para vitrines, mas para travesseiros.
Não pedem aplausos — pedem silêncio.
Não querem curtidas — querem maturidade.
Transformar a própria trajetória em material de exposição na gôndola de curiosidades é — no mínimo — confundir transparência com exibicionismo, sinceridade com carência e coragem com imaturidade.
Nem tudo o que vivemos precisa ser explicado.
Nem toda dor precisa de plateia.
Nem toda vitória precisa de testemunhas.
Há capítulos que só fazem sentido quando lidos absolutamente em segredo.
E há aprendizados que se perdem no instante em que viram espetáculos.
A vida não é um Livro Aberto.
É um manuscrito sagrado, com trechos que só o tempo, a consciência e Deus têm permissão de folhear.
Quando uma pessoa pensa em tirar a própria vida, na verdade ela quer matar os problemas, os medos e as frustrações e acaba matando a única solução para os mesmos.
Morrer não é tão ruim, assim... Desde que seja pra nascer de novo na própria vida... Morrer de pessoas falsas, de olhos que julgam, de mãos que apontam... Corações doentes os dos seres... Humanos? Talvez! Animais? Certamente! Amar de um jeito único como ninguém nunca foi criado pra amar. Não sou domesticada pra me dizerem o que fazer ou como fazer... Livre de pudores! Tente você também!
Individualidade não tem preço. Ouse, ousar!
Tem gente que perde tempo com tanta coisa, que não tem nada a ver com a própria vida, gente que esquece até de viver, que dirá de ser feliz.
O melhor do homem se dá quando ele sacrifica por amor o que ele tem de mais valioso: a própria vida e a alma, sacra e indestrutível.
Sempre vejo pessoas insatisfeitas com a própria vida e que fazem questão de se meter na dos outros. Querem dirigi-la pro caminho que as agrada.
E nessa tentativa de fazer valer sua vontade, atrapalham mais do que ajudam e fazem uma bagunça por onde passam, levando pura discórdia.
Mas mesmo assim, todas as vezes que tive a oportunidade de conhecer pessoas desse tipo, nunca vi nenhuma delas ter um final feliz. Ou acabam sozinhas e depressivas, eternamente insatisfeitas ou acabam reunindo em torno de si um monte de pessoas tão infelizes quanto elas, por terem seus sonhos destruídos por suas maldades.
Só sei que de tantos exemplos que eu tive e de tantas vezes que pude ver e conviver com pessoas desequilibradas desse tipo, agora eu posso dizer com toda certeza que eu não caio mais nesses joguinhos.
Ninguém vai levar a minha vida pra um caminho que não tenha sido eu que escolhi.
O meu destino pertence a Deus e nada na face da Terra vai conseguir montar uma barraca do inferno no meu dia a dia. Eu não aceito. E digo que eu estou disposta a tudo e enfrentar qualquer mal pra proteger a minha vida e a vida de quem eu amo.
Por isso, estou avisando desde já: Só vai perder seu tempo e dinheiro e de nada vai adiantar.
Na essência de um sorriso, percebo a simplicidade da minha própria vida, e nas tristezas de minhas lágrimas, sinto o quanto sou humana... Sinto os meus sentimentos fluir...
Para sempre nos lembrar de nossa frágil condição de mortais, a própria vida nos mostra que tudo está pela hora da morte, até mesmo o preço daquela que matou o guarda.
Mesmo os erros podem levar para a frente. Esperar que outros decidam é assistir a própria vida na terceira pessoa.
