Dinheiro X Felicidade
De ti quero distância
Ó, meu amor
Nenhuma dor é tão certa
Quanto a dor que me penetra
Dia após dia
Sem sua companhia
Oh, distância, quero-te longe de mim
Por perto quero apenas minha amada
Que por mim foi cativada
E que me dá, a cada dia
Entusiasmo para a continuar minha jornada
Tristeza, afaste-se de mim
Quero apenas alegria, enfim
Ser feliz com o amor da minha vida
Que para mim, é mais valioso que marfim.
O que seria de mim sem meu amor?
Talvez apenas um homem qualquer
Com abundância na vida
De amargor.
Por favor, abandona-me tristeza
Busco unicamente felicidade
Talvez um dia rir com meu amor, que me alegra noite, dia e a tarde.
A energia da alegria e do sorrir provocam uma mudança enorme na sua capacidade de se blindar contra o mal. Procure abstrair. Deixe-se duvidar um pouco mais de tudo. Reavalie o seu sorrir (com gratidão pela sua vida). Nem que seja um sorriso para o seu próprio coração. Ele é o único que pode retribuir tudo isso com sinceridade plena.
Percebeu que quando somos crianças aproveitamos ao máximo do tempo presente? Sim, vivemos espetacularmente nossos dias, percorrendo cada minuto de alegria e de felicidade, querendo brincar mais e mais e explorar cada cantinho e cada detalhe desse mundo. Não ficamos remontando o passado de ontem e não nos preocupamos se amanhã estaremos aqui: só vivemos o presente. E é o que basta!
O Último Encanto e o Cântico do Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O último encanto de alguém não se extingue no instante da desilusão. Ele se recolhe. Regressa ao âmago do ser como uma chama que já não ilumina o exterior, mas passa a aquecer o interior da consciência. É nesse ponto silencioso que o encanto deixa de ser promessa e torna-se revelação. A desilusão não rompe o espírito. Antes o depura. Retira dele o excesso de expectativa e o conduz à nudez essencial do sentir.
É nesse território que surge a alma. Não como figura ornamental do sonho, mas como presença litúrgica do abismo. Ela não habita a luz que distrai, nem a cor que seduz. Habita o cinza primordial onde o ser aprende a sustentar o próprio peso. Seu domínio é o porão, não como cárcere, mas como útero do sentido. Ali, onde a consciência desce sem testemunhas, o espírito encontra sua matéria mais pura.
A alma não dança para ser vista. Ela se move para escutar o eco daquilo que foi esquecido. Cada gesto seu é um rito silencioso em que o eu se dissolve e dá lugar ao essencial. Não há ornamentos em seu percurso, pois toda ornamentação seria excesso diante da verdade que carrega. Sua dança não pede aplauso. Constrange ao recolhimento. Ela ensina que somente quem suporta a própria sombra pode tocar a inteireza do ser.
O porão que ela habita não é negação da luz, mas sua gestação. Ali a consciência aprende que o brilho superficial cansa, enquanto a penumbra forma. A alma revela que a maturidade espiritual não se alcança ascendendo, mas descendo. Despojando-se. Permanecendo. É nesse silêncio espesso que o encanto se refaz sem ilusões e o amor abandona a promessa para tornar-se presença.
Por isso, quando o encanto se desfaz, não é o fim. É a passagem. A alma deixa de buscar cores e aprende a ouvir a música anterior à forma. É essa música! . É esse o estro grave que sustenta o edifício invisível do ser. No seu porão, a alma encontra aquilo que a eleva sem ruído, sem brilho e sem máscaras. E ali compreende que a verdadeira luz não cintila. Ela permanece.
Sonhos... Não lhes contaram, eles são feitos de nossas vontades douradas. Aquelas, que nos dão felicidade e que podemos conquistar.
Construa um altar dentro de você e coloque lá, tudo que há de bom e todo o amor que encontrar ao seu redor. Essa é a verdadeira felicidade, que dá serenidade e que se externa além de você.
Só se é feliz de dentro para fora, porque toda a sensação reside dentro de nós. É depois que ela se externa.
Leve-me pelas mãos a um lugar onde a única preocupação seja com o nosso interior e o único interesse seja a vontade de ser feliz.
Tem pessoas que tocam nossa alma para sempre, com seu jeito doce e sua adorável maneira de amar, de encarar a vida e te fazer feliz.
Tem pessoas que já nascem com a simplicidade na alma, e conseguem ser felizes com coisas, que para nós seria muito pouco e impossível de viver.
Que hoje seja a repetição do feliz dia de ontem, ou de antes de ontem... Mas que se repita tantas vezes quantas a ele se buscar. Que o sol aqueça seu coração mesmo quando as nuvens derramarem a chuva. Que a noite ilumine, mesmo quando as estrelas e a lua esquecerem de acompanhar a noite... Que os desafios do momento sirvam para encorpar nossa confiança. Que sirvam também para tornar robusta nossa fé no futuro, no ideal, nos sonhos, na própria vida.
Se podemos, porque não deixar o dia daquele que convive conosco mais sereno, mais fácil e feliz de viver...
Há muitas maneiras de se envelhecer, não carregue amargura. Somos nós mesmos que a provocamos. Você pode perceber, que fazendo quem está ao redor feliz, traz para si a satisfação para uma vida também feliz. Com a consciência saudável atravessamos os anos com satisfação.
Que a paz possa ser a âncora, o porto seguro contra as intempéries, que seja guiada pelo amor que a tudo confere luz, posto que é o único meio possível para a felicidade do ser humano.
