Dirigir a Vida
“A maior ironia do tempo é ensinar o valor da vida enquanto conduz, inevitavelmente, à consciência da morte.” — Leonardo Azevedo.
“Quando a vida é conduzida com vocação, o tempo deixa de ser agente de erosão e se transforma em critério de verdade. Aquilo que nasce do mero impulso se esvai, contudo, o que brota da vocação resiste, amadurece e se legitima. O tempo, nesse caso, não corrói, apenas revela.”
ALMA DE PLUMA
(A arte de se tornar leve para ser conduzido pela vida)
Refunda tua alma nesse barro chamado Terra, em formato de uma pluma, para que tenha leveza e possa flutuar no céu e Deus soprar aos ventos o teu nome quando a tempestade for anunciada...
Lu Lena / 2026
Divina Proteção
Divina proteção que me conduz,
Meu guia, minha vida, meu chão e luz.
Muralha forte que protege e cuida,
O próprio carinho em ação que ajuda.
Os passos firmes de quem recebeu,
A criação rígida que o tempo moldou.
Coração bondoso, generoso e profundo,
Mas duro de quebrar diante do mundo.
Se a vida exigiu essa postura firme,
O afeto não precisa ser rígido crime.
A mesma muralha que salva e acolhe,
Cria dependência se a alma não escolhe.
O que foi construído é difícil mudar,
Mas com paciência podemos moldar.
Mãe e pai ainda olham suas crias,
Como as eternas crianças de outros dias.
Na ânsia do comando e da autoridade,
Há o medo da perda que vem com a idade.
Deixe-os ser pais, mude o seu agir:
Com liberdade e respeito para evoluir.
— Roseli Ribeiro ano 2026
Solta o fardo, apaga a luz,
deixa de lado o que te conduz.
A vida não é só conta e medida,
é o pulsar da alma, a paz permitida.
Não se cobre tanto, não se exija o mar,
basta o silêncio de apenas estar.
Viver pela fé é confiar no caráter, nas promessas e na soberania de Deus, conduzindo a vida em obediência às verdades reveladas nas Escrituras.
A crítica, quando não constrói, não conduz a lugar algum; e a perturbação da vida alheia apenas revela o vazio de quem se ocupa mais do outro do que do próprio caminho.
Ao longo dos séculos, as máquinas passaram a conduzir a vida laboral, familiar e emocional com uma autoridade que não lhes foi concedida por decreto, mas entregue gradualmente pela própria vaidade humana. Não houve imposição — houve adesão: buscou-se eficiência, conforto, reconhecimento, e, sem perceber, transferiu-se comando. E assim, o que deveria servir passou a orientar; não por força, mas por consentimento silencioso.
Ficou aquele olhar... algo interpelando as razões da vida; o que nos conduz, o que nos acorda, o que nos levanta, o que nos faz respirar; sonhos e paixões. A eternidade em poucos segundos. As estrelas explodem criando supernovas; fatos, criações e a cultura secular de uma civilização tornam se a história, mas eternidade é algo bem subjetivo: primaveras, outonos, invernos e verões... momentos felizes ou agruras superadas; cicatrizes, cumplicidades e boas lembranças que fazem valer o parasempre. Teremos outras manhãs, só não olhe pelo retrovisor, não procure eclipses não faça promessas; e o meteoro que vem em nossa direção... não ouça tudo o que dizem, não acredite em tudo que falam, não peça que eu bata, que eu enforque, não se entregue tanto a esse vício chamado paixão... dentro de mim tem um vem-vem que pode voar bem longe, mas que faz valer seu nome. As grades não podem conter esse pássaro que há em mim. Ficou aquele olhar inquisitivo... um cheiro de pólvora, o cano do “Smith’’ fumegando... então eu volto como se pudesse refazer tardes tépidas dos sábados inesquecíveis, noites brilhantes quando contemplávamos constelações e eu tentava entender o enigma de capricórnio, ou noites chuvosas e incitantes ao prazer; então há um bloqueio, e eu me encontro aqui: olhares estranhos, palavras inquietantes, pessoas abstratas. O homem com a toga jamais entenderia que nenhuma sentença me condenaria mais que aquele olhar, o corpo sem vida, olhos arregalados incapazes de compreender de como a paixão pode ser letal. Jamais compreenderia que antes do homicídio eu já tinha sido assassinado.
O tempo parece que parou, aqui se perde noção de hora ou dia, mas nada me faz esquecer as nossas sextas-feiras ali na lagoa. Petra, a garota do açaí, já tinha me falado da ruiva que circulava ali numa Caloi; e quando nos conhecemos confesso que aquela intimidade me perturbava; mas as mulheres compartilham seus segredos, coisa que só outra mulher compreende, mas aquela cumplicidade me incomodava; mensagens no whatsapp, chamadas longas, sussurros... na manhã daquele sábado passei no ” pinga fogo” revi velhos conhecidos meus e seus, ouvi comentários indesejáveis, risos sarcásticos e talvez tenha bebido além da conta; quando ia saindo, uma prima sua ainda veio me provocar: ”o que a Iranir viu em você” -o que você não viu nem vai ver nunca, respondi. Mara, Liana, Nilde... tento comparar, repovoar, detalhar; agora era diferente, os momentos difíceis eram compartilhados assim como as alegrias. A forma de como tudo aconteceu não foi por um sentimento de posse, foi o cuidado excessivo de preservar algo precioso.
As manhãs de domingo ali na Lagoa... a garota na Caloi já fazia parte da paisagem; o Cristo Redentor lá de cima parecia uma sentinela para que tudo corresse dentro da normalidade.
Dez anos passados, a Lagoa continua acolhedora, a moça do açaí agora é uma afrodescendente: Dina tem um sorriso encantador, veste a camisa do fluminense e me confessou que leu AMORAMORA; e que não compreendia como alguém com tanta sensibilidade... tudo vai muito além dos bloqueios que nos afligem a alma; e as coisas acontecem exatamente pela sensibilidade, mas o redentor nos acolhe misericordioso como aquele que nos permite caminhar na tênue linha entre a paixão e a razão.
Às vezes a vida nos conduz
por caminhos que a mente
não entende na hora.
Há quedas que parecem fim,
mas são apenas o início silencioso
de uma versão mais forte de quem somos.
O coração aprende na dor
o que a tranquilidade nunca ensinou.
Cada despedida,
cada mudança inesperada
vai esculpindo a alma com paciência,
como se o tempo fosse um artista invisível.
Então caminhe com leveza
dentro de si.
Proteja a sua paz, cultive a bondade
e não permita que o peso do mundo
apague a luz simples que mora no seu peito.
E quando o caminho parecer incerto,
respire, agradeça e continue.
Quem segue com verdade no coração descobre que o destino
não é pressa
— é um voo que se aprende enquanto se vive. ✨
"Ser pai não é apenas dar a vida, mas tornar-se presença, abrigo e direção. É conduzir sem aprisionar, proteger sem impedir os passos e amar de tal maneira que, mesmo quando a mão já não puder ser segurada, seus ensinamentos continuem guiando o caminho. Ser pai é deixar nos filhos a certeza de que sempre haverá um lugar seguro onde o coração poderá repousar."
ANJOS
A vida conduz histórias
Vamos contando ao viver
Guardando nas memórias
Fazendo por acontecer.
Encontramos gente boa
Seguem firme os passos
Tiram do marasmo a toa
Livram de perniciosos laços.
Tais são esses anjos
Tiram de nós a dor
Pois em seus arranjos
Nos completam com puro amor!
João Batista Barbosa
ANJOS
A vida conduz muitas histórias
Que vamos contando ao viver
As linhas que traçam memórias
Fazem coisas e coisas acontecer
Encontramos tanta gente boa
Pessoas que seguem os passos
Que nos tiram do marasmo à toa
Nos livram de perniciosos laços
Tais são esses anjos
Tiram de nós a dor
Pois em seus arranjos
Completam com puro amor!
Que o tempo nos conduza por novos caminhos, que a vida transforme tudo ao nosso redor e nos presenteie com novos horizontes. Mas que, em meio a todas as mudanças, permaneça intacto o que sentimos um pelo outro. Que o nosso amor continue sendo o nosso refúgio, forte, verdadeiro e eterno, independentemente de onde a vida nos levar.
A má interpretação da Palavra de Deus pelo teólogo conduz à condenação, mas a correta à vida eterna.
É irracional o ser humano ter consciência de sua finitude e, mesmo assim, conduzir sua vida como se fosse infinita.
“A liberdade é o direito de conduzir a própria vida sem transformar a liberdade alheia em preço da nossa.”
O destino é escrito nas linhas tênues do livro da vida, que nos conduz a um mundo criado por nós, realizado à medida que componhamos nossa história.
