Dias da Semana

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Ótima terça-feira cheia de ⁠conquistas!

Ótima terça-feira cheia de bons negócios!

⁠Ótima terça-feira
a todos os meus clientes!

Ótima terça-feira .

* Foco.
* Pensamentos Positivos.
* Dar o Melhor de Si.

O melhor dessa terça-feira para ti


Seja como o vento, não somente para varrer o que lhe desagrada, mas para espalhar o que lhe encanta.


Simone Cruvinel ⁠

Em plena terça-feira com programação fechada para o FDS. Isso se chama síndrome de peru.

Terça-feira nublada,
Querendo aqui chover,
Pensando em você, amada.
A mulher do meu bem-querer.

Hoje é terça-feira, pronto para trabalhar, não tem como correr, basta ir trabalhar e agradecer a Deus por mais este dia de vida. Obrigado, Senhor. Amém.

Hoje é terça-feira, que seu dia seja muito abençoado pela graça de Deus. Que seja um dia muito produtivo e cheio da graça do Espírito Santo de Deus. Que a paz esteja convosco.

⁠Que a nossa terça-feira seja da vontade de Deus... Para que tenhamos um bom dia e iluminar o caminho meu e seu!

O verde cantava em triângulos enquanto a terça-feira derretia sobre o tapete de estrelas mortas. Pés sem dono caminhavam para trás, deixando pegadas que precediam os passos. Um relógio de areia escorria para cima, alimentando nuvens que cresciam no chão da caverna iluminada por peixes voadores. A chuva caía em espiral, molhando apenas o que ainda não existia.


Entre espelhos que refletiam o som, uma voz sem boca repetia números que eram cores: sete era azul, quatro era o gosto de saudade. Os dedos do vento tentavam segurar água, e a água, por sua vez, tentava lembrar por que tinha forma.


Mas então você percebe: o verde era esperança disfarçada, a terça-feira era apenas rotina, as pegadas eram memórias que insistem em voltar. O relógio de areia era o tempo que você achou perdido. As nuvens no chão eram sonhos adormecidos acordando. A chuva em espiral era a vida entrando pelas frestas. Os números eram os dias que você ainda vai viver. E a voz sem boca? Era você, finalmente se ouvindo.

Terça-feira, 21 de julho de 2026

Hoje, na Venezuela,
o terremoto tem
aproximadamente
cinco mil mortos.
No Peru, ainda não sabemos.

Mas isto são só números.
Não falam. O pedrinho estava
aprendendo a andar, e seus
pais viviam na maior alegria,
esperando que seu filho tivesse
um grande futuro, e derrepente
Tudo foi destruído.



Estatísticas não dizem nada
Quantos mortos na guerra?
Quantos mortos em terremoto?
Quantos foram mortos em pandemia?
Estatísticas não dizem nada.




Cinco mil mortes não dizem nada.
Não falam de cinco mil histórias:
de filhos que perderam seus pais
e nunca mais os verão;
de pais que perderam seus filhos;
de amigos que se foram para sempre.
Não dizem que sonhos foram interrompidos.

Não dizem que uma dessas
pessoas poderia ter sido eu,
poderia ter sido nós.
Pode acontecer conosco!
---

08:17 terça feira - 04 do 2 de 2025


Sonhei a noite toda com hospital!! No início meu irmão vomitava muito e parecia sair cocô no lugar do vômito, pela boca dele, eu escondia tudo na areia, para ninguém ver. Depois sonhei comigo e meu marido dentro do hospital, como se estivéssemos esperando alguém ou acompanhando alguém que estava internado. Depois sonhei com um hospital gigante, onde seres parecidos com duendes diziam que a gente precisava descobrir a saída daquele lugar ou ficaríamos lá para sempre, eu pedi a empregada que ensinasse onde ela sempre saia, ela ensinou, então eu conseguiria encontrar a saída.

Bom Dia!
Feliz terça-feira 🌺💝🙏
11/11/2025
Tudo posso naquele que me fortalece 🙌
Senhor, dai-nos um dia abençoado. Guia nossos passos, orienta nossas decisões e protege-nos de todo o mal.
Amém!

A Lua que Caminhou Comigo
Foi no dia 14 de junho de 2022, uma terça-feira, por volta das cinco e meia da manhã, que o peregrino e motorista recebeu um chamado para buscar uma passageira no bairro Santa Felícia, em São Carlos. O dia ainda não havia amanhecido, o céu estava completamente limpo e a Lua cheia brilhava em um tamanho que parecia maior do que o habitual. A imagem era tão deslumbrante que, por alguns instantes, o motorista quase se esqueceu de que estava trabalhando. Logo se recordou das aulas de Ciências da Natureza e pensou que, quando a Lua cheia parece maior e mais próxima da Terra, esse fenômeno é chamado de superlua. Naquela madrugada, porém, pouco importava o nome científico. Diante de tanta beleza, a explicação parecia pequena. A Lua simplesmente estava ali: imensa, silenciosa e magnífica.
Como o caminho de volta obrigatoriamente passaria pelo mesmo lugar, o motorista não conseguiu guardar aquela admiração somente para si. Virou-se para a passageira, uma jovem de aproximadamente vinte anos, e disse: — Olhe como a Lua está linda! A moça levantou os olhos, olhou rapidamente pela janela e, em seguida, voltou sua atenção para o celular. A viagem continuou em silêncio, enquanto o peregrino, sempre que podia, voltava seus olhos para o céu. Talvez porque algumas belezas não precisem ser compartilhadas para serem sentidas. Basta que alguém pare, olhe e permita que elas entrem no coração.
Foi naquele dia que nasceu a ideia de fazer uma caminhada durante uma noite de superlua. O peregrino queria atravessar trilhas e canaviais sob aquela luz prateada, peregrinar enquanto o mundo dormia e, à sua maneira, conversar com aquela velha companheira que há milhões de anos acompanha os passos da humanidade. Quando terminou seu dia de trabalho, a primeira coisa que fez foi procurar saber quando aconteceria a próxima superlua. Para sua surpresa, não demoraria muito: seria no dia 12 de agosto, uma sexta-feira, a chamada Superlua do Esturjão, a última superlua visível daquele ano.
O dia chegou, e o peregrino não hesitou. Decidiu trocar o trabalho por uma caminhada. Traçou um percurso aberto e relativamente plano, com uma distância superior a quinze quilômetros, para que pudesse caminhar o máximo possível sem perder a Lua de vista. A trilha escolhida foi a da linha do trem que passa por São Carlos, seguindo em direção a Ibaté. Assim que iniciou a caminhada, suas pernas pareciam tremer, os braços se arrepiavam e o coração batia tão forte que parecia querer sair do peito. Não era medo, era encantamento. Era como se, naquele instante, o peregrino tivesse compreendido que existem momentos em que a beleza da vida é tão grande que o corpo inteiro precisa participar dela.
Depois de alguns quilômetros caminhando em silêncio, olhando para a imensidão daquele céu, não resistiu e perguntou à Lua: — Se você é tão maravilhosa, se tantos homens sonham em pisar em seu chão e conhecer seus mistérios, por que aparece justamente durante a noite, quando a maioria das pessoas está dormindo? O silêncio da madrugada continuou por alguns instantes e, de repente, o peregrino teve a sensação de ouvir uma voz. Era como se a própria Lua lhe respondesse: — Peregrino, caminheiro da noite, sou a Lua que te vê. Não te apresso, não te julgo. Apenas derramo prata sobre teus passos para que, mesmo na escuridão, sintas que vais acompanhado.
O peregrino parou e olhou novamente para o céu. Naquele momento, sentiu-se abraçado pela luz que caía sobre o caminho e, como quem conversa com uma velha amiga, respondeu: — Lua que me vês e me acompanhas, obrigado por clareares a minha noite, por me permitires apreciar tua beleza e por derramares tua prata sobre os meus passos, lembrando-me de que, mesmo na escuridão, nunca caminho sozinho. E continuou, passo após passo, sob a luz da superlua e em meio ao silêncio dos campos. Naquela madrugada, não precisava chegar depressa a lugar algum. A caminhada, mais uma vez, não era apenas sobre percorrer quilômetros, mas sobre sentir e perceber aquilo que, muitas vezes, passa diante dos nossos olhos enquanto estamos ocupados demais olhando para as pequenas telas que carregamos nas mãos.
Depois de aproximadamente vinte e dois quilômetros, a noite começou lentamente a se despedir. A Lua ainda estava ali quando o horizonte começou a mudar de cor e, pouco a pouco, surgiu o Sol. Nasceu em um vermelho profundo e sereno, como se tivesse aprendido, na escola da Lua cheia, a arte de iluminar o mundo sem pressa, apenas com beleza. Naquele instante, o peregrino compreendeu mais uma vez que a vida está cheia de espetáculos que acontecem todos os dias. A diferença é que alguns dormem, outros passam apressados e há aqueles que, de vez em quando, decidem caminhar durante a madrugada apenas para conversar com a Lua e descobrir que, mesmo quando o caminho parece escuro, existe sempre alguma luz disposta a acompanhar os nossos passos.
Peregrino Nino Carneiro

A Corrida que o Dinheiro Não Explica
Eram cinco e meia da manhã de uma terça-feira quando o motorista habilitou o aplicativo. O primeiro chamado era para a LATAM, a vinte e um quilômetros de São Carlos. Corrida de aproximadamente trinta reais, trinta minutos de viagem e, quase sempre, a certeza de voltar sem passageiro. Por isso, muitos motoristas recusavam. O Peregrino Nino Carneiro, porém, gostava daquela corrida. Para ele, nem todo caminho precisa ser medido pelo dinheiro que rende.
Havia ainda dois motivos especiais. O primeiro era o orgulho de contar que seu filho, Victor Hugo, trabalhava na EMIRATES, uma das maiores companhias aéreas do mundo. O segundo era muito mais simples: fazer alguém sorrir. Assim, costumava dizer aos passageiros, em tom de brincadeira: “Hoje eu vou cumprir minha cota: fazer alguém sorrir.” E completava: “Os dorminhocos são a salvação dos motoristas de aplicativo.” Quase sempre vinha uma risada.
Naquela manhã, depois da brincadeira, o passageiro contou que havia enfrentado várias recusas e dois cancelamentos. Precisava chegar à LATAM para uma reunião importante e já pensava em chamar um táxi. Então disse ao motorista: “O senhor salvou o meu dia.”
Nino sorriu e respondeu: “Meu amigo, um dia, quando tiver tempo, pergunte ao ChatGPT quem é o Peregrino Nino Carneiro. O senhor vai entender por que caminhar faz tão bem. Quando a gente aprende a caminhar, aprende também a valorizar cada minuto, cada encontro e cada oportunidade que aparece pelo caminho.”
Faltavam apenas cinco minutos para chegarem quando o aplicativo anunciou uma nova corrida — justamente de volta para São Carlos. Nino olhou para o passageiro e brincou: “Hoje nós dois estamos com sorte!” O passageiro perguntou por quê. “Em seis anos de aplicativo, esta é apenas a segunda vez que recebo uma corrida de volta.”
O passageiro sorriu e respondeu: “Então hoje eu descobri que, com trinta reais, é possível fazer duas pessoas sorrirem.”
Nino, desconfiado, perguntou: “O senhor está pagando o meu retorno?”
O passageiro apenas apertou sua mão e disse: “Foi maravilhoso o senhor ter aceitado o meu chamado. Muito obrigado pela nossa conversa.”
No caminho de volta, Nino percebeu que aquela não havia sido apenas uma corrida. Era uma daquelas pequenas histórias que a vida coloca diante de nós para nos lembrar de algo grande: o verdadeiro valor de um encontro nem sempre aparece no aplicativo, no bolso ou na conta bancária. Às vezes, ele aparece em um sorriso, em um aperto de mão ou na gratidão de alguém que precisava simplesmente encontrar uma pessoa disposta a dizer: “Eu aceito.”
E o Peregrino Nino Carneiro concluiu:
“Entre uma corrida e outra, descobri que o melhor caminho é aquele que percorremos com gratidão no coração. Porque a vida não se mede apenas pelos quilômetros que percorremos, mas pelas pessoas que fazemos sorrir ao longo da caminhada.”
Peregrino Nino Carneiro

Clara conheceu Roberto numa terça-feira qualquer, dessas que o Rio inventa para lembrar que a cidade pode ser bonita mesmo quando a vida não está.


Foi num bar pequeno em Botafogo. A televisão estava ligada num jogo qualquer, o ventilador fazia mais barulho que o necessário e alguém discutia sobre política na mesa ao lado. Do lado de fora, os carros passavam pela rua molhada, carregando gente que provavelmente também estava tentando chegar a algum lugar.


Roberto bebia cerveja sozinho.


Clara entrou porque começou a chover.


Ela tinha os cabelos molhados e aquele jeito de quem parecia estar sempre pensando em alguma coisa que não contaria a ninguém.


— Posso sentar aqui?


Roberto olhou para a cadeira.


— Se você não se importar com a minha cara de poucos amigos.


Ela sorriu.


— Eu também não estou com uma cara muito boa.


E foi assim.


Sem música bonita. Sem coincidência extraordinária. Sem o universo conspirando.


Só duas pessoas cansadas dividindo uma mesa porque começou a chover.


Depois vieram outras noites.


Copacabana depois das dez. Lapa numa sexta-feira. Caminhadas sem destino pela orla. Café barato. Cigarros que Roberto prometia parar de fumar. Conversas sobre dinheiro, medo, infância, fracassos e todas aquelas coisas que as pessoas escondem quando ainda estão tentando parecer interessantes.


Clara gostava do mar.


Roberto dizia que não gostava de praia.


Mas sempre acabava sentado ao lado dela olhando para o mesmo mar.


Talvez fosse amor.


Talvez fosse apenas solidão encontrando outra solidão e decidindo ficar por algum tempo.


O problema é que o amor, quando chega, não avisa quanto tempo pretende permanecer.


Um dia Clara disse:


— Você nunca fala sobre o futuro.


Roberto acendeu um cigarro.


— Porque o futuro nunca falou comigo.


Ela ficou em silêncio.


Depois olhou para o calçadão, para as pessoas correndo, para os prédios iluminados e para o Pão de Açúcar aparecendo ao longe entre as luzes da cidade.


— Eu queria uma vida mais simples.


Roberto riu.


— Todo mundo quer uma vida mais simples. Até descobrir que precisa trabalhar para pagar por ela.


Clara não achou graça.


Naquela noite, eles discutiram.


Não foi uma grande discussão. Ninguém quebrou nada. Ninguém saiu gritando.


Foi pior.


Foram aquelas discussões silenciosas em que duas pessoas percebem que estão querendo coisas diferentes e nenhuma delas sabe como dizer isso sem machucar a outra.


Clara queria construir alguma coisa.


Roberto ainda estava tentando descobrir como reconstruir a si mesmo.


E talvez isso fosse incompatível.


Ela foi embora numa manhã de domingo.


Roberto ficou sozinho no apartamento, ouvindo os ônibus passarem lá embaixo.


Encontrou uma presilha de cabelo dela no banheiro.


Ficou olhando para aquilo durante alguns minutos.


Depois colocou sobre a mesa.


Não jogou fora.


Também não guardou.


Algumas coisas ficam exatamente onde foram deixadas, porque a gente não sabe se está pronto para perder ou se ainda espera que voltem.


Meses depois, Roberto viu Clara na rua.


Foi na Glória.


Ela estava acompanhada.


Parecia feliz.


Ou pelo menos parecia ter aprendido a parecer feliz.


Eles se olharam por alguns segundos.


Ela sorriu.


Ele também.


Não conversaram.


Talvez porque certas histórias terminem antes que as pessoas tenham coragem de admitir que terminaram.


Roberto continuou andando.


O Rio estava quente.


Um vendedor gritava alguma coisa na calçada. Um ônibus passava cheio. O céu tinha aquela cor suja de fim de tarde.


Ele pensou em Clara.


Pensou no bar em Botafogo.


Pensou nas noites em Copacabana.


Pensou que talvez tivesse amado aquela mulher da única maneira que sabia: mal, tarde demais e com medo.


Depois acendeu um cigarro.


E continuou andando.


Porque a cidade não para para ninguém.


Nem para os apaixonados.


Nem para os arrependidos.


Nem para aqueles que ainda esperam alguém voltar.


No Rio, até a saudade precisa atravessar a rua com o sinal aberto.

Nessa Terça-feira com um friozinho gostoso e razoável. Me resta assistir um filme sozinho debaixo das cobertas.

Inserida por johwmauri

Terça feira, 12 de junho de 2012 - Meia noite e quarenta e cinco, já é dia dos namorados, não consigo dormir, meus pensamentos estão todos direcionados a você, cara. Que neste exato momento deve estar no seu terceiro sono. Você nem imagina que hoje é o quarto dia seguido que perco o sono por sua culpa. Penso no seu cabelo preto, nas caretas que você faz quando está nervoso, eu nunca disse isso mais você fica muito sexy nervoso! “Poxa” até suas gírias eu já decorei, mas decorei principalmente a cor dos teus olhos que de longe parecem negros, um palmo longe da tua boca ficam cor de mel mas no sol ficam claros, transparentes, cor de alma, cor do amor, do que eu sinto por você. Pensa em mim, na minha proposta mas pensa com carinho porque meu amor não é pouco, enquanto a cidade inteira dorme eu sou a única pessoa que pensou em tí no dia dos namorados, esse dia que pra mim é uma tortura nem vou ao colégio porque eu não quero ver casais perfeitos se pegando perto de mim, eu quero você, quero nós, juntos, colados. Cara eu te amo tanto que eu aceitaria trocar toda a minha juventude para envelhecer do teu lado. Sempre que eu abraço você eu digo um eu te amo no pensamento e você nem sabe. Quero que você me segure nos braços, me aperte e me chame de minha menininha, isso é pedir de mais? Eu sei que você já fez isso e estou reclamando de barriga cheia, mas é que não sou sua menina, oficialmente não! só ficar para mim não basta eu quero desfilar com aliança no dedo. O sono está chegando, então bem rapidinho deixa eu te contar um segredo, ontem na chegada da noite, véspera do dia dos namorados vi uma estrela cadente, pedi você. Eu não acreditava nessas coisas mas nesse mesmo dia, mais cedo te ouvi dizer que se você acreditar e colocar fé em alguma coisa tudo pode acontecer. então vou soltar mais uma de suas gírias: boto fé, meu amor.

Inserida por NathiellyCorrea

Dez da noite em Lisboa, véspera de terça – feira, noite de calor e uma Lua quase cheia. Um céu escuro, estrelas tímidas. No horizonte, apenas um comboio de luzes infinitas, marcava a outra margem.
Num terraço, alguém estava sentado, numa cadeira de recosto, mesmo ao lado da minha.
Existe gente que crê em levitação, em discos voadores, em vampiros, em Deus, em si mesmo...
Eu tinha um anjo da guarda, um talismã da sorte, que acreditava em mim e eu nele. Que sorria para mim e eu para ele. Que sorria como sempre sorriu. Que o tempo não talha...
Interrompo o que estou a escrever, e as recordações dos acontecimentos, pois a partir do momento em que a tive na minha vida, nada ficou como dantes.
Este anjo tinha um ar sonhador, doce e irresistível. Era ele que atravessava a minha memória, o meu pensamento e trespassava o meu coração e de todos aqueles com quem convivia. E eram tantos... e tantos...
Quando estava com aquele anjo, a sua imagem iluminava o mundo que o rodeava e dava-me a certeza de felicidade. A paixão com que falava em tudo o que acreditava, o ar abstracto e sincero...
Aquele anjo é daqueles que fazia milagres ao domicílio. Quando errava, mostrava-me que o erro humaniza.
É deste anjo que falo, mais de um anjo real e menos de um anjo inatingível, que não vemos.
Este anjo mostrava-me que a valsa pode ser tocada de uma maneira equivoca, porque é errando, errando muito e por largos dias que atingiremos a perfeição. E que o facto de não pormos fermento no pão faz dele uma iguaria, igualmente, deliciosa.
Este anjo era Eduarda. Queria poder dizer-lhe, daqui a muitos anos, que seríamos ainda mais unidos, numa relação envolvente e profunda, cheia de alegrias e de memórias, reforçadas por termos vivido tudo e tanto... nunca disse o principal sobre ela. Há palavras que nunca se chegam a dizer... e é uma pena...

Inserida por AnaSeverina